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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O que aconteceu com a livre demanda?

Vivemos em bolhas.

Não temos a menor ideia da diversidade que nos cerca, e os algorítimos das redes sociais já foram culpados por esse fato, mesmo que os bairros nos segreguem, as escolas, os muros dos condomínios.

Nas bolhas, os assuntos circulam, e tal e qual como a diversidade de gente, costumam obedecer a mesma lógica dos algoritmos. Em um ano só se fala de sling, no outro da livre demanda, depois de violência obstétrica e ao que parece na nossa bolha de hoje estamos falando de dietas alimentares.



Alimentação é um tema constante da nossa bolha.
Seja ela do filho, como fazer comer o filho, como dar a melhor comida para o filho, onde comprar, como preparar, qual hashtag usar.

Não nos relacionamos mais com os assuntos de um jeito não digital, isso é bem verdade. E talvez por isso as dietas alimentares causam tamanho espanto, não dá para passar desapercebido que seu whatsapp esteja cheio de correntes, seu amigos estejam todos relatando, seu feed de notícia te apresente, e você seja constantemente convidado, por múltiplas pessoas, a conferir o mesmo tema: dietas alimentares.

Não acho que a questão é entrar no mérito do que é bom ou que não é. O certo ou o errado e se o homem do paleolítico comia ou não o grão de arroz. Quero apenas pontuar a surpresa de - depois de um grande avanço na reflexão do bem comer, da comida como fonte de nutrição, prazer, da comensalidade como fator de vínculo - a onda da informação tenha nos trazido para essa lugar de reflexão. O lugar da dieta alimentar como estratégia para conquistas de saúde, estéticas ou bem estar.

O que aconteceu com a livre demanda?

Claro que essa é uma provocação. E existem mais coisas entre o prato de comida e a boca do que sonha nossa vã filosofia. Mas é de se notar que uma após a outra, as dietas alimentares nos tragam de volta para reviver nossas relações com comida. E de alguma forma, com quem nos alimentou.

Acho que estamos falando de infância. De restrições alimentares na infância. De substituição de afeto por comida. De privação que gera abuso. E vocês? Acham que estamos falando apenas de carboidratos e gordura? 




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A culpa é dos pais!

Assim que eu terminei de ler sobre o mal que as telas faziam para as crianças, desliguei a televisão que eles já assistiam há mais de duas horas, o bebê inclusive, enquanto eu terminava de responder alguns emails alongando prazos,  e pedi que fossem tirando a roupa para o banho. 

Eles jogaram no chão. Eu pedi que colocassem no cesto. Oito vezes.

Paguei algumas contas enquanto dava as ordens do esfrega a cabeça, tira a mão do olho do seu irmão e amamentava. Deixei algumas contas vencerem, por que né? Décimo terceiro é para os fortes. O aviso do celular me alertou de um novo artigo no portal de mães: "A importância do contato olho no olho no momento da amamentação".

Um bateu no outro, eu dei um grito, o bebê me mordeu, eu dei um grito, ele chorou, os dois choraram. Eu dei um grito para o pai fazer a janta. Rapelamos a despensa. Amanhã tem que fazer mercado.

É bom cozinhar. Comida de verdade, né? Faz bem para a criança. E cozinhar é um ato de amar.
Que bom. 

Nos produtos do mercado não está escrito isso. Uma pena. Nem tampouco colocaram o feijão na altura das crianças. O que eles vêem são aqueles produtos que não se cozinha. Que não tem amor. Que matam, entopem as artérias e viciam! São os que tem desenhos infantis. Isso é estranho.

Fico parada na frente dos produtos que matam e tem desenhos infantis enquanto o bebê derruba todas as caixas de suco. Recolho. O mais velho some. Grito. Estava com o pai. Ufa. Cozinhar é amar. Não tinha ninguém mesmo para ficar com eles. Sabem como é... férias escolares.

Nos últimos dias ficaram um pouco com as avós, enquanto precisávamos trabalhar. Trabalhamos quase nada. Trabalhos de madrugada. Trabalhar de madrugada é uma coisa muito ruim. E os direitos dos trabalhadores? Ninguém se importa. Não pense, trabalhe. Foi golpe? 

Estou no mercado com três crianças. Foco.

Os personagens que estampam os sucos de caixinha que recolhi são os mesmos dos gibis que a escola, quando está funcionando, insiste em usar para alfabetizar meu filho. Dos 365 dias no ano, 60 das férias ele não terá contato com os gibis. Nos outros terá. Ele gosta desses personagens. 

Li no facebook que tem que ler o rótulo. Do lado do personagem tem uma laranja. Deve ter laranja nisso. Laranja é bom, espremer laranja é melhor, mas que legal se eu não precisar lavar aquele monte de louça hoje!

Açúcar, água, xarope, aroma igual de laranja.
Vão beber água.

