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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O que aconteceu com a livre demanda?

Vivemos em bolhas.

Não temos a menor ideia da diversidade que nos cerca, e os algorítimos das redes sociais já foram culpados por esse fato, mesmo que os bairros nos segreguem, as escolas, os muros dos condomínios.

Nas bolhas, os assuntos circulam, e tal e qual como a diversidade de gente, costumam obedecer a mesma lógica dos algoritmos. Em um ano só se fala de sling, no outro da livre demanda, depois de violência obstétrica e ao que parece na nossa bolha de hoje estamos falando de dietas alimentares.



Alimentação é um tema constante da nossa bolha.
Seja ela do filho, como fazer comer o filho, como dar a melhor comida para o filho, onde comprar, como preparar, qual hashtag usar.

Não nos relacionamos mais com os assuntos de um jeito não digital, isso é bem verdade. E talvez por isso as dietas alimentares causam tamanho espanto, não dá para passar desapercebido que seu whatsapp esteja cheio de correntes, seu amigos estejam todos relatando, seu feed de notícia te apresente, e você seja constantemente convidado, por múltiplas pessoas, a conferir o mesmo tema: dietas alimentares.

Não acho que a questão é entrar no mérito do que é bom ou que não é. O certo ou o errado e se o homem do paleolítico comia ou não o grão de arroz. Quero apenas pontuar a surpresa de - depois de um grande avanço na reflexão do bem comer, da comida como fonte de nutrição, prazer, da comensalidade como fator de vínculo - a onda da informação tenha nos trazido para essa lugar de reflexão. O lugar da dieta alimentar como estratégia para conquistas de saúde, estéticas ou bem estar.

O que aconteceu com a livre demanda?

Claro que essa é uma provocação. E existem mais coisas entre o prato de comida e a boca do que sonha nossa vã filosofia. Mas é de se notar que uma após a outra, as dietas alimentares nos tragam de volta para reviver nossas relações com comida. E de alguma forma, com quem nos alimentou.

Acho que estamos falando de infância. De restrições alimentares na infância. De substituição de afeto por comida. De privação que gera abuso. E vocês? Acham que estamos falando apenas de carboidratos e gordura? 




terça-feira, 24 de maio de 2016

Introdução alimentar, chiclete e muitos filhos


No consultório, uma roda de conversa se estabelecia sobre a introdução alimentar.

- A introdução alimentar nas variadas culturas do mundo está muito ligada à oferta de alimento daquela região - dizia o pediatra. No Brasil usamos muitas raízes. Cereal, já é mais um costume europeu. O que pode ser uma opção de alimento para um bebê de uma família, pode não ser para a outra.

Aquele pediatra não era muito de tecer julgamentos ou oferecer receitas, e sim de provocar reflexões que levassem cada família a encontrar seu ponto de confiança para as práticas do criar filhos. Algumas pessoas levantaram dúvidas sobre o baby-led-weaning (aquele método de introdução alimentar todo focado no protagonismo do bebê). 

- E o que nessa lógica poderia ser então uma boa opção de alimento para a introdução alimentar de um bebê? - perguntou para o grupo todo.
- Uma cenoura orgânica cozida?
- Isso. Ou crua também. Vocês sabem que o que a mãe come influencia no paladar do leite materno? Portanto o alimento que a mãe come pode ter alguma relação com o alimento que o bebê vai começar a comer. 

Alguém fez o favor de nos lembrar que muitas vezes, famílias tem mais de uma criança na mesa.

- E o que seria então interessante de deixar à disposição do bebê, no caso dele ser o segundo filho?
- A mesma comida do irmão?
- Isso. Pode ser. E se for o terceiro filho?

Uma moça meio desacreditada das teorias levantou a mão meio com medo dos julgamentos, e arriscou:

- Bubaloo?

---

Essa moça era eu.

Eu tenho três filhos, sabe. E muitas vezes, nas rodinhas de conversa, nos debates de internet ou nos grandes alfarrábios de estratégias geniais para cuidar de filhos me sinto presa em universo paralelo. A palavra que me vem à cabeça? Impraticável. E olha que eu não sou de arrumar desculpa não, para falar a verdade tenho pavor de racionalizações. Mas fato é que o que se pratica idealmente com um bebê dificilmente é levado à cabo com o restante da prole. E o oposto, em termos de benefício, é verdadeiro também: é mais fácil parir um filho depois de um primeiro, ou segundo parto normal, por exemplo.

Eu sou ruinzinha de cuidar de bebê seguindo a cartilha do apego, olho no olho, entrega e alimentação orgânica, mas você precisava me ver corrigindo a pega da terceirinha. Foi um estouro de sucesso!

Não queria ser leviana, mas vou dizer uma piadinha infame cuja simbologia se repete na casa de quem tem filhos em série: 



Ainda que sim (sim!sim!), cada novo filho traga uma experiência inédita diferente, e emoções maravilhosas vindas das relações de afeto peculiares que surgem, há algo de ser calejado, preparado, escaldado, do segundo filho em diante. 

Não é qualquer coisa que nos abala, não é qualquer teoria que nos serve. E não conheço mãe nenhuma de muitos filhos que esteja apegada ainda às crenças que tinha na chegada do primeiro. Me parece que mães de várias crianças tendem a perceber que realmente precisam gastar energias com aquilo que importa. E quanto mais filhos, melhores vão ficando em entender o que exatamente isso significa. 

A práxis, um nome bonito para teoria colocada em prática, salva aqui em casa. Claro que sigo me informando e fazendo as melhores escolhas possíveis dentro das conjunturas que se apresentam. Apenas que, quanto mais filhos, mais desafiadoras são as conjunturas. E mais descolada a gente fica.

---

Não se aflija.

O bebê não comeu Bubaloo de verdade, mas não foi por falta de tentativa do irmão do meio.
A introdução alimentar do terceiro teria começado aos quatro meses, sinceramente, se fossem apenas observados os sinais de prontidão - e o meu nível de tolerância a muito barulho e gritaria nas horas das refeições: ah!! mas tem coisas que só a ponta dura do pão italiano faz por um bebê gritão!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Cocô do bebê pode trazer mensagem importante sobre sua saúde

As fezes comunicam sobre como está o funcionamento do organismo

por Amanda Dias Almeida

Cuidar de um bebê exige atenção a todos os detalhes. E o cocô pode ser um dos mais importantes. “Através da eliminação seu filho comunica sobre como está o funcionamento do organismo,” afirma o pediatra Luigi Massaro. É o caso das intolerâncias alimentares, que, geralmente, se manifestam nesse momento. “Fezes muito líquidas ou de coloração diferente do amarelo-esverdeado sinalizam algum desequilíbrio. Esbranquiçadas podem ser sinal de problema no fígado ou de alguma doença hereditária. Já a presença de sangue ou pus é um alerta e é preciso consultar um profissional”, explica Massaro.

As fezes estão diretamente relacionadas com a ingestão de alimentos. Por isso, bebês que mamam exclusivamente no peito tendem a seguir um determinado padrão de eliminação que é diferente dos que tomam algum tipo de complemento ou que já consomem comida sólida. “O leite materno é totalmente aproveitado pelo organismo do bebê, o que explica alguns deles ficarem até 6 dias sem fazer cocô sem sofrerem de constipação”, explica o médico.

