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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Atividades do mês no Espaço Nascente...

Sábado 14/07:



Sábado 21/07:


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Sábado 28/07:

2º Encontro de Empreendedorismo Materno abordará a importância dos valores na mudança profissional

No próximo dia 28, será realizado em São Paulo o segundo encontro de empreendedorismo materno. O primeiro aconteceu em maio. A segunda edição do evento acontece a partir das 14h no Espaço Nascente. “O primeiro encontro foi muito frutífero e percebemos que existe uma demanda de mais encontros, para troca de informações e para que estas mães possam contar e ouvir histórias que as inspirem”, explica Michelle Prazeres, do blog Empreendedorismo Materno e organizadora do evento.

O segundo encontro contará com a presença de Anna Gallafrio, da Natural Coaching, que fará uma palestra para as participantes, onde tratará sobre os valores. “Para tomar decisões assertivas é importante conhecer-se. Nesse dia vamos pensar nos nossos valores, para que eles possam nortear o desejo profissional e empreendedor de cada uma”, explica Anna

Para Priscila Castanho, da Abraço materno, também organizadora do evento, os encontros são fundamentais para que as mães se sintam acolhidas. “O nosso corpo funciona de acordo com as nossas emoções. Estar juntas, apoiando-se e trocando é fundamental para que as mães se sintam fortes para as mudanças profissionais e para todas as outras que chegam com a maternidade”, diz.

O encontro tem duas horas de duração e as inscrições são gratuitas e podem ser feitas no Espaço Nascente pelo email espaconascente@gmail.com ou pelo telefone (11) 2548-6383.

II Encontro de Empreendedorismo Materno
Tema: O começo: empreender respeitando os seus valores
Convidada especial: Anna Gallafrio.

Inscrições e informações: espaconascente@gmail.com / (11) 2548-6383

- Traga seu filho, mas lembre-se de trazer um(a) cuidador(a)!
O espaço tem lugares adequados para eles se divertirem enquanto nos reunimos.
- O evento é gratuito. Se desejar, você pode fazer uma contribuição.
- Espaço Nascente: Rua Grajaú, 599 - Próximo ao metrô Sumaré

Realização:
Blog Empreendedorismo Materno
Abraço Materno

Apoio:
Espaço Nascente
Natural Coaching
Adorável design
 
 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dia de São Cosme e Damião e vivam as crianças!


Eu era criança
E tinha esperança
De ser um dia feliz
Fiz uma promessa
Dei doces à beça
Para os santinhos guris

Mãmae quem fazia os doces pediu
Que eu lhe fizesse o favor
Pedisse pro meu Papaizinho
Que desse a ela o seu grande amor

Cosme, Damião, Doum
Crispim, Crispiniano
Caboclinhos da Mata
Doces pra vocês eu dei
E as promessas que fiz já paguei

Festas e mais festas eu fiz
Desta data feliz eu me lembro
Cosme, Damião, Doum
27 de Setembro.

Cosme e Damião
Vem comer seu caruru
Cosme e Damião
Eu hei de todo ano fazer caruru pra tu

São Cosme mandou fazer
Duas camisinha azul
No dia da festa dele
São Cosme quer caruru
vadeia Cosme, vadeia
To vadiando na areia
São Cosme São Damião
Dois meninos quer brincar
Bate palma sereia no mar
Dois dois ele quer vadiar
Dois dois ele brinca no mar

Cosme e Damião
Cadê Doum
Cosme e Damião
Vem comer seu caruru

Vadeia dois-dois
Vadeia no mar
A casa é sua dois-dois
Eu quero ver vadiar

Vamos levantar
o cruzeiro de Jesus
Pro céu, pro céu
Pro céu da Santa Cruz

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A importância da música na educação infantil e como meio de desenvolver a inteligência e a integração do ser

Snyders (1997, p. 104) afirma que:

A música não pinta o amor ou a aspiração de um dado individuo em dadas circunstâncias, ela pinta a própria paixão, o próprio amor, a própria aspiração. A música supera as particularidades que certamente distinguem, mas também estreitam. Transcendendo as variações acidentais, acessórias, ela nos faz viver uma generalidade, porém concreta, imediata; o que a generalidade do conceito ou da palavra não chega a realizar.

Através da música o ser humano consegue uma forma de expressar-se sentimentalmente, traz consigo a possibilidade de exteriorizar as alegrias, as tristezas e as emoções mais profundas, emergindo emoções e sentimentos que as palavras são muitas vezes incapazes de evocar. Além disso impulsiona a expressão corporal e faz com que o corpo vibre com a excitação que o abala.

O que é música?

Segundo Bréscia (2003), a música é uma linguagem universal, tendo participado da história da humanidade desde as primeiras civilizações. Conforme dados antropológicos, as primeiras músicas seriam usadas em rituais, como: nascimento, casamento, morte, recuperação de doenças e fertilidade. Com o desenvolvimento das sociedades, a música também passou a ser utilizada em louvor a líderes, como a executada nas procissões reais do antigo Egito e na Suméria.

De acordo com Wilhems apud Gainza (1988, p. 36):
Cada um dos aspectos ou elementos da música corresponde a um aspecto humano específico, ao qual mobiliza com exclusividade ou mais intensamente: o ritmo musical induz ao movimento corporal, a melodia estimula a afetividade; a ordem ou a estrutura musical (na harmonia ou na forma musical) contribui ativamente para a afirmação ou para a restauração da ordem mental no homem.