Choram na mesa porque queriam suco. Qual? Da personagem. Era para eu fazer o Baby Led Weaning, mas varrer o chão 3x por dia não é amor. Diferente de cozinhar, né? Eu parei de tomar refrigerante. "A gente educa pelo exemplo". Mas tomo água com gás. O bebê já sacou que é diferente da água normal, e quer a minha. Só tem esse copo, eu não comprei porque não dava para carregar.

O bebê cospe o restinho de comida que tinha na boca no meu copo. Nojo. Tchau último copo de água com gás. Entram 4 WhatsApps urgentes, uma corrente de Whole 30 e oito mensagens desejando que uma senhora morra porque é esposa do ex-presidente que essas pessoas não gostam. Eu não gosto dessas pessoas. 

Divago: foi golpe.

Não querem comer o verde. Carlos Gonzalez falou que tudo bem. Pode sair da mesa. Não querem sair da mesa, querem comer. O bebê taca coisas no chão. Baby Led Weaning da depressão.

Viram um restinho de batata palha na geladeira. Quem comprou isso cheio de sódio? É gostoso. Se espalhar em cima do verde eles comem o verde. Espalha. Eles separam. Traição. E tem sobremesa mãe? Tem fruta. Quero banana. Comprei maçã. Eu quero abacaxi. Tem maçã. Não quero nada.

Comeram petit suisse na casa da avó. Viram propaganda de petit suisse na casa do avô. O melhor amigo adora esse petit suisse. 

Mãe, me dá? 
Não. 

Mãe e o suco?
Não.

Mãe compra a nave?
Não.

Mãe, posso ir brincar na chuva de pijama depois do banho?
Não.

Mãe, posso ir na casa do Marcelo agora?
Não.

Pega aquele quebra cabeça de mil peças?
Não.

Comprou o suco da Turminha?
Não.

Você tá brava? 
Não.

Bebê puxou a tampa do forno e bateu na cabeça. Não deu tempo de falar não. Eu estava ali, falando não. Gelo. Não tem gelo. Porque não enchemos a forma de gelo nessa casa? Use o milho congelado ou a placenta. Era para fazer um ritual mas não deu tempo. Milho transgênico. Mamãe ruim. Pode milho no Whole 30? Comida de verdade, bicho e planta. Mas tem que ser orgânico. Poxa vocês nem recolhem os pratos?

Pode ligar a TV?
Pode. Depois dos pratos.

O prefeito anuncia que vai fazer parcerias com o setor privado para pintar a cidade de novo. Tinha ficado feia mesmo. Em troca vai fazer publicidade. De que hein? Vai ter coisa para criança? Vai ter publicidade nos brinquedos do parque? Vai ser só para adulto? O mais velho se interessa pelo paraciclo. Achou bonito aquele formato de coração. Na propaganda, uma marca. 

É refrigerante mãe?
Não.

Posso experimentar?
Não.

É gostoso?
Não.

Você já tomou isso?
Não.

Como você sabe se você não tomou?
Eu tenho super poderes.

Eu penso quantos dias falta para acabarem as férias. Me arrependo, porque se fosse semana de aula, meia noite já era hora de estar todo mundo dormindo há horas. Três pessoas para levar em três escolas diferentes no mesmo horário. Não pode flexibilizar horário para se adequar à rotina da criança. Estamos criando gente extremamente mimada. Eu ouvi no rádio a psicóloga falar. Adaptemos, ainda bem que é férias. Cadê seu aparelho? Esqueceu na avó. Problemas de arcada, entrou barata em casa os dois choraram como eu, traumatizaram já. O bebê quis pegar na mão. Alguém deve estar desejando que eu morra, não é possível. Deve poder comer barata no Whole30. Bebê Whole30. Gonzalez deixaria.


O Pai levou o lixo para fora. Volta com uma revista, a vizinha jogou no lixo. 



As crianças estão acima do peso e a culpa é dos pais.
Pela primeira vez uma geração vai morrer antes que a precedente. Quem mandou não cozinhar com amor? A culpa é dos pais.
As indústrias fabricam comida que faz mal para a criança, e a culpa é dos pais.
Os governos deixam essas indústrias anunciarem seus produtos sem nenhuma regulação, inclusive na cidade, e a culpa é dos pais.
Os supermercados colocam os produtos ao alcance das crianças, e a culpa é dos pais.
Os licenciadores fingem que fazem gibis, enquanto o que fazem é mover uma indústria multibilionária que explora a ingenuidade da infância para ampliar mercado. E a culpa? É dos pais.
As escolas se isentam. Educação vem de casa. Mas salgadinho vem da cantina. E a culpa é dos pais.

Vamos dormir meninos?
Choram. Não querem. Carinho, colinho, estão estafados. Vamos contar história. A gente tem bons livros. Eles tem camas e cobertores. Somos privilegiados. Passa a raiva. O cansaço fica. O bebê mama a noite inteira. Vamos desmamar. Mulher cruel. Amanhã começa de novo. Vou tatuar no braço:

NÃO ASSUMA A CULPA POR ALGO QUE NÃO DEPENDE APENAS DE VOCÊ

Amanhã começa de novo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Classismo e comida de verdade

Todo mundo que quiser participar de um debate precisa ter a habilidade de transitar entre verdades individuais e verdades coletivas. Entre a nossa casa e o mundo. E em cima disso, reconhecer que é possível que várias verdades caibam em um só lugar. Individualmente vivemos embates a cerca de possíveis verdades. Imaginem quantas possibilidades surgem num debate.

