terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mães aderem ao banho de balde para recém-nascidos

Marlene Bergamo/Folha Imagem
Lis Pereira Geimer, de um mês e meio, toma banho em um balde comprado na rua 25 de Março, centro de comércio popular em SP

Participei recentemente nesta entrevista de RACHEL BOTELHO, para a Folha de S.Paulo. Aqui um breve resumo.

"Banho de balde não é nenhuma novidade -muitas mães costumam apelar a ele para fazer a higiene de crianças pequenas durante viagens e nos dias de muito calor, na ausência de piscina. Mas o uso diário do acessório, como substituto definitivo da banheira e com bebês que mal saíram da maternidade, está começando a conquistar adeptos em famílias ainda mais criativas. "

.....
O neonatologista Carlos Eduardo Corrêa, que apresentou a "técnica" a Talitha Pereira, indica o balde para o banho da maternidade e para os primeiros dias de vida do bebê.

"Acho que fica mais fácil para os pais segurarem, e a criança chora menos. Faço o banho com o bebê enrolado em um pano, na água quente", diz.

O médico afirma que, por volta dos sete meses, quando a criança começa a querer ficar em pé, o balde é mais seguro do que a banheira.


Para ver a materia completa só clicar aqui

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Semana Mundial de Aleitamento Materno


Começa no 1 de agosto a Semana Mundial de Aleitamento Materno. Nesta semana, o mundo inteiro comemora a amamentação. Sabemos que a amamentação traz inúmeros benefícios, muitas vezes imensuráveis! A Matrice, grupo de mão de apoio à amamentação, montou um cronograma onde haverá uma reunião por dia. Tive a sorte de ser convidado para uma das atividades na proxima segunda feira.
Segue embaixo a programação completa, participe e convide alguém a participar.

1 de Agosto - Evento no parque da Aclimação das 09: horas até as 13 horas

Abertura da semana mundial na cidade de São Paulo. Contará com várias autoridades presentes.

-Caminhada de três km.
-Barraca com a sociedade paulista de pediatria e com a associação brasileira de banco de leite
-11:30 - Contação de historias com Kiara Terra
-Encerramento com o Coral da Materna - Coral: de mães e bebês da Isadora Canto


Deste evento participam as seguinte entidades: Rotary cube Aclimação IBFAN - Brasil Associação Brasileira de banco de leite Sociedade Paulista de Pediatria

02 de Agosto - SLINGADA
14 horas
Endereço: Rua Moacir Miguel da Silva, 774, Jd. Bonfiglioli, SP, (km 13,5 da rod. Raposo Tavares)
Pedimos as mães que levem um prato de sua preferência para o lanche

Ao contrário da crença ocidental que crianças cuidadas desta maneira são exageradamente dependentes, estes bebês desenvolveram cedo independência da mãe, voluntariamente passando mais da metade do dia com seu pai ou outras crianças, entre 2 e 4 anos de idade. Na maioria das sociedades não-industriais estudadas os bebês não eram tão carregados quanto nas sociedades de caçadores-coletores, mas a mãe ainda é a principal figura, ela dorme na mesma cama ou quarto que a criança e a criança é amamentada por mais de 24 meses. Os pesquisadores observaram que nestas condições o choro das crianças era atendido rapidamente e com uma resposta apropriada e carinhosa. Os autores notam que a situação dos bebês nos Estados Unidos é drasticamente diferente desses padrões com crianças passando somente 25% de um período de 24 horas em contato com sua mãe devido à proliferação do uso de bebês-conforto, cadeirões de comer, balanços e cercadinhos, além do conselho dos pediatras de serem usadas áreas de dormir separadas para o bebê, resultando na estatística lamentável de mais de 43% dos episódios de choro dos bebês americanos são ignorados (Blackwell, 2000; Lozoff & Brittenham, 1979). Uma comparação fisiológica da composição do leite materno leva a crer que os humanos foram feitos para carregarem seus bebês (Lozoff & Brittenham, 1979; McKenna et al., 1993). O leite materno em mamíferos que escondem ou deixam seus filhotes em ninhos e outros locais seguros entre as mamadas possui altos teores de proteína e gordura. O leite dos mamíferos que carregam seus filhotes ou daqueles onde a cria permanece ou hiberna com a mãe, possui teores de proteína e gordura mais baixos. O leite materno humano tem baixos teores de proteína e gordura identificando um ritmo de mamadas muito frequentes e abundante contato físico com a mãe como um padrão ótimo de cuidados maternos para humanos. Quer você acredite que os humanos evoluíram ou fomos criados por Deus, fica evidente até no leite materno que as mães foram feitas para carregarem seus bebês com elas.© 2001 Tami E. Breazeale" .