O que é musicalização?

Para Bréscia (2003) a musicalização é um processo de construção do conhecimento, que tem como objetivo despertar e desenvolver o gosto musical, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso rítmico, do prazer de ouvir música, da imaginação, memória, concentração, atenção, auto-disciplina, do respeito ao próximo, da socialização e afetividade, também contribuindo para uma efetiva consciência corporal e de movimentação.

As atividades de musicalização permitem que a criança conheça melhor a si mesma, desenvolvendo sua noção de esquema corporal, e também permitem a comunicação com o outro. Weigel (1988) e Barreto (2000) afirmam que atividades podem contribuir de maneira indelével como reforço no desenvolvimento cognitivo/ lingüístico, psicomotor e sócio-afetivo da criança, da seguinte forma:

Desenvolvimento cognitivo/ lingüístico: a fonte de conhecimento da criança são as situações que ela tem oportunidade de experimentar em seu dia a dia. Dessa forma, quanto maior a riqueza de estímulos que ela receber melhor será seu desenvolvimento intelectual. Nesse sentido, as experiências rítmico musicais que permitem uma participação ativa (vendo, ouvindo, tocando) favorecem o desenvolvimento dos sentidos das crianças. Ao trabalhar com os sons ela desenvolve sua acuidade auditiva; ao acompanhar gestos ou dançar ela está trabalhando a coordenação motora e a atenção; ao cantar ou imitar sons ela esta descobrindo suas capacidades e estabelecendo relações com o ambiente em que vive.

Desenvolvimento psicomotor: as atividades musicais oferecem inúmeras oportunidades para que a criança aprimore sua habilidade motora, aprenda a controlar seus músculos e mova-se com desenvoltura. O ritmo tem um papel importante na formação e equilíbrio do sistema nervoso. Isto porque toda expressão musical ativa age sobre a mente, favorecendo a descarga emocional, a reação motora e aliviando as tensões. Qualquer movimento adaptado a um ritmo é resultado de um conjunto completo (e complexo) de atividades coordenadas. Por isso atividades como cantar fazendo gestos, dançar, bater palmas, pés, são experiências importantes para a criança, pois elas permitem que se desenvolva o senso rítmico, a coordenação motora, fatores importantes também para o processo de aquisição da leitura e da escrita.

Desenvolvimento sócio-afetivo: a criança aos poucos vai formando sua identidade, percebendo-se diferente dos outros e ao mesmo tempo buscando integrar-se com os outros. Nesse processo a auto-estima e a auto-realização desempenham um papel muito importante. Através do desenvolvimento da auto-estima ela aprende a se aceitar como é, com suas capacidades e limitações. As atividades musicais coletivas favorecem o desenvolvimento da socialização, estimulando a compreensão, a participação e a cooperação. Dessa forma a criança vai desenvolvendo o conceito de grupo. Além disso, ao expressar-se musicalmente em atividades que lhe dêem prazer, ela demonstra seus sentimentos, libera suas emoções, desenvolvendo um sentimento de segurança e auto-realização.

É importante salientar a importância de se desenvolver a escuta sensível e ativa nas crianças. Mársico (1982) comenta que nos dias atuais as possibilidades de desenvolvimento auditivo se tornam cada vez mais reduzidas, as principais causas são o predomínio dos estímulos visuais sobre os auditivos e o excesso de ruídos com que estamos habituados a conviver. Por isso, é fundamental fazer uso de atividades de musicalização que explorem o universo sonoro, levando as crianças a ouvir com atenção, analisando, comparando os sons e buscando identificar as diferentes fontes sonoras. Isso irá desenvolver sua capacidade auditiva, exercitar a atenção, concentração e a capacidade de análise e seleção de sons.

Motivos pelos quais ela deve ser valorizada:

- Conhecer música é importante.
- A música transmite nossa herança cultural. É tão importante conhecer Beethoven e Louis Armstrong quanto conhecer Newton e Einstein.
- A música é uma aptidão inerente a todas as pessoas e merece ser desenvolvida.
- A música é criativa e auto-expressiva, permitindo a expressão de nossos pensamentos e sentimentos mais nobres.
- A música melhora a aprendizagem de todas as matérias.
- A música exalta o espírito humano.

A música é concebida como um universo que conjuga expressão de sentimentos, idéias, valores culturais e facilita a comunicação do indivíduo consigo mesmo e com o meio em que vive. Ao atender diferentes aspectos do desenvolvimento humano: físico, mental, social, emocional e espiritual, a música pode ser considerada um agente facilitador do processo educacional. A presença da música na educação auxilia a percepção, estimula a memória e a inteligência, relacionando-se ainda com habilidades lingüísticas e lógico-matemáticas ao desenvolver procedimentos que ajudam a se reconhecer e a se orientar melhor no mundo. Além disso, a música também vem sendo utilizada como fator de bem estar no trabalho e em diversas atividades terapêuticas, como elemento auxiliar na manutenção e recuperação da saúde.

Pelo seu caráter lúdico e de livre expressão, não apresentam pressões nem cobranças de resultados, são uma forma de aliviar e relaxar a criança, auxiliando na desinibição, contribuindo para o envolvimento social, despertando noções de respeito e consideração pelo outro, e abrindo espaço para outras aprendizagens.