A alimentação é um tema sensível dentro da mater-paternidade contemporâneas . Desde que a Bela Gil deu voz a uma reflexão antiga que trata da importância da comida de verdade, estamos vendo uma escalada desse assunto e com ele uma suposta polêmica: comer bem é um privilégio? Comida de verdade é classista? Inúmeros famosos pela arte de cozinhar ou simplesmente por serem famosos povoam os canais de televisão divulgando alguma marca verdadeiramente melhor e mais saudável. O que seria a comida de verdade? Ela é definida pelo poder de compra e portanto pela classe social do consumidor ?

Oras mas é claro que sim. Vamos exercer nossa habilidade de viajar pela amplitude e compreender que talvez na nossa mesa não seja lá um grande desafio substituir a feijoada em lata pelo feijão jalo banhado por 24h e cozido com sal do himalaia. Mas vivemos em um mundo onde pessoas morrem de fome, correto? Comer, em si é um privilégio. Comer bem então... 


No entanto essa reflexão não precisa ser usada para atacar qualquer um que tenha como objetivo ou vontade a alimentação sadia. Dar um novo significado ao prazer de comer repensando a cultura alimentar da própria família, principalmente quando nascem os filhos pode ser muito rico.

A quem serve problematizar a prática da comida de verdade a ponto de "validar" a comida enlatada na mesa de pessoas que, como nós, teriam toda a possibilidade de fazer uma escolha melhor apenas baseado em 1) informação 2) vontade? A quem interessa apresentar uma profissional da TV como dona de casa preocupada em descongelar a comida pre-preparada mais adequada como se ela fosse consumidora deste tipo de alimento?

É certo de que o efeito colateral de criticar a alimentação infantil baseada na chia orgânica (que convenhamos, merece sim alguma crítica) pode ser favorecer o outro lado do pêndulo. E talvez seja essa a tônica desse debate: como refletir e melhorar nosso conhecimento individual sobre isso de modo a não prejudicar conquistas da sociedade? Nossa casa, nosso mundo? Compreendemos que o que comemos e como comemos é o aspecto cultural que mais nos define ?

A indústria de alimentos ultra processados vem perdendo espaço para essa ampliação de consciência e anda sedenta exatamente por esse tipo de embate: é muito interessante para a indústria que estejamos com raiva da colega do lado porque ela dá conta, quer, escolhe, ama, pode, prefere uma comida toda trabalhada na saúde enquanto por nossas próprias condições e peculiaridades andamos escolhendo "o que dá". 

Trago um exemplo do universo vegano. A acusação de que o Veganismo é elitista - porque supostamente substitui alimentos de origem animal por alimentos processados ou mais raros, e portanto caros, como os cogumelos sei-lá-o-que ou o hambúrguer de soja - é bastante plausível. De fato, o acesso à produtos veganos é de um privilégio sem fim, em um mundo (novamente, para a gente não se acostumar com esse absurdo) em que crianças morrem de fome. No mesmo tempo essa crítica é equivocada que só ela, e parte de um lugar de algum desconhecimento da prática. Primeiro porque a vida vegana é extremamente acessível e é a falta de informação que faz as pessoas acreditarem que precisarão trocar a linguiça de porco pela linguiça de soja. Não é exatamente essa a proposta. Além disso, no grande espectro, o Veganismo é um fator de economia sem precedentes. Porque invoca uma utilização absolutamente sustentável da natureza. Portanto uma crítica rápida como "Veganismo é classista" acerta em cheio em um panorama e é completamente errada em outro. 

Duas verdades no mesmo lugar.
Nao podemos esquecer que os altos preços praticados quando se retira um elemento como lactose, glúten, ou mesmo a carne levam a uma confirmação de que é para poucos comer sem isso ou aquilo.

Concluindo: alimentação saudável é classista sim. Precisamos tomar um cuidado enorme para que não se aumente essa distância entre aquele que come quando tem e aquele que pode optar por não comer. Mas ainda assim é de suma importância que comer bem esteja na pauta e que as pessoas que levam essas reflexões para frente possam atuar com liberdade, possibilizando informação. 

O contrário disso, não nos favorece, nem em casa nem no mundo.  

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Leites saudáveis fora da lata

O melhor leite que existe para os humanos é o leite materno.
O leite de vaca é um excelente alimento, de primeira! Para o bezerro!

Já existem muitos pesquisadores afirmando que, apesar de ser um alimento rico em cálcio e proteínas, o consumo de leite animal pode estar associado a outros problemas de saúde, como alergias. Não apenas pela precariedade do sistema de produção e alimentação dos rebanhos, mas também por se tratar atualmente de um produto hiperprocessado, em larga escala.