Até o segundo mês, aproximadamente, é normal o bebê evacuar de três a oito vezes por dia. A cor varia de amarelo a esverdeado, é pastoso ou pode apresentar grumos. A partir de um mês e meio até três se forma a ampola retal e a eliminação pode demorar um pouquinho mais para acontecer. Mas, só depois do sexto mês é que as fezes começam a endurecer, mas isso não significa cocô duro, ressequido ou em bolinhas. Nesses casos, pode significar falta de ingestão de líquidos. “Não fazer cocô por até 3 dias é totalmente normal, depois disso requer observação”, orienta o pediatra.

Segundo o médico, é preciso prestar atenção no conjunto de sinais que o bebê está dando antes de se preocupar. A obstrução abdominal vem acompanhada de barriga inchada e falta de apetite. “Se o bebê está mamando é porque está absorvendo os nutrientes e, naturalmente, sente fome. Se não está eliminando um dia ou outro é porque não está sobrando nada para ser eliminado”, esclarece o especialista. A soltura de gases também é um indicativo de que tudo está bem.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sobre dietas restritas e as crianças que não comem

Foto: google imagens
Por Fabiolla Duarte (doula, terapeuta corporal e consultora de alimentação natureba para bebês e família).

Crianças, quando filhas de pais que têm uma relação muito seletiva e exigente com a própria vida, com o que lhes dá prazer, com o que lhes nutre no dia a dia e com o que compartilham entre outros que amam, de modo geral, essas crianças, têm a mesma relação com a própria alimentação.

Restritiva, sem prazer e solitária.
Dentro da psicologia humana, alimentação e vida estão diretamente ligadas.
Quer que seu filho coma?
Coma você o seu dia.

Quando uma família opta por uma dieta qualquer, quando muda o que já comia para um novo cardápio, deve fazê-lo de modo que essa mudança signifique mais variedade, mais sabor, mais novidade, mais prazer, mais alegria, mais motivos para estarem juntos e obviamente mais saúde.

Dietas, seja elas quais forem, devem sempre trazer um sentido de liberdade, mudança positiva de paradigma. Aventura e conforto.

Se ao contrário, trazem o peso das proibições, muita restrição, culpa e tensão, por mais que em algum livro de algum renomado nutricionista, ela signifique a saúde eterna, estão trazendo na verdade muita falta de apetite. Infelicidade.

E saúde zero.
Sim, saúde zero.

Saúde tem a ver relação, com gozo celular, com organismo em festa, com serotonina, com papo bom à mesa, com comida gostosinha nos momentos de solidão. Com expansão. Com papilas felizes.

Tabela nutricional é uma coisa linda, mas sozinha, sem felicidade, só serve para enricar os escritores, nada antropólogos, da moda.

Naturebas de plantão: menos seriedade, mais flexibilidade e observação.
Se seu filho não come é porque você também não está comendo mais nada não.
Muito não. Muita proibição.

Comer é com o corpo inteiro.
Com a boca aberta. Boca grande. Boca oval. Boca desejo.
Criança restrita é criança estreita, criança espremida.
Boca pequena, criança retangular.

Encontre a porta do gozo dentro de vossas regras ou mude de direção.
Filho é espelho.
Atenção.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Introdução de alimentos: as cores do mundo

A mãe de um paciente teve a idéia de entrevistar-me na consulta que tiveram sobre as primeiras comidas do bebê. O resultado você confere aqui em um resumo das perguntas e respostas, um guia rápido para introdução alimentar.




O começo


A introdução de alimentos sólidos é recomendada para crianças com mais de seis meses. Até então, o melhor para o bebê é a amamentação exclusiva. Pode acontecer que a criança, antes dessa idade, comece a imitar, a movimentar a boca como se estivesse mastigando, e até pôr coisas na boca. Mas, por outro lado, é uma tendência mundial atrasar a amamentação exclusiva. Na Alemanha, por exemplo, querem prolongar até os oito ou nove meses de idade.

Durante o primeiro ano de vida (e tive pacientes que até um ano não comeram) as necessidades calóricas e protéicas dos micronutrientes, são principalmente do leite materno, e a introdução de alimentos é muito irregular, ao igual que a dentição. Podem aparecer os primeiros dentes com três ou quatro meses, ou pode acontecer depois do 1º ano. A mastigação e os dentes não caminham juntos, a mastigação pode acontecer sem os dentes ou com os dentes.

Gosto da idéia de introdução de alimentos de alguns lugares da África, onde as mulheres começam usando o dedo como colher, porque a criança mantém o contato físico com a mãe enquanto come.




Uma textura apropriada

Temos que pensar que estamos saindo de uma textura líquida, para uma pasta que deva ter uma consistência de purê. Estamos espessando a alimentação. Vejamos: o leite escorre pela boca, o bebê vai fazer um movimento de língua da musculatura do esôfago, para adentro. No começo, podem fazer um movimento com a língua, que coloque o alimento para fora, porque é o mesmo movimento que fazem ao mamar o peito.

Para bebês que tem maior dificuldade, é bom misturar o próprio leite materno para alcançar a consistência apropriada. Com abacate, com abóbora, pode ser usado tanto em frutas, como com raízes, tubérculos, batata doce, inhame e cenoura. Caso perceba que o bebê tem ânsia de vômito, é porque a consistência não está suficientemente pastosa para ele.

Evite usar processador ou liquidificador. Não é proibido usar, mas evite. Porque a idéia não é entrar com sopinhas e caldos tão ralos quanto leite, estamos pensando numa coisa mais espessa. O ideal seria amassar ou raspar, as vezes quando tem pedacinhos há criança que nauseia e vomita, por isso usamos a peneira que acaba sendo melhor do que o liquidificador. Porém se pensar numa textura de purê, se pensa mais numa pasta. Menos mingau e mais pasta.

Então a sugestão é: enquanto o bebê está tentando engolir, se faz uma pasta, e começa por uma fruta e/ou um tubérculo. Quando ele começar a reter essa pasta na boca e mastigar, com ou sem dente, começa a dar outra refeição e folha (verdura). E quando mastigar, quer dizer que está se preparando para uma consistência mais de pedaços, aí começa a deixar mais pedaços.

O primeiro indicador de que a criança está pronta para engolir é começar a sentar. É muito importante ela conseguir ficar nessa postura para conseguir engolir sem voltar. E também tira o excesso de força para cima do esôfago, porque o corpo se sustenta. Quanto melhor ele estiver sentando melhor será para ele comer.

Geralmente esse processo é entre o sexto e nono mês que acontece. A partir do nono mês, você está mais liberado para introduzir vários alimentos, os grãos, como o feijão, ervilha, lentilha, e para quem for dar, carne também.



Novos sabores

O ideal é que o bebê experimente o sabor de cada coisa, o cozimento pode ser todo junto na mesma panela, e é uma opção entrar com uma fonte de proteína que pode ser carne, frango, peixe ou ovo. Segundo a orientação do Ministério da Saúde, pode começar com uma fonte de proteína, uma fonte calórica e uma fonte de fibra.