Publicado: Revista Recre@rte Nº3 Junio 2005

quarta-feira, 13 de abril de 2011

QUINTAS MUSICAIS


um encontro sonoro
com cantorias e brincadeiras

com Danielle Nunes e Cássio Martins

todas às quintas, das 15h30 às 16h30
investimento: R$50,00 por encontro

para crianças de 1 à 4 anos

ESPAÇO NASCENTE
Rua Grajaú nº 599 - Sumaré -
(próximo ao metrô)
Fone: 11- 3672-6561

quinta-feira, 17 de março de 2011

Uma análise da interpretação musical inspirada pela antroposofia


Débora Letícia Batista

Introdução

A música é a mais nobre dentre as artes. Nela não se identifica qualquer reprodução de idéias dos seres do mundo, no entanto, é grandiosa e majestosa, atuando intensamente sobre o que há de mais interior no homem, onde é compreendida como “linguagem universal ... e reprodução da própria vontade, sendo este o porquê do efeito da música ser muito mais poderoso e penetrante que o das outras artes, pois todas as outras falam apenas de sombras, mas a música fala da essência.” (Schopenhauer, 1819, p.105).

Através do poderoso efeito da música o homem domou as mais terríveis feras, acalmou tempestades e até mesmo removeu árvores e montanhas. Este homem pode ser chamado de Orfeu, mas pode aparecer com outra centena de nomes, nos mitos e épicos de outras civilizações, de Gilgamesh babilônico ao Popol-Vuh maia. Seja lá seu nome, o maior poder atribuído a um homem, nas sagas e lendas, para dominar todas as manifestações da natureza, não é conferido a um orador, ao poeta ou ao príncipe, mas ao cantor. Orfeu com seu canto e sua lira fez com que os próprios Deuses revogassem a mais imutável das leis, resgatando sua amada Eurídice do mundo das sombras, do passado para o presente. Desta forma, ao dominar o grande poder e magia da música, transmitindo sua força “um cantor foi capaz de recuperar o irrecuperável - o tempo.” (Pahlen, 1971, p.1).

O homem que deseja que a música manifeste sua essência através de si, deve compreendê-la desde sua origem, no inaudível, passando por sua manifestação no plano terrestre, até seu retorno para o âmbito do inaudível. Esta aprendizagem, no entanto, não é um processo unilateral em que o cantor executa “uma receita musical”, mas é fruto da interação música/cantor. Nesta interação as forças criativas fluem tanto da música para o cantor quanto do cantor para a música.

A análise do processo de aprendizagem de uma canção aqui apresentada é intuitiva, mas metódica. Não é inédita, pois seus elementos são universais e presentes nos tratados de canto. Seu objetivo é interpretar a aprendizagem musical em seu mais elevado grau de refinamento, quando música e cantor se integram e atuam como um único organismo vivo, resultando em maravilhosas vivências musicais, em que a presença do artista se expande de forma radiante e envolve a audiência, enquanto a música inunda todo o ambiente.

Para clareza na comunicação, a música será analisada desacompanhada de qualquer texto ou conteúdo programático, pois estes interferem na compreensão musical.

Corpo Etérico e Corpo Físico

Artista e música são individualidades únicas. Cada uma delas possui quatro corpos: físico, etérico, astral e 'eu'. O corpo físico do intérprete é a estrutura de seu instrumento, o da música, a partitura ou o som, de natureza puramente física, que atinge o ouvido do cantor.

O 'eu' do artista é protagonista de todo este processo de aprendizagem e o inicia ao coletar material para sua recriação musical, diretamente de uma partitura ou de uma fonte sonora. Podendo, esta última, ser inanimada (gravações analógicas, registros digitais) ou viva (pessoa). A partitura carece de vida própria e será vivificada quando seus códigos e símbolos forem interpretados. Gravações analógicas e registros digitais são veiculados mecanicamente, e, como a voz humana, são transmitidos ao ouvido por ondas sonoras através do ar, meio inerte. Informações fornecidas por estas três fontes permanecem mortas, até que ganhem vida ao serem elaboradas pela força do etérico do artista, perfazendo o corpo físico da música.

O material concreto da música, com informações musicais, é decodificado pelo 'eu' do artista, através da desconstrução e fragmentação do todo. Desta forma seus elementos podem ser 'digeridos', memorizados e interiorizados, amalgamando-se ao cantor, que se usa da força criadora de seu etérico para vivificá-los e, de sua corporalidade para reproduzí-los. “Agrupar sons, uns aos outros, formando um todo, estabelecendo sua molibidade e atribuindo-lhes substância.... lembra a arte de unir diversas cores, de tal forma, que uma bela composição resulte.” (Bérard, 1775, p.120).

A formação e ouvido musical do artista definem o resultado final deste processo, pois muitas vezes ele não reproduz e imita, mas recria e corrige o modelo que lhe foi provido.

A palavra-chave aqui é decorar. Ser capaz de reproduzir prontamente, com a ajuda de seu próprio etérico, cada elemento estrutural da peça, sem titubear, sem inseguranças rítmicas, de afinação ou lapsos de memória.

Quando o artista, em seu fluir etérico, absorve estas informações totalmente e se liberta do componente físico da música, o corpo etérico desta surge e começa a atuar no corpo astral do cantor.