Hoje damos vista a outros tipos de leite. 
Que não vem da vaca e não vem da lata.
Os leites vegetais.

Foto: Vegetarian Times

Muito embora para a ANVISA o termo "leite" seja uma denominação exclusiva para o líquido extraído dos animais, quem consome os produtos vegetais percebe o motivo da apropriação: de aparência leitosa, muitas vezes cremosos e adocicados, os leites vegetais são ricos em vitaminas e minerais. O leite de amêndoas por exemplo é uma fonte rica de vitamina E, cálcio, fósforo, magnésio, proteína e gordura monoinsaturada.

O leite vegetal é uma excelente alternativa ao leite de vaca, tanto para adultos quanto para crianças fora da fase de aleitamento materno. Muitas famílias com filhos Alérgicos à Proteína do Leite de Vaca encontram nessa  opção solução para manter uma dieta equilibrada e segura, sem as inúmeras restrições que nos impõe a exclusão dos laticínios, em uma cultura alimentar como a nossa.
Ainda que já existam no mercado produtos prontos extraídos de vegetais, o ideal para o consumo diário desses leites é que sejam preparados em casa. E ainda que existam máquinas que prometem facilitar o processo, fazer leite vegetal em casa não é tão complicado quanto parece.

Alguns grãos e tubérculos poderão ser simplesmente batidos com água e coados. Outros, exigem algum tempo de molho ou cozimento.

Veja nesses links como preparar os leites vegetais:

terça-feira, 2 de abril de 2013

Cocô do bebê pode trazer mensagem importante sobre sua saúde

As fezes comunicam sobre como está o funcionamento do organismo

por Amanda Dias Almeida

Cuidar de um bebê exige atenção a todos os detalhes. E o cocô pode ser um dos mais importantes. “Através da eliminação seu filho comunica sobre como está o funcionamento do organismo,” afirma o pediatra Luigi Massaro. É o caso das intolerâncias alimentares, que, geralmente, se manifestam nesse momento. “Fezes muito líquidas ou de coloração diferente do amarelo-esverdeado sinalizam algum desequilíbrio. Esbranquiçadas podem ser sinal de problema no fígado ou de alguma doença hereditária. Já a presença de sangue ou pus é um alerta e é preciso consultar um profissional”, explica Massaro.

As fezes estão diretamente relacionadas com a ingestão de alimentos. Por isso, bebês que mamam exclusivamente no peito tendem a seguir um determinado padrão de eliminação que é diferente dos que tomam algum tipo de complemento ou que já consomem comida sólida. “O leite materno é totalmente aproveitado pelo organismo do bebê, o que explica alguns deles ficarem até 6 dias sem fazer cocô sem sofrerem de constipação”, explica o médico.

Até o segundo mês, aproximadamente, é normal o bebê evacuar de três a oito vezes por dia. A cor varia de amarelo a esverdeado, é pastoso ou pode apresentar grumos. A partir de um mês e meio até três se forma a ampola retal e a eliminação pode demorar um pouquinho mais para acontecer. Mas, só depois do sexto mês é que as fezes começam a endurecer, mas isso não significa cocô duro, ressequido ou em bolinhas. Nesses casos, pode significar falta de ingestão de líquidos. “Não fazer cocô por até 3 dias é totalmente normal, depois disso requer observação”, orienta o pediatra.

Segundo o médico, é preciso prestar atenção no conjunto de sinais que o bebê está dando antes de se preocupar. A obstrução abdominal vem acompanhada de barriga inchada e falta de apetite. “Se o bebê está mamando é porque está absorvendo os nutrientes e, naturalmente, sente fome. Se não está eliminando um dia ou outro é porque não está sobrando nada para ser eliminado”, esclarece o especialista. A soltura de gases também é um indicativo de que tudo está bem.




quinta-feira, 28 de março de 2013

Pais estão incluindo sólidos cedo demais na alimentação dos bebês


Especialistas alertam que isso pode aumentar o risco de obesidade e diabetes nas crianças 