Na slingada as mães com duvidas e dificuldades em carregar seus BBS em carregadores de pano poderão participar.

03 de Agosto (segunda-feira)– Conversando com o Cacá
20 horas
Local: Casa Materna - Rua Natingui 380 - Vila Madalena

Carlos Edurado Correia é neonatologista formado pela USP. Possui uma larga experiência com aleitamento materno. Nós teremos uma conversa sobre contato, proximidade mãe e bebê e suas primeiros meses de vida!


04 de Agosto (terça-feira)– Cinematerna
14 horas
Local: Sessão no Espaço Unibanco Augusta (SP)

O que é CineMaterna? CineMaterna são sessões de cinema para mães (pais e acompanhantes) com seus bebês de até 18 meses, seguidas de bate-papo em local próximo Os filmes são para entretenimento dos adultos e as salas de cinema são cuidadas para acolher os bebês com conforto: som reduzido, trocador na sala, ar condicionado menos frio, ambiente levemente iluminado. Iremos após a sessão ter uma conversa com as mães sobre: as várias posições para amamentar. As sessões acontecem semanalmente às terças no Espaço Unibanco de Cinema.

O bate-papo após a sessão acontece no Starbucks do Center 3, no piso Augusta, o mesmo da entrada das ruas Luiz Coelho e Augusta. Contato: imprensa@cinematerna.org.br


05/08 – quarta feira. O pai na amamentação
Das 15 às 17 horas
Local: Casa Materna - Rua Natingui 380 - Vila Madalena

Pretendemos abordar a amamentação e o contexto familiar. Seus êxitos e frustrações.

06/08 – quinta feira – reunião com grávidas no GAMA
às 20 horas
Local: Casa Materna - Rua Natingui 380 - Vila Madalena

O Grupo de Apoio à Maternidade Ativa, há quatro anos realiza encontros gratuitos de gestantes, todas as quinta-feira, com palestras sobre vários temas (veja programação no site www.maternidadeativa.com.br ). Nas reuniões acontecem discussões sobre temas ligados ao ciclo da maternidade. A cada encontro as pessoas se apresentam e contam um pouquinho de sua história. Depois o tema da semana é introduzido e discutido. Não é necessária inscrição. Neste encontro falaremos sobre: Amamentação e a importância nos primeiros momentos de vida.

07/08 - sexta feira: reunião tradicional da Matrice de sextas feiras.
das 13:30 às 15:30
Local: Casa Materna - Rua Natingui 380 - Vila Madalena

Encontro de mães para convivência e discussões sobre amamentação. Trata-se de um grupo aberto e gratuito, onde qualquer mãe pode participar e levar principalmente seus bebes; Passaremos o vídeo produzido pelo SENAC que aborda o tema emergência!
Informações adicionais para o email: grupomatrice@gmail.com e pelo telefone: 11 -96223737

Caldo de Pequenita




Primeiro Banho de balde de Alice, parto no qual tive a delicia e participar. Aqui o relato de Ricardo Toscani extraído do seu blog, Culinária Tosca.