Primeiro vai ensinar o bebê a engolir, com fruta e tubérculo. Uma vez que esteja engolindo, se começa a dar duas vezes comida para ele. Uma fruta, que pode ser de manhã ou no horário do almoço e uma refeição que pode ser no horário do almoço, ou no jantar. Depois pode introduzir proteína, carboidrato e fibra. Para bebês que mamam no peito, e as mães não comem carne, pode ser adiada essa introdução. E muita gente faz essa opção.

Se a opção for adiar a introdução de carne, tente variar o cardápio de vegetais. Pense no vegetal com varias partes, tem raíz, caule, folhas, flor, fruto, semente.Tente pensar em chegar nesse vegetal inteiro. No começo será impossível, melhor ir devagarzinho. Começar pelos tubérculos, evitar usar sal ou qualquer tempero no começo. Cozinhe, amasse e dê cada tubérculo separadamente. E pode entrar com folhas (verduras) refogadas também. Misturar tudo é algo que as vezes a gente faz. A questão é não criar um hábito só. Não fazer sempre sopa, ou fazer só cozido, ou fazer apenas misturado. Variar é legal.

Os temperos que gosto de indicar são: hortelã, sálvia, salsinha, cebolinha, cebola e alho estes últimos fazer separado pois tem alto grau de micronutrientes.

O leite materno assume o sabor e o cheiro da comida que a mãe está comendo, como forma de preparar o bebê para aquele alimento. Mulheres que comem muito cebola e alho, podem produzir leite com sabor de cebola e alho, que pode fazer com que o bebê prefira esse mesmo elemento. Se for uma alimentação sem carne, os temperos, as ervas, tem micronutrientes, o que sugiro é não encher tudo com sal, e o sal virar o tempero universal. A experiência do açúcar a criança terá pela introdução de frutas.

Os chás interferem muito na captação de micronutrientes, perto do horário de refeição não é bom. Dê preferência a os mais leves, sem cafeína e longe dos horários de refeição. Mas, é melhor usar apenas os terapêuticos se for o caso que o pediatra tenha indicado.


Os cereais

Não é obrigatório oferecer sobremesa mas, é uma oportunidade de oferecer fibra, fruta por exemplo, porque pode acontecer da criança ficar um pouco ressecada neste processo. Tem que oferecer muito liquido, e ter cuidado com alimentos que absorvam muito líquido, como os cereais por exemplo, porque se eles forem pouco hidratados, podem roubar água do próprio tubo digestivo e ocasionar uma constipação.

As linhas de tratamento diferem entre a Ayurvédica, Antroposófica, Homeopatia, e acredito que temos uma mistura étnica muito complexa, mas o cereal era antigamente, introduzido muito cedo. Não tem contra-indicação de se introduzir o cereal cedo, mas precisa hidratar muito bem ele. Por exemplo, se for aveia, usar leite materno para ela ficar bem inchada e não tomar líquidos do organismo.


Proteínas

Particularmente prefiro introduzir proteína animal mais tarde, depois de um ano, como o caso do iogurte. Se for usar leite, de preferência que seja leite materno. E para as mulheres que trabalham é legal, porque pode render muito mais. 50ml de leite materno, misturado com banana e aveia, rende muito mais que 50ml para o bebê tomar, por exemplo.



Água e sucos

Desde que o bebê esteja comendo, pode e deve ser oferecida água. Geralmente prefiro que se for fruta, seja oferecida inteira, e não em forma de suco. As frutas que forem difíceis de serem oferecidas na sua forma inteira ou amassada, como o tamarindo, graviola, podem ser oferecidas em forma de suco, sem adição de açúcares. Podem ser todas as frutas da estação.

A hidratação pelo aleitamento materno continua acontecendo, mas é bom oferecer água em diversas partes do dia.


Cardápio familiar

O que vai acontecer até o nono mês é que a criança cada vez mais, irá pedir a comida que os pais estão comendo, então as crianças com nove meses ou um ano, começam a comer a comida da família, a mãe amassa, dá de outra forma, mas a criança tenta entrar na refeição que a família está comendo.



Dentição

Quando é necessário consultar um dentista? A partir do segundo ano. Acho que de fato, limpeza de dentes, antes do segundo ano a mãe consegue fazer usando uma gaze, limpando o dente e vai tentar utilizar a escova depois do segundo ano. O uso de gaze é mais eficiente. Os dentistas dizem que é bom fazer escovação antes de sair dentes, acho que é uma loucura fazer antes da dentição. Se for para fazer alguma coisa, melhor brincar com o bebê usando o próprio dedo com uma gaze.



É bom lembrar

Não esquecer, nesta fase de introdução de alimentos, que estamos saindo de uma consistência líquida, e vamos espessando a comida, é interessante saber lidar, para que a criança entenda o que é o alimento, ela tem que brincar. A criança vai pegar a comida, vai brincar com a comida,muitas crianças botam na boca, cospem na mão, olham e botam na boca de novo, e tudo isso faz parte do processo, que não é um processo requintando, limpo como é apresentado as vezes.

Para as mulheres que trabalham, sugiro que dêem a refeição principal no horário que ela estiver em casa, porque se trata de um momento de troca, de carinhos, porque para a criança comer é uma brincadeira. Está vendo as cores nos alimentos, como vê as cores no mundo. Então é como se ela estivesse pondo parte do mundo para dentro. Se ela puder fazer isso de uma forma mais amorosa, é uma possibilidade dela desenvolver uma relação mais amorosa com o mundo e com ela mesmo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Introdução de Sólidos – por Dr. González

Foto: google/imagens
"Os conflitos entre a mãe o filho durante a amamentação ou uso de mamadeiras podem ser terríveis, mas ainda bem que são pouco frequentes. A introdução de alimentos sólidos é uma oportunidade nova de perigo e devemos trilhar este caminho com cuidado.
Para esclarecer, quando mencionamos “sólidos”, não nos referimos apenas aos alimentos oferecidos ao bebê com uma colher. Usaremos o termo para referir-se a qualquer comida além de leite humano ou leite modificado, mesmo água, chá ou comidas duras como biscoito.
Muitas mães encontram-se sobrecarregadas de informação a respeito de regras, grandes, pequenas e médias envolvendo alimentação de bebês. Elas recebem conselhos de pediatras e enfermeiros, algumas informações muito mais complexas e detalhadas que aquelas dadas pelos especialistas famosos, palpites de família e amigos, bem como as “conversas de comadre” que alertam sobre evitar comidas “reimosas” ou “incompatíveis”.
Incapaz de seguir todas as regras ao mesmo tempo, muitas vezes a mãe opta por rejeitar todas e fazer somente aquilo que ela quer. O risco é de que ela ignore as recomendações realmente importantes. Para evitar tal problema, vou diferenciar claramente entre as opções onde há um grau de consenso em relação à sua importância (baseadas numa combinação de normas internacionais) e aquelas sugestões que parecem úteis, embora outros profissionais possam ter opções diferentes.