CLAUDIA BORGES EM 26/03/2013 17:53, EM NUTRIÇÃO E SAÚDE
Crédito: Thinkstock
Uma nova pesquisa norte-americana revelou que muitos bebês estão consumindo alimentos sólidos muito antes do recomendado pelos médicos. De acordo com o estudo feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, 93% das mães estão incluindo opções sólidas na alimentação dos seus filhos antes deles completarem seis meses de idade.
Esse hábito pode aumentar o risco de obesidade, diabetes e doença celíaca nas crianças, segundo os pesquisadores. A indicação dos médicos é de que os bebês sejam incentivados a começar uma alimentação sólida a partir de seis meses de idade e não antes disso.
A pesquisa mostrou que 40% das mães pesquisadas cometem esse erro ainda mais cedo, introduzindo esses alimentos antes mesmo da criança completar quatro meses, enquanto 9% ofereceram sólidos para bebês que tinham menos de um mês de idade.
As avaliações revelaram que as mães mais jovens, com situação financeira prejudicada e que tiveram menos acesso à educação eram mais propensas a introduzir a alimentação com sólidos cedo demais para os seus bebês.
Segundo os especialistas, algumas das razões para isso acontecer é que alguns pais acham as fórmulas de leite em pó caras demais e também tem em mente o mito de que os bebês dormem melhor quando alimentados com refeições mais pesadas.
Porém, os pesquisadores alertam que os próprios profissionais de saúde podem ser responsáveis por essa medida por indicarem para as mães começarem a dar alimentos sólidos para as crianças, como afirmou Kelley Scanlon, uma das líderes do estudo: "Isso, para nós, indica que os profissionais de saúde devem fornecer uma orientação mais clara".
Quando perguntado por que elas tinham começado a introdução de alimentos sólidos, o motivo mais comum entre as mães foi o de que seu bebê tinha idade suficiente. Outras disseram que fizeram isso porque seu filho parecia estar com fome ou queria comer o mesmo que os pais estavam consumindo.
Os pesquisadores também descobriram que as mães cujos bebês foram alimentados com leite de fórmula, ao invés de leite materno, eram muito mais propensas a oferecer sólidos muito cedo do que aquelas que amamentaram exclusivamente.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Bebês estão sendo superalimentados com leite em pó, diz OMS.


Muitos bebês estão sendo superalimentados nos primeiros meses de vida, segundo um estudo produzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O estudo da OMS foi feito em seis países, incluindo o Brasil

Novos dados levantados pela organização mostram que as tabelas de crescimento superestimaram o peso que os bebês devem ganhar na fase de crescimento, o que teria levado ao uso excessivo do leite em pó.

Segundo a pesquisa da OMS, que analisou 8.440 crianças em seis países, incluindo o Brasil, as tabelas de crescimento usadas por profissionais da saúde estão erradas.

O resultado mostra que os bebês que são amamentados apenas por leite materno são mais magros e mais altos do que aqueles que tomam leite em pó, mas os cientistas dizem que isso é perfeitamente saudável e é a maneira que os bebês devem crescer.

A OMS descobriu que o peso ideal para bebês de 2 anos ou 3 anos estava de 15% a 20% mais alto nas tabelas de crescimento usadas pela organização.

As tabelas sugerem que crianças de um ano pesem entre 10,2 kg e 12,93 kg, quando na verdade deveriam pesar entre 9,53 kg e 11,79 kg, de acordo com a OMS.

Os pesquisadores dizem que a superalimentação das crianças pode explicar em parte por que a atual geração de adultos é a mais obesa de todos os tempos.

A OMS disse ainda que vai publicar novas tabelas de crescimento até o final do ano.

Dieta

As tabelas atuais de crescimento de crianças são baseadas em estudos feitos com bebês que se alimentavam de leite em pó há mais de 20 anos.

Essas pesquisas sugeriam que os bebês que eram amamentados exclusivamente do leite materno normalmente não cresciam de maneira adequada nos primeiros meses porque ganhavam peso em uma velocidade menor.

Por isso, as mães eram aconselhadas a suplementar a dieta das crianças com leite em pó ou até mesmo trocar a amamentação por completo.

No entanto, nos últimos anos ficou comprovado que o leite materno tem a melhor combinação de nutrientes para o crescimento de uma criança.

Crescimento

"Os novos padrões oferecem uma melhor descrição do crescimento psicológico e estabelecem que a amamentação das crianças é a regra biológica", diz Mecedes de Onis, uma das pesquisadoras da OMS.

Segundo Prakash Shetty, chefe do planejamento nutricional do Fundo para Agricultura e Alimentos das Nações Unidas (FAO), as novas recomendações significam que as calorias ingeridas diariamente pelas crianças devem ser 7% menor do que os níveis recomendados atualmente.

"Se você analisa as necessidades dessas crianças que são alimentadas exclusivamente de leite materno, é possível perceber que elas precisam de menos calorias do que aquelas que se alimentam de leite em pó", diz Shetty.

Ele também afirma que a maneira que a ingestão de calorias é medida deveria ser mudada, inclusive para adultos.

Em vez de ter quantidades diferentes para homens e mulheres, as pessoas deveriam ser aconselhadas de acordo com a energia que elas gastam diariamente.

Uma pessoa que fica o dia todo sentada e não faz qualquer exercício deve consumir menos que 1,7 mil calorias - um número bem menor do que as de 2 mil calorias para mulheres e 2,5 mil para homens recomendadas atualmente.

Uma mudança também aconteceria para uma pessoa que faz muitos exercícios, que deveria passar a consumir cerca de 4 mil calorias por dia.



quinta-feira, 14 de março de 2013

Espaço Nascente comemora seu aniversário com semana especial de atividades gratuitas para toda a família

Foto/arquivo: Espaço Nascente
Na semana em que celebra seus dois anos de inauguração (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/2012/03/nasce-o-espaco-nascente.html), o Espaço Nascente abre as portas para receber pais, mães, bebês e famílias em uma programação especial. 