Corpo Etérico e Corpo Astral

Pode parecer paradoxal, mas reproduzir notas não caracteriza uma expressão musical, pois “vida só pode brotar da própria vida... a imitação é inimiga da arte... e não se pode fazer música esculpindo-a numa pedra.” (Lehmann,1945, p.10).

O aparecimento do corpo etérico da música reveste de vida as notas aprendidas, que, deixam de ser repetidas mecanicamente, então, o fluxo musical movimenta-se com vitalidade através do cantor, de forma orgânica, sem tensões. Este fluir ocorre quando o movimento do fraseado musical se encaixa organicamente ao ritmo respiratório do intérprete e ele fica permeado de vida, sem rigidez. Esta corrente sonora revelará as formas primordiais das frases e períodos, delineando e fazendo brotar os contornos musicais mais sutis, quando o “foco mental do artista estiver direcionado para a música e não para os aspectos físicos da execução”. (Chenette, 1987, p.3).

O intérprete integra este movimento do corpo etérico musical enquanto o permeia com as características de seu ritmo respiratório. O fluxo musical, que agora é vivenciado, cria espaço para a interiorização e manifestação de emoções, que são experimentadas inconscientemente. O cantor passa a fruir o fluxo do etérico musical, enquanto seu corpo astral o faz experimentar as emoções, suscitadas por aquele.

Para ser inundado pelo fluxo musical o intéprete deve praticar a melodia através do uso das vogais e ajuda de algumas consoantes [l, r, b, n, m, v, z, r], bem como do fonema [ng] “deixando-o atuar livremente, tentando retrair sua própria força de vontade e de sentimento” (Werbeck, 1969, p.54). Além disso, ele deve seguir apenas a corrente sonora, evitando qualquer tipo de tensão corporal ou facial, pois “o que aprisiona o corpo, aprisiona a voz” (Prazeres, 2003), impedindo-a de expressar as emoções suscitas pelo fluxo sonoro.

Este fluxo sonoro ocorre por um período específico, delimitável no tempo, e, precisa dos corpos do intérprete para existir. Porém, partituras, gravações e registros digitais são auto-suficientes e nunca deixam de conter as informações musicais neles cristalizadas – salvo se destruídos por forças externas. Além disso, ainda que a notação musical ocidental se utilize das mesmas pautas, claves, figuras rítmicas e melódicas, ...

cada partitura dará origem a um fluxo individual, que preencherá contornos específicos, pois a música espiritual do inaudível vai ditando sua imagem para o intérprete, que permite que ela flua através dele.

O ponto chave aqui é “respirar organicamente com o fluxo musical” e, de tal forma, que a respiração possa “seguir seu caminho no inconsciente”. (Werbeck, 1969, p.141). Com isso, o fluxo vital da música desperta o corpo astral do artista, que será remetido a uma atmosfera de sonho e o manterá inconscientemente imerso nas emoções que a música incita.

No momento em que o artista começa a nomear as emoções despertadas pelo fluir musical associado à harmonia, atribuindo-lhes sentimentos, percebe a presença do corpo astral da música, atinge um grau mais elevado de consciência das emoções que a música quer suscitar e avança no processo interpretativo, então, o 'eu' do cantor passa a atuar, estimulado pelo corpo astral da música.

Corpo Astral e Eu

O fluxo musical da etapa anterior é enriquecido pela expressividade musical, através da qual o cantor experimenta uma alteração em sua atitude respiratória, que ganha sentido. Quanto mais rica for a vida anímica do intérprete e sua facilidade em associar sentimentos a sua vivência musical, maior será sua chance de comunicar a mensagem musical a seus ouvintes, compartilhando as emoções que a música quer expressar.

Nesta etapa o ritmo respiratório do intérprete sofre ajustes interpretativos e cada inspiração passa a conter em si mesma, de antemão, a imagem expressiva contida na frase que a expiração seguinte deverá suportar. Ou seja, a inspiração carrega em si a intenção da expressão artística que se seguirá, uma vez que as emoções devem ser primeiro sentidas, para depois serem expressas.

A voz humana transmitida oralmente ou reproduzida mecanicamente também carrega em si fluxo e emoção, que serão incorporados, transformados ou descartados por quem as aprende naturalmente.

A atitude chave aqui é “inspirar a intenção musical antes de expressá-la”, pois quando se identifica e nomeia a emoção, transformando-a em sentimento, pode-se direcioná-la, passando-se para o âmbito do “eu” e permitindo-se que o astral da música seja reconhecido.

A alma como elo de ligação do “eu” com o público

O corpo astral é o portador das sensações e sentimentos, instintos e atividades conscientes e inconscientes. Da interpenetração do “eu” com o corpo astral, (bem como com o corpo etérico e físico) surge o que se denomina 'alma'. É através da alma que se estabelece a ligação entre o eu e o mundo, pois o eu só é capaz de agir e sentir através da alma. (Lanz, 1979, p. 26)

Através das qualidades da alma, o trabalho artístico desenvolvido pelo intérprete poderá, finalmente, ser direcionado para o público. Esta atuação no mundo pode se realizar em três níveis, num continuum progressivo, expressando o grau de amadurecimento e desenvolvimento do 'eu' do artista.