Pontos Importantes
Tenha em mente os seguintes pontos, embora eles não devam ser tomados como dogma:

1. Nunca force uma criança a comer.
2. Amamente exclusivamente até 6 meses (sem papinhas, suco, água, chás, etc.).
3. Aos 6 meses, comece (sem forçar) a oferecer outros alimentos, sempre depois da mamada ao seio. Bebês não amamentados devem tomar 500ml de leite artificial por dia.
4. Introduza os alimentos um de cada vez, esperando uma semana entre comidas novas. Comece com quantidades pequenas.
5. Ofereça alimentos que contêm glúten (trigo, aveia, centeio) com precaução.
6. Quando cozinhar para o bebê, escorra bastante o alimento, evitando encher a barriga dele com água.
7. Espere até 12 meses de idade para introduzir alimentos altamente alergênicos (especialmente laticínios, clara de ovo, peixe, soja, amendoim e muitas outras comidas que já causam alergia em membros da família).
8. Não acrescente sal ou açúcar aos alimentos.
9. Continue amamentando por 2 anos ou mais.
Em algumas situações pode-se introduzir sólidos antes de 6 meses (mas nunca antes de 4): quando a mãe trabalha, por exemplo. Ou quando a criança claramente pede para ser alimentada agarrando o alimento e colocando-o na boca sozinha.

“Oferecer” significa que, se ele quiser comer, o bebê come, mas se não quiser, não come. Muitas crianças recusam tudo menos o seio até 8 ou 10 meses, muitas vezes mais.

Alimentos sólidos são oferecidos depois da amamentação, não antes, e certamente não em substituição à amamentação. Somente assim você tem certeza de que seu bebê tomará o leite de que precisa. Acredita-se que entre 6-12 meses, o bebê precise de cerca de 500 ml de leite por dia. Claro que isso é uma média, muitos tomam mais e outros ficam bem com menos. Uma criança que toma mamadeira pode facilmente ficar bem com 2 mamadeiras de 250 ml ao dia. Não é razoável, porém, esperar que um bebê amamentado tome 250 ml a cada 12 horas; os seios da mãe ficariam desconfortavelmente cheios. Faz mais sentido para bebês amamentados tomar 100 ml cinco vezes por dia, ou 70 ml sete vezes por dia. Certamente você não sabe (ou não sabia antes de iniciar os sólidos) quanto leite seu bebê mama; mas se ele é amamentado antes da oferta de sólidos, você fica tranquila sabendo que ele mama o que precisa.
Que comidas devo oferecer primeiro?
Não importa. Não há base científica que suporte a recomendação de um alimento antes de outro. Se você oferecer frutas primeiro, seguidas por cereal, depois frango, você estará seguindo as orientações da ESPGAN (Sociedade Européia de Gastroenterologia e Nutrição Pediátricas). Mas se você der frango, depois legumes e cereais por último, também estará dentro das normas.
Digamos que você decida começar com banana amassada. Depois da amamentação, ofereça ao bebê uma ou duas colheres. No primeiro dia é sempre melhor oferecer só um pouquinho, ainda que ele aceite bem. Se ele recusar a primeira colherada, não insista, mas continue oferecendo a cada um ou dois dias. Se ele aceitar bem, você pode aumentar a quantidade a cada dia. Depois de uma semana, você pode tentar outro alimento, como batata doce ou abacate. Na semana seguinte, pode oferecer um pouquinho de arroz. Cozinhe arroz (melhor ainda, cozinhe até virar papa), sem adicionar sal. Você pode adicionar azeite (ficará mais saboroso e terá mais calorias).
Esta ordem é só um exemplo, você pode inverter, se quiser. Claro, se alguma das comidas causar diarreia ou outros sintomas, ou se o bebê rejeita veementemente, é melhor esperar algumas semanas. Se uma reação mais severa é observada, como uma vermelhidão na pele, consulte o pediatra.
Também não é necessário introduzir uma comida nova a cada semana. Variedade significa um pouco de cereais, um pouco de legumes, um pouco de frutas – mas não é vital que o bebê coma muito de cada grupo. Maçãs não possuem nada diferente das peras e a maioria dos adultos vive bem comendo apenas dois tipos de ceral: arroz e trigo, deixando o resto para o gado. Se seu filho já come frango, você não estará acrescentando nada ao oferecer novilha. Antes de 1 ano, a introdução de muitos alimentos diferentes somente significa comprar mais bilhetes para a loteria da alergia.
A razão principal de oferecer outros alimentos ao bebê com 6 meses (e não depois) é que alguns bebês precisam de ferro extra. Portanto, seria lógico que comidas ricas em ferro fossem introduzidas primeiro. Por um lado, há carnes com alto teor de ferro orgânico altamente biodisponível. Por outro, há legumes, leguminosas e cereais que contêm ferro inorgânico, mais difícil de ser absorvido a menos que esteja combinado com vitamina C. É por isso que muitos adultos comem a salada primeiro (rica em vitamina C), depois os grãos e legumes, com a sobremesa por último. O que é comumente feito com bebês na Espanha não é uma idéia muito boa, oferecendo a eles somente grãos numa refeição, legumes na outra e fruta na próxima. Quando seu bebê ingere muitos alimentos, é uma boa idéia combiná-los , oferecendo-os numa mesma refeição (não batendo todos juntos no liqüidificador) ao invés de fazer menus monocromáticos (“hora do cereal”).
E se ele não quer comer comida de bebê?
Não se preocupe, isso é totalmente normal. Não tente forçá-lo. Você talvez tenha sido aconselhada a oferecer sólidos antes do peito, assim ele estará com fome suficiente para comer. Isso não faz o menor sentido, uma vez que o leite materno nutre muito mais que qualquer outro alimento. É por esta razão que usamos o termo “alimentação complementar”. Sólidos não são nada mais que um complemento ao leite materno. Se seu bebê mama e depois rejeita frutas, nada acontece; mas se ele aceita fruta e depois não mama, ele sai perdendo. Mais fruta e menos leite é uma receita para perda de peso.
O mesmo vale para leite artificial. Lembre-se de que se você não está amamentando, você precisa dar ao bebê meio litro de leite diariamente até que ele tenha 1 ano de idade. Não é bom negar o leite para que ele coma mais."
Do livro “My Child Won't Eat”, Dr. Carlos González – Tradução de Flavia Mandic

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Amor não é biscoito

 