De 21 a 27 de março de 2013, serão oferecidas atividades gratuitas que incluem encontros em grupo para gestantes e mães no pós-parto, encontro sobre amamentação, aulas de yoga para gestantes e bebês, vivências de música, massagem e acupuntura e serviço de máscara de gesso para a barriga (para gestantes). E ainda haverá a exibição de um documentário com debate sobre alimentação infantil e uma oficina de banho relaxante com aromaterapia para bebês. 

“Vai ser uma semana intensa e prazerosa, como foi nosso ano que passou (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/2012/12/espaco-nascente-celebra-2012-e-da-boas.html), para comemorar o que experimentamos e vivemos juntos até aqui e também para darmos as boas vindas a mais um período em que ofereceremos acolhimento, reflexão e diversão para as famílias que recebemos aqui”, afirma o coordenador do espaço, o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, conhecido como Cacá. 

A programação da semana especial de aniversário está disponível no blog do Espaço Mascente e pode ser consultada a seguir. As atividades são gratuitas e serão oferecidas pela equipe de colaboradores do espaço (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/p/equipe.html). É necessário realizar inscrição prévia (com exceção para a Slingada, que é aberta). 

Ao final da semana, serão sorteados diversos brindes para aqueles que frequentarem as atividades e se inscreverem nos sorteios presencialmente, com a organização do evento. 

Semana especial de aniversário Espaço Nascente 
De 21 a 27 de Março de 2013 

Rua Grajau, 599 (Próximo ao metrô Sumaré) São Paulo - SP 

Inscrições e informações: (11) 3672-6561 / (11) 2548-6383 



Programação

Data
Horário
Atividade
21/03/13
13:30 às 16:00

Plantão da Slingada e Fraldada Especial
22/03/13


11:00
Acalanto Especial: vivencia musical na gestação e pós-parto, com Isadora Canto
14:30
Vivência de massagem em bebês, com Priscila Castanho
25/03/13
14:00

Grupo para mães no pós-parto especial: Sobre os ciclos da vida e seus (re)começos: O Pós parto como renascimento. As dores e as delícias de (re)nascer.
16:00 
Vivência de Acupuntura para bebês, com Tatiana Rodello
18:00
Máscara de barriga, com Marina Lettis
18:30
Aula de yoga para gestantes, com Vivi Cabral
19:30
Grupo de gestantes especial. Tema: Do parto ao nascimento.  Participação Dra Betina Bittar (obstetra) e Dr Carlo Eduardo Corrêa, Cacá (pediatra).
26/03/13

11:00
Oficina para pais: “A arte de contar história” com a Elenira Peixoto.
14:00

Encontro sobre amamentação especial. Tema: Volta ao trabalho, com Andrea dos Santos.
16:00

Cine Nascente. Exibição do documentário “Muito além do peso”, com moderação de Daniela Pane.
27/03/13

11:00
Vivência de baby yoga, com Vivi Cabral
14:00
Oficina de Ôfuro do bebê com aromoterapia (máximo de oito bebês), com Laysa Duch.
15:30
Musicalização: “Tocar, cantar e confeccionar um instrumento musical para o bebê”, com Edsangela Holanda.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sobre dietas restritas e as crianças que não comem

Foto: google imagens
Por Fabiolla Duarte (doula, terapeuta corporal e consultora de alimentação natureba para bebês e família).

Crianças, quando filhas de pais que têm uma relação muito seletiva e exigente com a própria vida, com o que lhes dá prazer, com o que lhes nutre no dia a dia e com o que compartilham entre outros que amam, de modo geral, essas crianças, têm a mesma relação com a própria alimentação.

Restritiva, sem prazer e solitária.
Dentro da psicologia humana, alimentação e vida estão diretamente ligadas.
Quer que seu filho coma?
Coma você o seu dia.

Quando uma família opta por uma dieta qualquer, quando muda o que já comia para um novo cardápio, deve fazê-lo de modo que essa mudança signifique mais variedade, mais sabor, mais novidade, mais prazer, mais alegria, mais motivos para estarem juntos e obviamente mais saúde.

Dietas, seja elas quais forem, devem sempre trazer um sentido de liberdade, mudança positiva de paradigma. Aventura e conforto.

Se ao contrário, trazem o peso das proibições, muita restrição, culpa e tensão, por mais que em algum livro de algum renomado nutricionista, ela signifique a saúde eterna, estão trazendo na verdade muita falta de apetite. Infelicidade.

E saúde zero.
Sim, saúde zero.

Saúde tem a ver relação, com gozo celular, com organismo em festa, com serotonina, com papo bom à mesa, com comida gostosinha nos momentos de solidão. Com expansão. Com papilas felizes.

Tabela nutricional é uma coisa linda, mas sozinha, sem felicidade, só serve para enricar os escritores, nada antropólogos, da moda.