No primeiro deles, a apresentação se realiza guiada pela alma da sensação. Neste caso o cantor, movido pelo corpo astral da música, permanece imerso nas sensações que ele incita e nas emoções que vivencia, transmitindo-as a seu público.

Quando o intérprete apenas frui o fluxo do astral da música, nele se deliciando com seu próprio etérico, vitaliza sua própria atuação, porém, se privilegiar exclusivamente este âmbito, fará com que o predomínio desta vitalidade implique em consciência reduzida, resultando em uma atuação adormecida. Este aspecto pode ser identificado no cantor que move seu corpo, como que dançando, de forma rítmica, totalmente integrada com o fluxo sonoro, mas em conflito com a mensagem musical. “Idealmente o artista deve internalizar a ”dança“ da música para que possa permanecer quieto e cantar de modo poderoso... a ponto de fazer a platéia querer dançar.” (Caldwell, 1995, p. Xii).

Porém, este 'mundo' de emoções que, até então se revelara de forma incontrolada, pode ser vivenciado, sentido, nomeado, selecionado, descartado e incorporado, até que possa ser expresso musicalmente de forma consciente. O cantor, então, pode transmitir as emoções ao público voluntariamente “sentido-as intensamente, ele mesmo”, uma vez que os sentimentos da audiência são despertados pelos nossos próprios sentimentos.” (Garcia, 1894 p. 71).

Mas, se permitir que as emoções, que este fluxo sonoro inspiram, o arrebatem, será dominado pelo seu próprio corpo astral, expressando-se de modo reflexo e instintivo, ficando refém das emoções e sensações que a música pode suscitar e podendo perder o controle de sua própria apresentação musical, transformando-a, desta forma, numa explosão emocional.

Num segundo nível, mais elevado, o artista acrescenta ao aspecto anterior as características do âmbito da alma do intelecto. Neste caso, elaborará detalhadamente os aspectos interpretativos estilísticos, caracterizados pelo fraseado, o andamento e a articulação, atuando sobre e alterando o fluxo do corpo etérico musical, de forma a individualizar a sua interpretação.

Neste tipo de apresentação a música e o artista estão “sob controle”. O resultado final é a precisão técnica e a total coerência com as idéias e filosofias do executante, somadas à grande habilidade, já desenvolvida, de transmitir emoções ao público. Se o nível da alma do intelecto se estabelecer em prejuízo da alma da sensação, a apresentação primará pela técnica, em detrimento da expressão. É necessário, portanto, que cada um destes níveis se “some” ao anterior e permaneçam equilibrados entre si.

No terceiro patamar, o homem, que já domina emoção e técnica se faz consciente de seu papel como intérprete e portador da corrente e do 'eu' musical, sentindo-se responsável pela forma de atuação deste fluxo sobre as pessoas que o recebem, agindo no âmbito da alma da consciência. Ele deverá acrescentar à expressividade e à precisão técnica um sentido ou significado, que implica em tornar-se um verdadeiro portador da mensagem musical. A liberdade do homem está em recriar, mas ao mesmo tempo servir como receptáculo da música, servindo-a humildemente, uma vez que “toda a elaboração de um trabalho de arte demanda o sacrifício de alguma parte do ego do artista” (Lehmann, 1902, p.132).

Então, um maravilhoso fluxo musical jorra de uma fonte inesgotável de energia, emoção e sentido, manifestando-se em um cantor, que não se esforça. Este pulsar vivo permeia o corpo físico do artista, conferindo-lhe integridade e coerência. As interrupções e quebras, se houver, são justificadas musicalmente, de forma a se inserirem num fluxo maior, sempre vivo. Assim, o cantor tecnicamente aquém dos desafios musicais requeridos, pode ser envolvido por este fluir sem tropeços, a ponto de diluir suas dificuldades de execução, pois, “ se há a imagem mental correta e a concentração adequada, o corpo fará tudo o que for necessário para cumprir sua tarefa.” (Corrigan, 1987, p.10).

Pode ser que a intenção do artista “ não seja o que a audiência espera, ou deseja, mas ... sua apresentação possa ter muito significado para ela.” (Caldwell, 1990, p.64).

“E este é o desafio para o cantor do futuro – ir além. Isto significa apresentar-se com a medida certa de desapego, receptividade, sem interferência do ego, estando completamente sincronizado com o pulso da música, centrado, amando o que está fazendo e comunicando este amor ... através de uma apresentação contendo elevada energia vital, vibração e poder para curar tanto o cantor quanto a audiência.” (Bunch, 1982, p.155). Desta forma, o intérprete pode religar a parcela espiritual de seu eu com a espiritualidade universal, através do eu da música.

Considerações sobre texto associado à música

A análise realizada excluiu o texto, pois este possui individualidade própria e expressa “a atividade dos pulmões e da laringe, na qual o processo metabólico ligado ao ar é superado em relação à sua função física e transformado numa manifestação do espírito, da palavra” (Husemann, 2004, p. 114). Porém, “não é suficiente saber cantar bem, saber as regras da arte vocal. é necessário saber como aplicar talentosamente estes preceitos às palavras.” (Bacilly, 1668, p. 127).

O ideal, portanto, é realizar-se a aprendizagem individual de texto e música independentemente, para, numa segunda etapa, sobrepor seus elementos, até que estejam totalmente integrados.