Como tem sido difícil para muitas mães ensinar aos filhos a importância da boa alimentação. Há pouco tempo para preparar a comida em casa, para estar com os filhos nos horários das refeições, para fazer o lanche que levarão à escola etc.
No mundo da velocidade, ensinar a criança a comer e a conviver com a família em torno da mesa tem sido tarefa quase impossível.
Precisamos reconhecer: a oferta de porcarias deliciosas dirigidas às crianças está muito grande. E esses alimentos são muito, muito sedutores. Lanches dos mais variados tipos, biscoitos coloridos com ou sem recheio, salgadinhos crocantes de todos os formatos e cores, frituras mil, chocolates, refrigerantes e muitos, muitos doces.
Temos tentado resolver essa questão principalmente porque a saúde infantil tem reclamado. Sobrepeso e obesidade, hipertensão, taxas altas de colesterol, doenças do aparelho digestivo e distúrbios alimentares --problemas antes restritos ao mundo adulto-- agora marcam presença na vida de muitas crianças.
Em função desse panorama, vários Estados brasileiros já elaboraram leis para obrigar cantinas escolares a vender exclusivamente alimentos saudáveis e proibir a comercialização de itens gordurosos e industrializados, por exemplo.
Muitas escolas também já começam a oferecer alguns recursos para colaborar com o enfrentamento do problema: contratam nutricionistas, oferecem lanches balanceados, orientam pais e professores, realizam atividades culinárias com as turmas e abordam o tema da alimentação com seus alunos.
A questão é difícil tanto para as famílias quanto para as escolas. Afinal, como ajudar a criança a aprender a comer bem? Vamos tentar localizar alguns focos dessa questão.
O relacionamento entre pais e filhos mudou muito nas últimas décadas. Uma dessas mudanças foi radical: os pais têm receio, hoje, de perder o amor de seus filhos. Antes era o oposto: os filhos obedeciam por medo de perder o amor dos pais.
Dá para entender essa virada: em um mundo de relacionamentos afetivos extremamente frágeis, precisamos ter a garantia da permanência de alguns vínculos. Numa época em que o prefixo "ex" se multiplica na frente de palavras como marido, sogra, cunhado etc., nada como tentar assegurar que o bom relacionamento com os filhos permanecerá.
O problema é que isso tem se concretizado de maneiras equivocadas. Uma delas é a atitude de muitos pais de tentar dar ao filho tudo o que ele quer.
E o que a criança quer comer? Aquilo que achamos gostoso e que oferecemos a ela justamente por esse motivo. Vamos falar a verdade: queremos que as crianças se alimentem bem por questões de saúde, não é verdade? Mas elas logo percebem que o que lhe oferecemos porque consideramos gostoso não coincide com o que queremos que comam porque faz bem.

A mãe de uma garota de menos de dois anos me disse que estava bem difícil fazer a filha almoçar, porque ela só queria biscoito.
Perguntei à essa mãe como a criança descobrira os tais biscoitos e ela me respondeu que ela mesma é que havia introduzido esse alimento em casa. "Por que eu deveria privar minha filha de comer coisas gostosas? Eu só não sabia que ela iria gostar tanto a ponto de passar a recusar as refeições."
E devo dizer: essa mãe permite que a sua filha substitua o almoço e o jantar por biscoitos. "Vou deixar que ela chore de fome?", perguntou ela.
A maior parte das dificuldades alimentares de uma criança tem, portanto, origem no tipo de relação que seus pais estabelecem com ela e também com as escolhas que nós, adultos, fazemos do que consideramos gostoso. É ou não é?
Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação. É autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha), entre outros. Escreve às terças na versão impressa de "Equilíbrio".

terça-feira, 20 de março de 2012

Inauguração do Espaço Nascente

Clique na imagem para ampliar


No próximo dia 31, nasce um espaço para toda a família em São Paulo.
E você é nosso convidado para esta festa tão especial.

Inauguração do Espaço Nascente

Venha participar de atividades gratuitas durante todo o dia.
Vamos reunir mães, pais, bebês, crianças, famílias e cuidadores em uma confraternização receptiva, calorosa e prazerosa.

Montamos uma programação especial para que todos possam conhecer o espaço, seus colaboradores e as atividades que oferecemos.
Esperamos vocês aqui! A casa está aberta!

Inauguração do Espaço Nascente: atividades gratuitas para toda a família
Dia 31/03/2012, das 10h às 18h
Rua Grajaú, 599 - Próximo ao metrô Sumaré - São Paulo


Informações:


No Facebook:


Página do evento do Facebook:





terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mil dias que valem uma vida


Foto: Adriana mãe do Giorgio (3 anos) e Vincenzo (8 meses).

Introdução de outros alimentos durante a amamentação (antes dos 6 meses) altera o paladar e aumenta o risco de obesidade.
Ricardo Zorzetto

Os pais têm uma oportunidade rara de influenciar o desenvolvimento dos filhos e de ajudá-los a se tornarem adultos mais saudáveis. Mas é preciso estar atento e agir rápido. Essa chance surge cedo e dura pouco. Começa na concepção e segue por apenas mil dias – os 270 da gestação mais os 730 dos dois primeiros anos de vida. Em princípio, a possibilidade de fazer uma criança que nasce com boa saúde crescer desse modo e assim permanecer por décadas exige a adoção de medidas aparentemente simples: oferecer proteção e aconchego ao bebê e alimentá-lo adequadamente. A alimentação apropriada inclui uma dieta equilibrada da mãe na gravidez, o aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida e, a partir daí, a amamentação acompanhada de água, sucos, chás, papinhas e alimentos sólidos ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).


A receita não é nova, mas pode evitar problemas graves de saúde mais tarde. Experimentos com roedores indicam que a substituição do leite materno por outros alimentos – outros tipos de leite, inclusive – nessa fase do desenvolvimento altera o paladar e instala no organismo um desequilíbrio hormonal que pode durar a vida toda e favorecer o ganho de peso. Já a nutrição correta reduz o risco de desenvolver na idade adulta obesidade e doenças cardiovasculares, atestam estudos populacionais conduzidos em cinco países em desenvolvimento (Brasil, África do Sul, Guatemala, Filipinas e Índia). Ainda segundo esses trabalhos, o aleitamento exclusivo favorece o desempenho intelectual.


Por algumas décadas equipes desses países, entre elas a do epidemiologista brasileiro César Victora, avaliaram regularmente o crescimento de 10.912 crianças. Aquelas que começaram a receber outros alimentos antes dos 6 meses de idade – o que ocorreu antes do terceiro mês com 69% dos bebês da amostra brasileira – acumularam mais gordura corporal ao longo da vida. E quanto mais cedo consumiam papinhas, sucos e outros tipos de leite mais gordura concentravam, o que eleva o risco de problemas no coração e de acidente vascular cerebral, responsáveis por 30% das mortes no mundo, relataram os pesquisadores em setembro no International Journal of Epidemiology. “O que mais influenciou o acúmulo de gordura não foi a duração do aleitamento, mas a precocidade da introdução de outros alimentos na dieta da criança”, afirma Victora, professor da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.


Há quase 30 anos Victora, Fernando Barros e uma equipe de epidemiologistas acompanham periodicamente a saúde de todas as crianças nascidas em 1982, 1993 e 2004 em Pelotas, município de 330 mil habitantes no extremo sul do país. Esse seguimento de longo prazo, conhecido como coorte, levou Victora e colaboradores de outros países a rever anos atrás o padrão adequado de desenvolvimento até os 5 anos de idade e a propor uma nova curva de crescimento, reconhecida pela OMS em 2006 e adotada por pediatras de mais de 100 países.


As coortes feitas em Pelotas e em outras regiões do mundo mostraram que as crianças que só recebiam leite materno até o sexto mês de vida cresciam em ritmo diferente das que tomavam mamadeira. Bebês que só mamaram ao peito ganharam peso e ficaram mais altos mais rapidamente nos quatro primeiros meses de vida. Depois se desenvolveram mais devagar. “São crianças saudáveis, mas mais magras”, afirma Victora. Já as que receberam leite em pó e outras formulações que tentam imitar o leite humano engordaram mais rapidamente a partir do segundo semestre após o nascimento.