Naturebas de plantão: menos seriedade, mais flexibilidade e observação.
Se seu filho não come é porque você também não está comendo mais nada não.
Muito não. Muita proibição.

Comer é com o corpo inteiro.
Com a boca aberta. Boca grande. Boca oval. Boca desejo.
Criança restrita é criança estreita, criança espremida.
Boca pequena, criança retangular.

Encontre a porta do gozo dentro de vossas regras ou mude de direção.
Filho é espelho.
Atenção.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Introdução de alimentos: as cores do mundo

A mãe de um paciente teve a idéia de entrevistar-me na consulta que tiveram sobre as primeiras comidas do bebê. O resultado você confere aqui em um resumo das perguntas e respostas, um guia rápido para introdução alimentar.




O começo


A introdução de alimentos sólidos é recomendada para crianças com mais de seis meses. Até então, o melhor para o bebê é a amamentação exclusiva. Pode acontecer que a criança, antes dessa idade, comece a imitar, a movimentar a boca como se estivesse mastigando, e até pôr coisas na boca. Mas, por outro lado, é uma tendência mundial atrasar a amamentação exclusiva. Na Alemanha, por exemplo, querem prolongar até os oito ou nove meses de idade.

Durante o primeiro ano de vida (e tive pacientes que até um ano não comeram) as necessidades calóricas e protéicas dos micronutrientes, são principalmente do leite materno, e a introdução de alimentos é muito irregular, ao igual que a dentição. Podem aparecer os primeiros dentes com três ou quatro meses, ou pode acontecer depois do 1º ano. A mastigação e os dentes não caminham juntos, a mastigação pode acontecer sem os dentes ou com os dentes.

Gosto da idéia de introdução de alimentos de alguns lugares da África, onde as mulheres começam usando o dedo como colher, porque a criança mantém o contato físico com a mãe enquanto come.




Uma textura apropriada

Temos que pensar que estamos saindo de uma textura líquida, para uma pasta que deva ter uma consistência de purê. Estamos espessando a alimentação. Vejamos: o leite escorre pela boca, o bebê vai fazer um movimento de língua da musculatura do esôfago, para adentro. No começo, podem fazer um movimento com a língua, que coloque o alimento para fora, porque é o mesmo movimento que fazem ao mamar o peito.

Para bebês que tem maior dificuldade, é bom misturar o próprio leite materno para alcançar a consistência apropriada. Com abacate, com abóbora, pode ser usado tanto em frutas, como com raízes, tubérculos, batata doce, inhame e cenoura. Caso perceba que o bebê tem ânsia de vômito, é porque a consistência não está suficientemente pastosa para ele.

Evite usar processador ou liquidificador. Não é proibido usar, mas evite. Porque a idéia não é entrar com sopinhas e caldos tão ralos quanto leite, estamos pensando numa coisa mais espessa. O ideal seria amassar ou raspar, as vezes quando tem pedacinhos há criança que nauseia e vomita, por isso usamos a peneira que acaba sendo melhor do que o liquidificador. Porém se pensar numa textura de purê, se pensa mais numa pasta. Menos mingau e mais pasta.

Então a sugestão é: enquanto o bebê está tentando engolir, se faz uma pasta, e começa por uma fruta e/ou um tubérculo. Quando ele começar a reter essa pasta na boca e mastigar, com ou sem dente, começa a dar outra refeição e folha (verdura). E quando mastigar, quer dizer que está se preparando para uma consistência mais de pedaços, aí começa a deixar mais pedaços.

O primeiro indicador de que a criança está pronta para engolir é começar a sentar. É muito importante ela conseguir ficar nessa postura para conseguir engolir sem voltar. E também tira o excesso de força para cima do esôfago, porque o corpo se sustenta. Quanto melhor ele estiver sentando melhor será para ele comer.

Geralmente esse processo é entre o sexto e nono mês que acontece. A partir do nono mês, você está mais liberado para introduzir vários alimentos, os grãos, como o feijão, ervilha, lentilha, e para quem for dar, carne também.



Novos sabores

O ideal é que o bebê experimente o sabor de cada coisa, o cozimento pode ser todo junto na mesma panela, e é uma opção entrar com uma fonte de proteína que pode ser carne, frango, peixe ou ovo. Segundo a orientação do Ministério da Saúde, pode começar com uma fonte de proteína, uma fonte calórica e uma fonte de fibra.

Primeiro vai ensinar o bebê a engolir, com fruta e tubérculo. Uma vez que esteja engolindo, se começa a dar duas vezes comida para ele. Uma fruta, que pode ser de manhã ou no horário do almoço e uma refeição que pode ser no horário do almoço, ou no jantar. Depois pode introduzir proteína, carboidrato e fibra. Para bebês que mamam no peito, e as mães não comem carne, pode ser adiada essa introdução. E muita gente faz essa opção.