..."Nasceu nos embalos de sábado a noite, na verdade, domingo de madrugada, quando a festa está esquentando.
Partimos para a onda do parto humanizado, uma corrente muito legal, onde a prioridade é o parto normal, sem cortes, anestesias e tudo mais. O único analgésico é uma banheiras com água a 37 graus.
Isto tudo seria feito em minha casa, mas algumas coisas não sairam como planejamos, Alice, assim como seu pai, tem muita sede, gosta de beber, e seu líquido amniotico estava abaixo do esperado para um parto em casa.
Na quinta feira estava em uma pauta e Lucia me liga dizendo, vamos para o hospital, sexta, dia 17, aniversário do meu estimado amigo, colega e irmão Bruno.
Fomos para o hospital que aceitaria nossa condição de parto humanizado, o São Camilo, mas não havia vagas no berçario, em nenhum dos três hospitais da rede, que nosso convênio pagava.
A única solução para o parto humanizado era o São Luiz, apenas ele aceitaria nossa equipe de parto do GAMA, grupo de apoio a maternidade ativa.
Mas o São Luiz, estava longe das nossas posses, o valor do parto é praticamente uma viagem a Europa, mas o bem de quem se ama não tem preço, pelo parto humanizado, pela saúde de minhas mulheres, diga a tesouraria do São Luiz que fico, pois como diria o sábio filósofo Tim Maia:
"Quando a gente ama, não pensa em dinheiro."
Lucia teve que induzir o parto, na verdade quem induziu foi a doutora Andrea. Fomos para o nosso quarto as 16 horas, hora que começou o trabalho de indução, depois de acertar tudo com a tesouraria, claro. Por volta das 19 horas chega nossa doula, Ana Cris que começa com as massagens, e cuidados para um bom parto.
Então depois de 36 horas de medicamentos que antecipam contrações, Lucia foi para a banheira do delivery, lá estava eu, Dra Andrea, que me passa uma paz por ser parecida com a Jessica (uma colega minha de faculdade, a primeira a ser mãe de minha turma), Ana Cris e o pediatra Cacá, além de uma trilha sonora primorosa tocando no nosso I-pod, sucessos de Roberto Carlos, Mutantes, Jonhy Cash, Doors, Beatles, Stones, Ronnie Von, Bowie e muitos outros.
Mas gatinha estava fraca e nossa Alice não pode nascer na água, fomos para então para cadeira de parto, nesse momento fiquei nas costas de Lucia, eu era um encosto, dos bons, dando todo apoio, contando piadas internas, cantando as músicas baixinho no seu ouvido, canalizando a inutilidade masculina nessa situação em uma coisa boa, positiva.
Pois se você é homem se acha uma pessoa útil no mundo, espere até sua mulher ficar grávida.

Vocês não tem idéia da felicidade que tomou conta de mim quando ás 00:49 do dia 19 de julho nasceu Alice, ao som de Jefferson Airplane, My Best Friend, depois Jorge Ben com Eu Vou Torcer.

Foi tudo muito mágico, a melhor e maior sensação da minha vida.
Nenhuma droga, comida, sexo, (bom isso não posso afirmar com tanta propriedade, pois a concepção de Alice, aaaaahhhh), enfim, dá o barato do nascimento de um serzinho tão especial.
Com cordão e tudo foi entregue em nossos braços, ficamos com ela por longos quinze minutos de muita fama. E eu cortei o cordão no final, os médicos fazem isso para que a gente não se sinta tão inútil.
Ainda há muito o que contar, mas como disse, essa é uma breve história."...

sábado, 4 de julho de 2009

Minha primeira matéria na Band

O melhor de estar num programa de tv: "Poder transmitir ( literalmente) parte do que aprendi nestes anos de carreira, para aqueles que, por vários motivos não tem como ter um acompanhamento neonatal...."


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lançada Cartilha das Mães de UTI


Num momento de aflição como esse, que ninguém deseja passar, não se consegue raciocinar e tudo acaba sendo conduzido pelos profissionais da área e pouco se sabe o que pode se fazer para ajudar e para melhor acompanhar ao bebê. Para ajudar a resolver isso, o Instituto Abrace lançou a Cartilha das Mães de UTI. Como profissional da área, não pude faltar ao lançamento e parabenizar o trabalho da equipe.