A força do texto pode comprometer a compreensão da música, se apresentar sílabas átonas em tempos fortes, texto de difícil articulação associado a notas agudas ou graves, sons nasais atribuídos a notas extremamente longas, etc. Porém, “nenhum cantor pode ser considerado um grande artista, a menos que tenha boa dicção....que deve atuar como uma moldura para a voz , sem tomar seu lugar. (Tetrazzini & Caruso, 1909, p. 62-63). Deve-se “procurar a correta inflexão de cada sentença e nunca aprender a música antes de dominar o conteúdo verbal ao máximo”. (Kagen, 1950, p.50).

Para se dominar o texto “ trabalha-se com toda a disposição o âmbito das palavras, atingindo a musculatura da língua, lábios, maxilar e palato, ... conquistando as formas plásticas perfeitas de cada fonema, para que eles possam se manifestar com pureza e veracidade” (Werbeck, 1969, p. 54). Mas, ao unirem-se música e texto, este jamais poderá interferir no livre fluir da corrente sonora musical. Desta forma o texto se amálgama ao tom e os dois são expressados no mesmo plano.

O estudo interpretativo de seu significado literário deverá ser realizado. Se o texto for em idioma estrangeiro, a tradução literal de seu conteúdo deverá ser recitada até que fique plena de sentido, independentemente da música. Uma vez unidos texto e música, se delineia a relação do fraseado do texto com o fluir musical, bem como com a harmonia, que pode implicar em ajustes expressivos. Quem decide sobre a interpretação adequada a ser conferida ao texto é o fluir musical associado à harmonia e não a análise literária realizada pelo cantor, ou quem quer que seja. Mesmo que o texto seja aparentemente auto-explicativo, a música pode contradizê-lo. Para o cantor é uma grande benção que assim o seja, pois, “quando não se sabe qual a interpretação adequada para o trecho em questão, basta perguntar à música, que ela sempre responde” (Pelton, 1994).

Referências Bibliográficas

Bacilly, Bénigne de A Commentary upon The Art of Proper Singing. 1668.

Translated by Austin B. Caswell. New York: The Institute of Medieval Music, 1968.

Bérard, Jean-Baptiste L'Art du Chant. 1775. Translated by Sydney Murray.

Milwaukee: Pro Musica Press, 1969.

Bunch, Meredith Dynamics of the Singing Voice. 4a. Edição. Nova York: Springer-

Verlag, 1982.

Caldwell, J. Timothy Expressive Singing: Dalcroze Eurhythmics for Voice. New

Jersey: Prentice Hall, 1995

Chenette, Stephen Trumpet, Toronto University. In: Stewart, M. Dee (ed.) Arnold

Jacobs: The Legacy of a Master. Illinois: The Instrumentalist, 1987.

Corrigan, Daniel Tuba, Indianapolis Symphony. In: Stewart, M. Dee (ed.) Arnold

Jacobs: The Legacy of a Master. Illinois: The Instrumentalist, 1987.

Garcia, Manoel Hints on Singing. 1894. Translated from the french by Beata Garcia.

New York: Joseph Patelson, 1982

Husemann, Armin A Harmonia do Corpo Humano: Princípios Musicais na

Fisiologia Humana. Tradução para o português por Mariangela M. Schleyer. São Paulo:

João de Barro, 2004.

Kagen, Sergius On Studying Singing. New York: Dover, 1950.

Lanz, Rudolf A Pedagogia Waldorf: Caminho para um Ensino mais Humano. 6a.

Edição. São Paulo: Antroposófica, 1998.

Lehmann, Lilli How to Sing. 1902. Translated by Richard Aldrich. New York: Dover

Publications, 1993.

Lehmann, Lotte More than Singing: The Interpretation of Songs. 1945. New York:

Dover, 1985.

Pahlen, Kurt Great Singers: From the Seventeenth Century to the Presente

Day. 1971.

Translated by Oliver Coburn. New York: Stein and Day, 1974.

Pelton, Carmen Comunicação pessoal durante curso “Voice Performance”, School of

Music, University of Washington. Seattle, WA: 1994.

Prazeres, Sonya Site Vozterapia. INTERNET: http://www.vozterapia.com, 2003.

Acessado em 10/04/2007.

Schopenhauer, Arthur O Mundo como Vontade e Representação. III Parte. 1819.

Tradução para o português por Wolfgang Leo Maar. São Paulo: Nova Cultural, 2005.

Tetrazzini, Luisa & Caruso, Enrico The Art of Singing. 1909. New York: Da Capo,

1975.

Werbeck-Svärdström, Valborg A Escola do Desvendar da Voz: Um caminho para a

redenção na arte do canto. 1969. Tradução para o português por Jacira Cardoso, Jacira de

Souza e Mechthild Vargas. São Paulo: Antroposófica, 2001.

Texto elaborado por participante do Curso Antropomúsica.

Baixado do site www.ouvirativo.com.br


Os benefícios da música





Segundo os especialistas, a música harmônica pode provocar, nos seres humanos, oito tipos de efeito:

1. anti-neurótico

2. anti-distônico

3. anti-stress

4. sonífero e tranqüilizante

5. regulador psicossomático

6. analgésico e/ou anestésico

7. equilibrador do sistema cardiocirculatório

8. equilibrador do metabolismo profundo.