Uma possível explicação para o crescimento acelerado tardio é o consumo de mais calorias que o recomendado. Marina Rea, do Instituto de Saúde (IS) de São Paulo, e Ana Maria Corrêa, da Universidade Estadual de Campinas, verificaram anos atrás que as crianças que recebiam mamadeiras e outros alimentos nos primeiros meses de vida consumiam até 50% mais calorias que o ideal (ver Pesquisa FAPESP nº 123).


“Nunca é demais repetir: o leite materno é o único alimento de que a criança precisa nos primeiros seis meses”, diz Victora. Mais rico em açúcares e gorduras do que o leite de vaca, o leite humano contém ainda níveis adequados de proteínas e outros nutrientes para o bebê, além de mais de uma centena de compostos imunologicamente ativos.


Mesmo assim, não é fácil seguir a indicação da OMS. A participação maior das mulheres no mercado de trabalho, aliada à desinformação sobre como e por quanto tempo amamentar, contribui para que a dieta das crianças mude antes da hora. “Além disso”, conta Victora, “muitos médicos não respeitam a orientação da OMS e introduzem cedo na dieta alimentos desnecessários nessa fase da vida”.


O resultado é que a proporção de mulheres que amamentam exclusivamente ao peito por seis meses no Brasil é baixa, comparada à de outros países. Mas mais alta que a de 10 anos atrás. Hoje 51% das mães alimentam os filhos exclusivamente ao peito nos quatro primeiros meses de vida – eram 36% em 1999 – e 41% amamentam até o sexto mês, segundo levantamento do Ministério da Saúde coordenado pela pediatra Sonia Venancio, do IS. Ainda aquém do desejável, esse índice melhorou muito. Em 1974 metade das crianças recebia só leite materno por 2,5 meses. Esse tempo passou para 14 meses em 2006.


Sonia avaliou dados de 2008 de 34,4 mil crianças de todas as capitais e do Distrito Federal e notou que, apesar da melhora recente, a evolução é lenta. No primeiro mês após o parto 18% dos bebês já tomavam outros líquidos e aos dois meses metade não mamava só ao peito. “Há muito a fazer”, comenta Sonia, que publicou os dados em meados do ano no Jornal de Pediatria.


Os benefícios da alimentação adequada no início da vida não são apenas físicos. Em outro estudo, publicado em fevereiro no Journal of Nutrition, Victora e colaboradores analisaram o desempenho escolar de 7.945 crianças da Índia, da Guatemala, das Filipinas, do Brasil e da África do Sul. As que apresentaram crescimento saudável na gestação, indicador de dieta materna adequada, e nasceram com peso superior ao da média tiveram mais chance de sucesso. Cada 500 gramas a mais de peso ao nascer representaram 2,5 meses a mais de escolaridade na vida adulta e risco 8% menor de repetir uma série. Mesmo as crianças que no parto tinham menos de 2,5 quilos, peso inferior ao desejável, conseguiram bom desenvolvimento intelectual quando, com dieta adequada, alcançaram o ritmo normal de crescimento e recuperaram o peso ideal para a idade até o segundo ano de vida. Nesse período, elas ganharam em média 9 quilos, e cada 700 gramas que cresceram além da média significaram cinco meses a mais de escolaridade.


“Nos dois primeiros anos a criança ainda tem oportunidade de crescer acima da média e se tornar um adulto saudável se, além da amamentação adequada, receber imunização e boa assistência à saúde”, diz o epidemiologista. Nessa fase crucial do desenvolvimento, que Victora chama de “mil dias de oportunidade”, os órgãos ainda se encontram em formação: os ossos estão se alongando, os músculos se fortalecendo e o cérebro ganhando volume (atinge 70% do tamanho final no segundo ano). “A partir do terceiro ano, o crescimento acelerado acarreta o acúmulo de gordura”, explica.


As mudanças que os epidemiologistas observam usando balanças e fitas métricas começam a ganhar uma explicação fisiológica. Experimentos com roedores vêm ajudando a descortinar os mecanismos bioquímicos pelos quais a introdução de outros alimentos no período de amamentação exclusiva leva ao acúmulo de gordura.


Um deles é a mudança no paladar. Em pesquisa orientada por Raul Manhães de Castro e Sandra Lopes de Souza, da Universidade Federal de Pernambuco, a nutricionista Lisiane dos Santos Oliveira interrompeu a amamentação de um grupo de ratos separando-os da mãe no 15o dia após o nascimento, o equivalente a três meses de vida de um bebê humano, e os deixou comer ração à vontade. Periodicamente, os animais foram pesados e o consumo alimentar foi medido, mas não houve diferença de peso nem de ingestão entre os desmamados cedo e os que receberam leite até o 30o dia de vida.


O contraste só apareceu em um teste de preferência alimentar. Assim que os animais atingiram a idade adulta, os pesquisadores deixaram, simultaneamente, duas dietas distintas à disposição dos ratos por alguns dias: a ração padrão do biotério e outra mais palatável (à base de chocolate e avelã), mais calórica e rica em gorduras. Os dois grupos preferiram a dieta mais saborosa à ração comum. Mas os ratos que pararam de mamar antes comeram bem mais, relatam os pesquisadores em artigo a ser publicado na Behavioural Processes. “Embora não houvesse mudança no peso nem no padrão diário de alimentação dos animais, a preferência por uma dieta mais calórica se manifestou assim que esse tipo de alimento se tornou disponível”, comenta Lisiane. “No longo prazo a preferência por alimentos com alta densidade calórica pode levar a distúrbios metabólicos”, diz a nutricionista.


Outro teste feito pelo grupo de Pernambuco mostrou que os ratos desmamados aos 15 dias, quando adultos, demoravam o dobro do tempo para se saciar. Após breve jejum, eles comiam continuamente por 42 minutos, enquanto os animais que receberam leite materno até o 30o dia davam-se por satisfeitos em 23 minutos. Segundo o trabalho, que será veiculado pela mesma revista, os roedores desmamados cedo apresentaram ainda alterações no padrão diário (circadiano) de consumo de alimentos: comiam mais em momentos do dia ou da noite diferentes daqueles em que os ratos amamentados por mais tempo se nutriam, embora o total fosse semelhante.


Por trás das alterações de com¬portamento há mudanças hormonais e metabólicas. Em trabalhos apresentados nos últimos anos no Journal of Endocrinology e no Journal of Physiology, a equipe do endocrinologista Egberto Gaspar de Moura, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrou que o desmame precoce al¬tera a composição corporal e reduz a sensibilidade ao hormônio leptina, que induz à saciedade e à puberdade.


Adotando um modelo experimental diferente do anterior, o grupo do Rio provocou o desmame antecipado aplicando na rata um composto que impede a produção de prolactina, hormônio que induz a secreção do leite, em vez de tirar os filhotes de perto da mãe. Os animais que desmamaram mais cedo chegaram à idade adulta com peso 10% maior, 40% mais gordura total e até 300% mais gordura visceral (que se forma no interior dos órgãos e é mais nociva). Confirmando o efeito deletério da obesidade visceral, os roedores desmamados antes do tempo tinham níveis sanguíneos mais altos de glicose, colesterol e triglicerídeos e taxas menores de HDL, proteína que retira o colesterol do sangue e evita a formação de placas de gordura nos vasos. Reunidas, essas alterações configuram o que os médicos chamam de síndrome metabólica, condição que potencializa o risco de desenvolver diabetes e problemas cardiovasculares.