Se a opção for adiar a introdução de carne, tente variar o cardápio de vegetais. Pense no vegetal com varias partes, tem raíz, caule, folhas, flor, fruto, semente.Tente pensar em chegar nesse vegetal inteiro. No começo será impossível, melhor ir devagarzinho. Começar pelos tubérculos, evitar usar sal ou qualquer tempero no começo. Cozinhe, amasse e dê cada tubérculo separadamente. E pode entrar com folhas (verduras) refogadas também. Misturar tudo é algo que as vezes a gente faz. A questão é não criar um hábito só. Não fazer sempre sopa, ou fazer só cozido, ou fazer apenas misturado. Variar é legal.

Os temperos que gosto de indicar são: hortelã, sálvia, salsinha, cebolinha, cebola e alho estes últimos fazer separado pois tem alto grau de micronutrientes.

O leite materno assume o sabor e o cheiro da comida que a mãe está comendo, como forma de preparar o bebê para aquele alimento. Mulheres que comem muito cebola e alho, podem produzir leite com sabor de cebola e alho, que pode fazer com que o bebê prefira esse mesmo elemento. Se for uma alimentação sem carne, os temperos, as ervas, tem micronutrientes, o que sugiro é não encher tudo com sal, e o sal virar o tempero universal. A experiência do açúcar a criança terá pela introdução de frutas.

Os chás interferem muito na captação de micronutrientes, perto do horário de refeição não é bom. Dê preferência a os mais leves, sem cafeína e longe dos horários de refeição. Mas, é melhor usar apenas os terapêuticos se for o caso que o pediatra tenha indicado.


Os cereais

Não é obrigatório oferecer sobremesa mas, é uma oportunidade de oferecer fibra, fruta por exemplo, porque pode acontecer da criança ficar um pouco ressecada neste processo. Tem que oferecer muito liquido, e ter cuidado com alimentos que absorvam muito líquido, como os cereais por exemplo, porque se eles forem pouco hidratados, podem roubar água do próprio tubo digestivo e ocasionar uma constipação.

As linhas de tratamento diferem entre a Ayurvédica, Antroposófica, Homeopatia, e acredito que temos uma mistura étnica muito complexa, mas o cereal era antigamente, introduzido muito cedo. Não tem contra-indicação de se introduzir o cereal cedo, mas precisa hidratar muito bem ele. Por exemplo, se for aveia, usar leite materno para ela ficar bem inchada e não tomar líquidos do organismo.


Proteínas

Particularmente prefiro introduzir proteína animal mais tarde, depois de um ano, como o caso do iogurte. Se for usar leite, de preferência que seja leite materno. E para as mulheres que trabalham é legal, porque pode render muito mais. 50ml de leite materno, misturado com banana e aveia, rende muito mais que 50ml para o bebê tomar, por exemplo.



Água e sucos

Desde que o bebê esteja comendo, pode e deve ser oferecida água. Geralmente prefiro que se for fruta, seja oferecida inteira, e não em forma de suco. As frutas que forem difíceis de serem oferecidas na sua forma inteira ou amassada, como o tamarindo, graviola, podem ser oferecidas em forma de suco, sem adição de açúcares. Podem ser todas as frutas da estação.

A hidratação pelo aleitamento materno continua acontecendo, mas é bom oferecer água em diversas partes do dia.


Cardápio familiar

O que vai acontecer até o nono mês é que a criança cada vez mais, irá pedir a comida que os pais estão comendo, então as crianças com nove meses ou um ano, começam a comer a comida da família, a mãe amassa, dá de outra forma, mas a criança tenta entrar na refeição que a família está comendo.



Dentição

Quando é necessário consultar um dentista? A partir do segundo ano. Acho que de fato, limpeza de dentes, antes do segundo ano a mãe consegue fazer usando uma gaze, limpando o dente e vai tentar utilizar a escova depois do segundo ano. O uso de gaze é mais eficiente. Os dentistas dizem que é bom fazer escovação antes de sair dentes, acho que é uma loucura fazer antes da dentição. Se for para fazer alguma coisa, melhor brincar com o bebê usando o próprio dedo com uma gaze.



É bom lembrar

Não esquecer, nesta fase de introdução de alimentos, que estamos saindo de uma consistência líquida, e vamos espessando a comida, é interessante saber lidar, para que a criança entenda o que é o alimento, ela tem que brincar. A criança vai pegar a comida, vai brincar com a comida,muitas crianças botam na boca, cospem na mão, olham e botam na boca de novo, e tudo isso faz parte do processo, que não é um processo requintando, limpo como é apresentado as vezes.

Para as mulheres que trabalham, sugiro que dêem a refeição principal no horário que ela estiver em casa, porque se trata de um momento de troca, de carinhos, porque para a criança comer é uma brincadeira. Está vendo as cores nos alimentos, como vê as cores no mundo. Então é como se ela estivesse pondo parte do mundo para dentro. Se ela puder fazer isso de uma forma mais amorosa, é uma possibilidade dela desenvolver uma relação mais amorosa com o mundo e com ela mesmo.