Para os estudiosos, a influência da música atinge diversos órgãos e sistemas do corpo humano: o cérebro, com suas estruturas especializadas, como o hipotálamo, a hipófise, o cerebelo; o córtex cerebral, o tálamo, o plexo solar, os pulmões, todo o aparelho gastrintestinal, e sangue e o sistema circulatório (com ação vasoconstritora e vasodilatadora, agindo, portanto, na pressão sanguínea), a pele e as mucosas, os músculos e o sistema imunológico.


O medico polonês Andrzes Janicki, especializado em musicoterapia, após realizar muitas experiências nesse campo, concluiu também positivamente a respeito da influência da música no sistema nervoso central, no sistema endócrino, no sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático), nas funções de numerosos órgãos internos, na função psíquica e na memória. Tais influências se revelam diretamente nos seguintes aspectos:

· ritmo cardíaco

· pressão arterial

· secreção do suco gástrico

· tonicidade muscular

· equilíbrio térmico

· metabolismo geral

· volume do sangue

· redução do impacto dos estímulos sensoriais

· funcionamento das glândulas sudoríparas redução da sugestionabilidade e do medo.

OS BENEFÍCIOS DA MÚSICA CLÁSSICA


Desde a antiguidade, a música é utilizada para o bem-estar, elevação espiritual, fins nobres ou terapêuticos. Escritos de mais de 4000 anos na China, Índia, Egito e outros povos relatam isso. Platão (427 a.C.) já afirmava que “A música é o remédio da alma” e que podia transformar o homem e toda a sociedade.

Nos dias atuais comprovam-se, pelas pesquisas científicas, os benefícios que a música clássica, e também músicas instrumentais suaves proporcionam. Elas podem atuar no corpo e mente, como auxiliares no tratamento de várias doenças e também ajudam a melhoram nosso QI .

A música clássica é um meio de restaurar a harmonia do corpo, da alma, e da elevação da nossa consciência. Ela pode ser também auxiliar no combate à negatividade, ao stress e à desequilíbrios psicossomáticos.

A música elevada pode restabelecer a serenidade da mente, pois atua no ritmo e na frequência de nosso corpo. Em ritmos lentos, o corpo escuta-o, e pulsa de acordo com ele, reduzindo o ritmo agitado em que estava. Isso produz um efeito de massagem sonora, diminuindo as tensões.

A boa música atua diretamente no subconsciente, trazendo harmonização e sentimentos elevados, e favorecendo a cura em geral, afirma Dr. Márcio Bontempo. As mudanças que a boa música pode produzir são muito profundas, transcendem a nossa compreensão e podem produzir mudanças até mesmo a nível celular e no DNA, modificando aspectos sutis que desconhecemos.

Também o som de instrumentos musicais como o de pianos, violinos, sopros, etc.., trazem efeitos benéficos para harmonização da saúde física e emocional, de acordo com um estudo realizado pelo psiquiatra inglês, Robert Schauffer.

No Japão, o cientista Dr. Masaru Emoto, realizou uma experiência tocando músicas clássicas próximas à moléculas de água. Em análise microscópica, provou que as moléculas da água se agruparam em forma de belas mandalas. Outra parcela da água, colocada próxima ao som de ritmos de baixa vibração, como o rock, apresentaram formas distorcidas ao serem analisadas no microscópio.

Além dos benefícios citados, certos tipos de música têm um poder adicional de atrair energias elevadas, atuando nos níveis emocional e energético, auxiliando na obtenção de pensamentos e sentimentos elevados.

A música clássica pode também favorecer a um estado de paz, bem-estar e harmonia durante nossas atividades diárias, eliminando padrões negativos de pensamento quando escutadas com frequência. O livro Sons Musicais cita: “A música pode fazer pela alma o que nenhuma atividade perceptível aos sentidos pode realizar” (p.51).

Segundo alguns autores, os grandes compositores teriam sido inspirados a trazer estas melodias que revolucionaram, desde a sua criação, e produziram uma mudança positiva nos padrões desarmônicos vigentes da época.

A Guru e escritora esotérica, Elizabeth Clare Prophet, diz: “Eu alerto a todos que procuram ser verdadeiramente alquimistas do espírito, a procurar as músicas clássicas dos maiores compositores do mundo: Beethoven, Bach, Wagner, Liszt, Mozart (...) e muitos outros.”. (P. Sab. v.13, Nº8)

Estudos constataram que jovens que passaram a escutar músicas clássicas apresentaram melhor capacidade de concentração e aproveitamento nos estudos. O Centro de Pesquisas e Aplicações Psicomusicais da França comprovou o grande efeito benéfico que algumas músicas clássicas produziam como fundos musicais nos ambientes de trabalho. A produtividade aumentou quando passaram a escutar músicas clássicas no trabalho.

Em muitos hospitais dos Estados Unidos utiliza-se a música clássica como auxiliar na cura dos pacientes. As gestantes que escutaram música clássica na gravidez apresentaram uma gestação mais tranquila e os bebês tiveram uma infância mais saudável.

Em experimentos com plantas colocadas ao som de músicas clássicas, constatou-se uma melhora do desenvolvimento das plantas. O mesmo experimento foi realizado com animais, que apresentaram um comportamento positivo à escuta destas músicas, em comparação à outros tipos de ritmos. Enfim existem milhares de experimentos e centenas de livros que atestam estas afirmações.