A Cartilha, desenvolvida através de relatos e depoimentos postados no site da instituição e, com ajuda de profissionais, como o jurista Vinicius de Abreu e o neonatologista Renato Kfouri, resume o cotidiano da UTI neonatal, orienta no caso de uma gestação de risco, da dicas e orientações sobre os cuidados do bebê, sobre como coletar o leite e alimentar o bebê na UTI, e os direitos das mães nessas circunstâncias.

Muito bem detalhada, a mesma serve pra mães atendidas tanto pelo Sistema de Saúde Pública, SUS, como em hospitais privados.

Gostei de ler no site a definição de quem somos da Abrace

"Somos parte de uma mesma história, de lutas, dores, esperanças sem fim e vitórias imensuráveis.

Somos, antes de qualquer coisa, mulheres unidas em torno de um ideal: ajudar outras mulheres e seus filhos dentro das UTI’s.

Aprendemos a lidar com preconceitos, a aceitar perdas, a perceber que quando o mundo desiste, isso não significa que a batalha se perdeu, apenas que é mais um dia difícil.

Somos como tecelãs de histórias que sempre começam da mesma maneira: dentro do nosso ventre."

Cartilha está disponivel gratuitamente no site do Instituto, pode clicar aqui.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pelo direito às Casas de Parto


Regulamentadas em 1999 pelo Ministério da Saúde, as Casas de Parto, ou Centros de Parto Normal, são "unidades de saúde que prestam atendimento humanizado e de qualidade exclusivamente ao parto normal sem distócias". Ou seja, são lugares onde, pelo SUS, a mulher com gravidez de baixo risco tem suas vontades respeitadas ao parir.

Quem já se sentiu violentada por um parto normal cheio de intervenções ou por um corte de cesariana desnecessárea entende o que quero dizer com vontades respeitadas. É ser compreendida e amparada como indivíduo - que não funciona como ditam os livros -, é poder encontrar a posição ideal para suportar uma contração, comer ou beber se desejar, ter a companhia que escolher, ouvir música, não ouvir conversas paralelas, não usar roupas, ou se agasalhar como quiser. É ser protagonista do grande evento fisiológico para qual seu corpo se preparou por meses. É fazer seu parto, em vez de esperar que alguém o faça, e mesmo assim ter assistência.

Na maioria das Casas de Parto a assistência é dada por enfermeiras obstetrizes, também chamadas de parteiras profissionais. Elas estão preparadas para lidar com emergências, o que inclui encaminhar para um médico em tempo hábil quando necessário. E - mais importante que na exceção - na regra, estão prontas para ouvir, acalmar, sustentar. "Pra parir a gente precisa de segurança, tranquilidade e carinho e isso tive de uma obstetriz", me disse Mariana Lettis, amiga querida que pariu o Esteban na Casa de Parto de Sapopemba depois de 17 horas de trabalho de parto. Dificilmente um médico tradicional esperaria tanto tempo para um nascimento. O mais provável é que, com desculpa de falta de dilatação, bebê alto, bacia pequena ou cordão enrolado no pescoço saberíamos de outra desnecesárea.

Mas apesar de fantásticas, as Casas de Parto são bastante perseguidas por aqueles que consideram o parto um ato médico. Essa semana, a única Casa do Rio de Janeiro foi arbitrariamente fechada e só reaberta depois de protestos. Telefonei para a Casa de Parto de Sapopemba, a única com atividade constante em São Paulo, e a obstetriz me informou tristemente que foi proibida de dar entrevistas. Proibida? Sim! Proibida de dar entrevistas, de relizar encontros com grupos de gestantes ou promover qualquer atividade que divulgue o trabalho realizado na Casa.

Reproduzo aqui a provocação da parteira profissional Ana Cristina Duarte, por quem tive a sorte de ser assistida no parto: "A verdade seja dita, se as mulheres saudáveis começarem a ter seus bebês com enfermeiras obstetrizes, em clínicas simples e casas de parto, a exemplo do que acontece na maioria dos países de primeiro mundo, o que será dessa gigantesca indústria das cesarianas, dos hospitais cinco estrelas, dos cirurgiões e seus consultórios? Como sustentar esse setor lucrativo da economia?"