Os animais que mamaram menos, quando adultos, também apresentavam níveis sanguíneos de leptina três vezes superior ao normal, observou a equipe do Rio. Apesar da quantidade brutal desse hormônio, que é produzido pelas células de gordura e indica ao corpo a hora de parar de comer, a leptina não produzia efeito nesses animais. Após jejum de 12 horas, os pesquisadores deram leptina a dois grupos de ratos: um amamentado pelo tempo habitual e outro cujo aleitamento fora interrompido. Os roedores do primeiro grupo, como esperado, comeram menos, mas os do segundo seguiram se alimentando – sinal de que não respondiam ao hormônio.


Moura observou ainda outro desequilíbrio hormonal: os ratos desmamados precocemente desenvolveram hipotireoidismo. Eles apresentavam níveis sanguíneos 50% mais baixos do hormônio tireotropina, que ativa a glândula tireoide, produtora de hormônios que estimulam o consumo de energia. Segundo o endocrinologista, o hipotireoidismo pode ser consequência da resistência à leptina. Como a leptina age numa região do cérebro chamada hipotálamo, que comanda a produção de outros hormônios (entre eles a tireotropina), a insensibilidade à leptina pode afetar o funcionamento da tireoide. “Aparentemente essa alteração hormonal e metabólica é um fenômeno de programação epigenética [alteração no funcionamento dos genes]”, diz Moura. Mas ainda é preciso comprovar.


Enquanto não se descobre o que dispara essas alterações e como as controlar de modo eficiente, o melhor é prevenir o problema por meio do aleitamento exclusivo por ao menos seis meses. Em Recife, a equipe da pediatra Sonia Coutinho mostrou que é possível estimular as mães a amamentarem por mais tempo adotando ações baratas, como o treinamento de profissionais da saúde, em especial os agentes comunitários do Programa de Saúde da Família, para orientá-las.


Na Universidade de São Paulo, uma equipe do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) tem uma proposta mais ousada, que não previne as alterações metabólicas associadas ao desmame precoce, mas pode amenizar os problemas de saúde por elas provocados. A sugestão é melhorar a dieta do brasileiro incentivando o consumo de frutas, verduras e legumes, que atualmente é inferior a um quarto do recomendado. Uma das razões do baixo consumo é o preço elevado. Rafael Claro, do Nupens, calculou quanto custaria para as pessoas consumir a quantidade indicada desses alimentos, que deveria corresponder a 12% do total de calorias ingeridas. Como resultado, a dieta ficaria 30% mais cara.


Mas, com redução no preço, mesmo os mais pobres poriam mais vegetais no prato. Em 2007, durante alguns meses, a equipe do Nupens montou no Grajaú, um dos bairros mais pobres da cidade de São Paulo, um ponto que vendia frutas e hortaliças por um preço subsidiado. Como se imaginava, o consumo desses produtos aumentou. “O custo desses alimentos é uma barreira importante ao consumo”, afirma Claro. Como saída, ele propõe que o Estado reduza os impostos sobre esses alimentos e sobretaxe os ultraprocessados, que contêm conservantes, corantes e estabilizantes, além de mais açúcar, gordura e sal. “O dinheiro que o Estado deixaria de recolher”, diz, “seria economizado com a redução em tratamentos de saúde”.


Puberdade antecipada


Ação do hormônio leptina em região do hipotálamo desencadeia o amadurecimento sexual
A neurocientista brasileira Carol Elias deu um passo para desvendar um fenômeno que alarma os médicos norte-americanos: a antecipação da puberdade feminina. Carol e equipe identificaram a região cerebral em que o hormônio leptina age e desperta o amadurecimento sexual. É o núcleo pré-mamilar ventral.


Anos atrás surgiram pistas de que a leptina, secretada por células de gordura e conhecida por reduzir a fome, induzia o desenvolvimento dos órgãos sexuais e a fertilidade. Sem leptina, camundongos e seres humanos não passavam pelas transformações fisiológicas que preparam o corpo para procriar.


Quando esteve na Universidade Harvard, Carol, hoje pesquisadora da Universidade do Texas, ajudou a identificar as regiões cerebrais que produzem receptores de leptina, proteínas às quais o hormônio se liga e estimula o funcionamento dos neurônios. Entre as regiões do hipotálamo que expressam esses receptores, chamou a atenção o núcleo pré-mamilar ventral (NPV), grupo de células que se conecta a uma área cerebral que produz hormônios sexuais.


Mas comprovar que a ação da leptina no NPV induzia a puberdade demorou. Convidada a integrar a equipe de Joel Elmquist no Texas, Carol e os pesquisadores José Donato Júnior, Roberta Cravo e Renata Frazão desenvolveram camundongos geneticamente alterados para, em certas condições, produzir receptor de leptina só nesse núcleo. Segundo artigo publicado em dezembro no Journal of Clinical Investigation, fêmeas inférteis entraram na puberdade com o estímulo da produção desse receptor no NPV.


Há uma explicação: os neurônios desse núcleo acionam células secretoras do hormônio liberador de gonadotrofinas que, por sua vez, ativa a liberação de hormônios sexuais. Esse efeito ajuda a entender por que há mais meninas com 7 e 8 anos de idade na puberdade nos Estados Unidos. “É possível que as taxas mais elevadas de leptina nas crianças obesas estejam estimulando regiões cerebrais que normalmente só seriam ativadas mais tarde”, diz Carol.



Pesquisa FAPESP
Fonte: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=4318&bd=1&pg=1&lg=

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Bebê que come papinha dada com colher fica obeso


Mamães, seu bebê é mais esperto do que você pensa quando se trata de aprender a comer comidas sólidas. Aliás, ele é até mais esperto do que você mesma na hora de ser desamamentado.

O bebê que escolhe sua própria comida com as mãos tem menos chance de virar uma criança obesa do que aquele que ficou recebendo papinha de colher da mãe, revela uma pesquisa britânica.

Bebê que se alimentou sozinho comeu mais carboidratos e alimentos saudáveis que bebê que recebeu comida de colher

O estudo foi publicado na revista científica "BMJ Open" por Ellen Townsend e Nicola Pitchford, da Universidade de Nottingham, Reino Unido. A "BMJ Open" é uma revista de acesso público do grupo que edita a prestigiosa "BMJ" ("British Medical Journal").

Foram estudadas 155 crianças entre vinte meses e seis anos e meio de idade; seus pais responderam a um questionário sobre os hábitos de alimentação dos petizes. Desse grupo, 92 eram bebês cujos pais deixavam a seu critério a alimentação.

O bebê tinha uma escolha de alimentos na sua frente e pegava o que queria comer. Isso costuma acontecer aos seis meses de idade. A princípio, o bebê apenas lambe a comida, antes de decidir por mastigá-la.

Os outros 63 bebês não tinham escolha. Era a mãe que enfiava a comida pastosa, as papinhas de vários tipos de alimento, nas suas bocas, com colher, o método do "olha o aviãozinho".
Editoria de Arte/Folhapress

PREFERÊNCIAS

Os bebês que se alimentavam sozinhos, revelou o estudo, comiam mais carboidratos e alimentos saudáveis que os seus colegas que recebiam comida de colher.