Se a música clássica traz tantos benefícios, concluímos que a inclusão de sua escuta, no dia a dia, é algo valioso e imprescindível. Devemos, portanto, adquirir este hábito tão saudável a fim de obter uma vida melhor e mais saudável.

Além das músicas clássicas, as valsas vienenses são o ritmo que auxilia na transmutação e energização de pessoas e ambientes. Também são recomendadas ou consideradas neutras, de modo geral (pois há exceções): músicas religiosas, corais, mantras, orientais tradicionais, étnicas, instrumentais suaves, new-age, folclóricas, regionais, marchas, canções populares com letras edificantes; enfim, músicas que elevem a consciência e tragam bem-estar.

De modo contrário, ritmos como o rock, funk e similares; dance e ritmos agressivos atuais, trazem grande nocividade ao corpo e mente, dentre eles; o baixo rendimento escolar, os distúrbios psicológicos e danos à saúde.

As notas-chave podem também ser usadas para relaxamento, ajudando no combate a distúrbios como stress. Sugerimos a escuta de músicas suaves como: Sonata ao Luar; Estrela Vespertina e Parsifal, de Wagner; Ária em G, de Bach; Ave Maria, de Schubert; O Cisne; e tantas outras...

Coloque-se num local apropriado, relaxe e medite, respirando suave e profundamente, durante todo o tempo, com a mente livre de pensamentos. Deixe-se envolver pelas melodias tocadas repetidamente; visualize-se banhado por esta luz sonora que preenche as suas células e o energiza.

Sinta uma profunda sensação de relaxamento, paz e harmonia. Eleve seu pensamento a Deus e visualize-o derramando luz e bênçãos sobre você e sobre as pessoas com quem você convive. Sinta-se envolvido pelo amor Divino, e pelo Espírito Santo, purificando- o, restaurando sua energia e curando-o nos níveis físico e espiritual.

Eleve-se em prece e sinta que esse amor o envolve por completo, em todas as tuas células. Sinta-se uma parte importante da vida; feliz e merecedor de toda a abundância e paz do Universo. Louve e agradeça a Deus por tudo que recebe a cada dia. Permaneça assim por alguns minutos diariamente, meditando pensamentos elevados e visualizando situações positivas em todos aspectos de sua vida.

Com a persistência, estudo e prática, poderemos sentir resultados cada vez melhores. Assim, desejamos que a música o auxilie a obter uma vida com mais paz, harmonia, e com todo o amor e bênçãos que Deus deseja lhe dar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A MÚSICA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL


A música é um meio de expressão de idéias e sentimentos, mas também uma forma de linguagem muito elaborada. Desde muito cedo, ela está presente na vida de uma criança, sensações que, através da experiência musical, são desenvolvidas capacidades que serão importantes durante o crescimento infantil.

Sabe-se que os bebês reagem a sons, onde a sua audição começa a desenvolver-se no período de gestação , na fase intra-uterina, por isso, a estimulação auditiva na infância tem papel fundamental. A música, desde que apropriadamente escolhida, pode acalmar os recém nascidos.

Cantar, murmurar ou assobiar fornece elementos sonoros e também afetivos, através da intensidade do som, inflexão da voz, entonação e contato corporal, serão importantes para a evolução do bebê no sentido auditivo, lingüístico, emocional e cognitivo. O desenvolvimento infantil através da música e de suas características peculiares, tais como ritmos variados e estrutura de texto diferenciada, muitas vezes com utilização de rimas, a criança vai desenvolvendo aspectos de sua percepção auditiva, que serão importantes para a evolução geral de sua comunicação, favorecendo também a sua integração social.

Quando estão cantando, as crianças trabalham sua concentração, memorização, consciência corporal e coordenação motora, principalmente porque, juntamente com o cantar, ocorre o desejo ou a sugestão para mexer o corpo acompanhando o ritmo e criando novas formas de dança e expressão corporal. A música vai além daquilo que ouvimos. Quando inserida na rotina das crianças, as canções contribuem para o desenvolvimento neurológico, afetivo e motor da criança.


Quintas Musicais, um encontro sonoro com brincadeiras e cantorias, onde acreditamos que através dos sons a criança possa desenvolver entre tantas outras, sua percepção sensorial e motora.

Quando!? Todas as quintas, a partir das 14h.
** Educadores / Músicos: Cássio Martins e Danielle Nunes**
Informações:
Vagas: a consultar
Mensalidades: a consultar

Rua Grajaú, 599 – Sumaré (próximo ao metrô Sumaré)Tel.: (11) 3672-6561


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quintas Musicais


O Espaço Nascente inicia suas atividades no ano 2011, cheio de novidades.

Convidamos os bebês e os pais, para participarem das Quintas Musicais, um encontro sonoro com brincadeiras e cantorias, onde acreditamos que através dos sons a criança possa desenvolver entre tantas outras, sua percepção sensorial e motora.

Quando!? Todas as quintas, a partir das 14h.
** Educadores / Músicos: Cássio Martins e Danielle Nunes**
Informações:
Vagas: a consultar
Mensalidades: a consultar

Rua Grajaú, 599 – Sumaré (próximo ao metrô Sumaré)Tel.: (11) 3672-6561