Se você também repudia o que está acontecendo nas Casas de Parto, assine o abaixo assinado promovido pela ONG Parto do Princípio e esteja atento.

Texto: Bianca Santana

terça-feira, 9 de junho de 2009

O bebê: um novo mundo que muda o nosso mundo



A impressão que o nascimento causa às mães e aos bebês pode variar bastante conforme as condições em que o parto aconteceu.

O nascimento é um ritual de passagem sagrado. Ao mesmo tempo, garantiu que continuássemos existindo como sociedade e se manteve como uma das vivências humanas mais primitivas e animais.

Como pediatra, tenho a oportunidade rara de acompanhar o nascimento e o início do crescimento e desenvolvimento de muitas crianças. Fico pensando que elas chegam ao mundo com características das suas famílias. Mas também com uma infinidade de possibilidades e diferenças que, quando bem exploradas, poderão possibilitar o surgimento de um novo ser com uma forma particular de ver a vida.

E de viver de modo diferente o dia-a-dia, o que tanto já contribuiu para que a sociedade mudasse e se desenvolvesse. Nós nos unimos pelas nossas semelhanças, e as nossas diferenças compartilhadas formam o universo que torna tão rico viver em grupo. Meu trabalho como pediatra se baseia nesse princípio.

Começamos a nossa trajetória completamente diferentes – e a maior lição de humanidade que vamos ter talvez seja esta: nos entregarmos aos cuidados das nossas mães.
Mães que tiveram em algum momento a generosidade de nos permitir habitar seus corpos, tomar seu leite, tirar seu sono e tantas outras coisas. Pode acontecer que os bebês sejam responsabilidade do grupo, mas são as mães que vão levar a vida diária com seus filhos. Devemos valorizar o conhecimento interior – chamado animal, intuitivo ou seja lá o que for – para entender como as mães vêem e percebem as necessidades do seu bebê, por mais diversas e sofisticadas que sejam. O que significa também valorizar a mulher nas suas diferenças, que poderão ser reconhecidas nos seus filhos sem que eles se sintam estranhos por pensarem ou sentirem coisas diferentes. Estou falando do indivíduo sério no seu jeito de ser e coletivo na forma de viver seus sentimentos.

Não há monotonia nesta humanidade que se identifique nos sentimentos grupais e se respeita na forma individual de expressá-los.
Atingir a maturidade é pura arte. É criar, concluir uma obra, transformar. Conviver com as dúvidas, os medos sagrados, procurar a libertação, o distanciamento crítico e tantas outras questões.

Quando vejo um bebê, me pergunto o que ele estará vendo, sentindo, cheirando, percebendo, saboreando?

Sempre imagino como um ser extremamente sensorial, perspicaz, capaz de encantar ou se apavorar com um pequeno detalhe.

Um bebê é tão forte no grito quanto delicado nas emoções. Cheio de inúmeras possibilidades.
Queria tanto poder garantir a possibilidade de ele ser livre e escolher amorosamente como vai viver, respeitando a si mesmo e respeitando os outros, amando a si mesmo e amando os outros.
(O respeito por si próprio se revela e se completa no respeito pelos outros; o amor pode ser dirigido a alguém ou a si mesmo.)

Acho que o mundo se transforma a partir de casos simples.

Facilitar a aproximação incondicional das mães com seus bebês é resgatar o vínculo mais importante e prematuro da humanidade.

Não permitir nem considerar natural o afastamento entre mãe e o bebê é lutar por uma ordem social que respeita as nossas necessidades de seres humanos.

Reconheço nos pais um conhecimento oculto a respeito de seus filhos, que pode se expressar desta forma: garantindo que o nosso mundo possa ser vivido e aceito como correto quando se baseia em um sentimento de amor construtivo. É exatamente esse o mundo que eu busco.