Eles também gostavam mais de proteínas e de alimentos integrais do que as crianças que comiam papinha amassada.

Já a turma da colher curtia mais alimentos doces --apesar de as mães oferecerem a eles mais opções de alimentos como carboidratos, frutas, vegetais e proteínas do que a turma que pegava a comida sozinha.

Não deu outra: a turma da colher teve maior índice de crianças obesas do que a que pegava a comida com as próprias mãos.

"Apresentar os carboidratos às crianças em seu formato completo de alimento, como torradas, em vez de em forma de purê, pode ampliar a percepção de características tais como a textura, que é mascarada quando o alimento está na forma de papinha", escreveram os autores.

Segundo eles, pesquisas anteriores já mostraram que a apresentação da comida influencia significativamente as preferências alimentares.

Eles também afirmam que os carboidratos podem ter tido destaque na preferência dos bebês por serem mais fáceis de mastigar do que alimentos como a carne.

"Nossos resultados sugerem que o desmame liderado pelo bebê promove preferências por comida saudável no começo da infância que podem proteger contra a obesidade. Essa descoberta é importante dados os problemas sérios com obesidade infantil que afetam muitas sociedades modernas", escreveram os pesquisadores.

MÃE NERVOSA

A "ansiedade" da mãe em ter um filho em boas condições de saúde pode levar a exageros na alimentação do bebê, segundo Ary Lopes Cardoso, chefe da Unidade de Nutrologia do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP.

"A mãe quer ver o filho gordinho. As crianças ficam obesas pela proteção excessiva."

A orientação que ele e outros profissionais de saúde dão às mães é semelhante à que o novo estudo sugere: a criança tem que mostrar a vontade de comer e ser alimentada adequadamente, sem exageros motivados pela ansiedade.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1045103-bebe-que-come-papinha-dada-com-colher-fica-mais-gordo.shtml

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dose dupla no fim de semana!!!


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Sábado, 03/12/11 - "DO PEITO À PANELA"
Horário: 10h às 17h

Maiores informações, acesse o site: www.atividadesmaternas.blogspot.com
Inscrições: atividadesmaternas@yahoo.com.br
ou ligue: (11) 7737-2922 / (11) 8225-0459

Domingo, 04/12/11 - Shantala com a Priscila Castanho.
Horários: Manhã - 10h às 13h / Tarde - 14h às 17h

**Promoção de aniversário do Abraço Materno***

Ao fazer a sua reserva de vaga para o curso de Shantala do mês de dezembro, ganhe um AROMATIZADOR DE AMBIENTE, na fragrância de Lavada.

Informações:
www.abracomaterno.blogspot.com
abraco.materno@gmail.com
ou (11) 6443-8397

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ultimas Vagas! Do Peito à Panela II

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Agora sobre caminhos

Caminhos para a introdução de alimentos para bebês são muitos. Muitos tanto quanto o número de mães sobre a Terra. Ou de estrelas no céu.

Sim, porque no final das contas, a despeito de pediatras, avós e vizinhos, na hora do perrengue, é a mãe quem inventa seu próprio caminho. Ás vezes escondida, ás vezes militante, é ela quem, ali naquele momento, onde só seu bebê e ela parecem existir sobre a Terra, encontra uma saída. De todas essas, de tantas que há, trataremos de duas: a Antroposofia e a Macrobiótica. Sob o ponto de vista de uma mãe que pesquisa alimentação muito antes de tornar-se mãe.

Também teremos um livreto de receitas especial e criativo para quem gosta de receitas. Um depoimento de superação para quem está na luta da introdução não se sentir sozinha. Estão aí as dicas.

Inscrevam-se.

Última semana de inscrição com valor reduzido.Compartilhem.

Espaço Nascente
Rua Grajaú 599
Próx. Metrô Sumaré

terça-feira, 23 de agosto de 2011

DO PEITO Á PANELA

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Nosso DO PEITO Á PANELA está de volta!


Ainda é o primeiro módulo para quem não pode ir da primeira vez, o que não significa que quem estiver com saudades daqueles dias caloroso não possa participar de novo...`
Todo mundo é bem vindo!


Todas as informações estão em anexo.




Mas repito aqui resumidamente:


Dias 24 e 25 de setembro.
Das 14h ás 18h e das 9h às 13h.


Investimento: R$ 150 até dia 16/09 e R$170 depois dessa data.
Dados bancários na ficha de inscrição.


Para se inscrever preencher a ficha de inscrição e enviar-nos para este email: atividadesmaternas@yahoo.com.br , envie tb junto com ficha de inscrição o COMPROVANTE DE PAGAMENTO




Qualquer coisa, qualquer dúvida, nos ligue


11 7737-2922 Fabiolla
11 8225-0459 Luciana


Estamos muito felizes por ter se interessado pelo workshop “Do peito à Panela”

Abaixo uma ficha de inscrição feita especialmente para te conhecer melhor.

Copie as informações e responda por email: atividadesmaternas@yahoo.com.br

Nome:

Email:

Telefone:

Quantos filhos você tem?

Idade dos filhos:

Teve alguma dificuldade com a alimentação de seu filho ou filha?

Tem algum palpite do motivo dessa dificuldade?

Tem algum alimento que seu filho(a) adora comer?

Qual seu prato preferido?

Gosta de cozinhar?

Cozinha diariamente?

Tem alguma dieta especial?

Qual?

Seus filhos têm alguma dieta especial?

Para você o que seria uma alimentação ideal para crianças?

O que te motivou a participar do evento?

Quer receber futuramente divulgação de outros workshops?

Obs: Traga prato e talher para seu filho(a) e vocês saborearem nossas

receitas!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Muitas novidades nascendo...







M
uitas atividades nascendo, muitas parcerias e muito esforço para plantar em cada envolvido/envolvida a sementinha da vida, a sementinha que nos transformará, nos fará nascer e renascer constantemente.



Encontros mensais:



Slingada e fraldadas, com atividades incríveis para toda família

Curso de Shantala com Priscila Castanho

Workshop do Peito à Panela - Introdução de Alimentos

E muito mais...



Encontros semanais gratuitos, com grandes especialistas:



Encontro de pós-parto, com a psicóloga Cristina Toledano, todas as segundas-feiras, das 14h às 16h

Encontro sobre amamentação com a consultora Andréa todas as terças-feiras, das 14h30 às 16h



Todas as quartas-feiras, das 20h às 22h um encontro diferente!



17/08 - Prática de yoga nidra para gestantes - relaxamento e hipnose

24/08 - Encontro de pais, moderado por Nilton

31/08 - Amamentação (Andrea Santos, fonoaudióloga e consultora em aleitamento materno por IBCLC)




Nos encontros das quartas-feiras, por favor, confirmar presença até às 17h.


Em breve iniciaremos nosso cine canguru e nosso clube do livro...novidades em breve!!!

Até lá!



Espaço Nascente

Rua Grajaú, 599 – Sumaré (próximo ao metrô Sumaré)

(11) 3672-6561 / 2548-6383