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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Maternidade...

Foto/Espaço Nascente: Sylma e o seu  filho o "Cacá"

Por Carlos Eduardo Corrêa, o Cacá, Pediatra e Neonatologista.

Sempre desconfiando das datas com mais cara de shopping que de coração, hoje pensando na minha mãe e na de todos, pensando no trabalho que da ajudar a construir um indivíduo capaz de dizer adeus e ganhar o mundo. 

Trabalho que da se dar tanto para não ser mais necessária. Receber a gratidão de ser capaz de ser livre e viver pelas próprias pernas. Coisa esquisita essa de ser necessária para se tornar desnecessária. 

Para poder se tornar uma lembrança forte, amorosa, um exemplo de amor coisa engraçada essa de ser mãe. 

E ainda assim o maior exemplo do que é o verdadeiro amor. 

Então, que todos possam nesses dias ter a lembrança do que é ser generosa e pensar com carinho em todas as boas memorias que possam ter dessa que foi sua maior inspiração um dia. 

Minha mãe! 
Sua mãe! 

Beijos e parabéns a todas as mães.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Espaço Nascente comemora seu aniversário com semana especial de atividades gratuitas para toda a família

Foto/arquivo: Espaço Nascente
Na semana em que celebra seus dois anos de inauguração (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/2012/03/nasce-o-espaco-nascente.html), o Espaço Nascente abre as portas para receber pais, mães, bebês e famílias em uma programação especial. 

De 21 a 27 de março de 2013, serão oferecidas atividades gratuitas que incluem encontros em grupo para gestantes e mães no pós-parto, encontro sobre amamentação, aulas de yoga para gestantes e bebês, vivências de música, massagem e acupuntura e serviço de máscara de gesso para a barriga (para gestantes). E ainda haverá a exibição de um documentário com debate sobre alimentação infantil e uma oficina de banho relaxante com aromaterapia para bebês. 

“Vai ser uma semana intensa e prazerosa, como foi nosso ano que passou (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/2012/12/espaco-nascente-celebra-2012-e-da-boas.html), para comemorar o que experimentamos e vivemos juntos até aqui e também para darmos as boas vindas a mais um período em que ofereceremos acolhimento, reflexão e diversão para as famílias que recebemos aqui”, afirma o coordenador do espaço, o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, conhecido como Cacá. 

A programação da semana especial de aniversário está disponível no blog do Espaço Mascente e pode ser consultada a seguir. As atividades são gratuitas e serão oferecidas pela equipe de colaboradores do espaço (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/p/equipe.html). É necessário realizar inscrição prévia (com exceção para a Slingada, que é aberta). 

Ao final da semana, serão sorteados diversos brindes para aqueles que frequentarem as atividades e se inscreverem nos sorteios presencialmente, com a organização do evento. 

Semana especial de aniversário Espaço Nascente 
De 21 a 27 de Março de 2013 

Rua Grajau, 599 (Próximo ao metrô Sumaré) São Paulo - SP 

Inscrições e informações: (11) 3672-6561 / (11) 2548-6383 



Programação

Data
Horário
Atividade
21/03/13
13:30 às 16:00

Plantão da Slingada e Fraldada Especial
22/03/13


11:00
Acalanto Especial: vivencia musical na gestação e pós-parto, com Isadora Canto
14:30
Vivência de massagem em bebês, com Priscila Castanho
25/03/13
14:00

Grupo para mães no pós-parto especial: Sobre os ciclos da vida e seus (re)começos: O Pós parto como renascimento. As dores e as delícias de (re)nascer.
16:00 
Vivência de Acupuntura para bebês, com Tatiana Rodello
18:00
Máscara de barriga, com Marina Lettis
18:30
Aula de yoga para gestantes, com Vivi Cabral
19:30
Grupo de gestantes especial. Tema: Do parto ao nascimento.  Participação Dra Betina Bittar (obstetra) e Dr Carlo Eduardo Corrêa, Cacá (pediatra).
26/03/13

11:00
Oficina para pais: “A arte de contar história” com a Elenira Peixoto.
14:00

Encontro sobre amamentação especial. Tema: Volta ao trabalho, com Andrea dos Santos.
16:00

Cine Nascente. Exibição do documentário “Muito além do peso”, com moderação de Daniela Pane.
27/03/13

11:00
Vivência de baby yoga, com Vivi Cabral
14:00
Oficina de Ôfuro do bebê com aromoterapia (máximo de oito bebês), com Laysa Duch.
15:30
Musicalização: “Tocar, cantar e confeccionar um instrumento musical para o bebê”, com Edsangela Holanda.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Espaço Nascente celebra 2012 e dá boas vindas a 2013

Foto: Arquivo
Atividades serão encerradas no dia 19 de dezembro e retomadas em fevereiro.

O Espaço Nascente se despede de 2013 saudando o ano que passou e dando boas vindas para 2013. “Estamos com uma sensação positiva, de crescimento e consolidação do trabalho que fazemos, acolhendo novas famílias, que nascem com o nascimento de seus filhos. Este ano foi muito especial nesse sentido e queremos adentrar 2013 oferecendo ainda mais informação, reflexão e acolhimento para as pessoas que estão conosco e para outras que vão chegar num novo ciclo que começa”, afirma Carlos Eduardo Corrêa, o Cacá, pediatra e coordenador geral do Espaço.

Cacá lembra que este foi o ano muito importante para o Espaço (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/2012/03/nasce-o-espaco-nascente.html), que passou por uma ampliação de suas atividades transformando-se em um centro de referência em acolhimento e reflexão. “Reunimos uma equipe de pessoas competentes e afinadas e isso faz com que o Espaço seja um ambiente ao mesmo tempo sério e descontraído, onde as famílias buscam apoio informativo, mas também festivo e prazeroso”, diz.

As atividades de 2012 do espaço serão encerradas no dia 19 de dezembro. A partir do dia 21 de janeiro, já será possível agendar consultas de pediatria. O consultório volta a atender no dia 23 de janeiro. Os grupos semanais, atendimentos e atividades serão retomados em fevereiro.

A todos que trilham esta bonita história junto com o Espaço e a nossa equipe, nosso agradecimento e os desejos de um 2013 de muitos nascimentos.

* Durante todo mês de dezembro, o Espaço Nascente recolherá doações para bebês e famílias. Fraldas, brinquedos e roupas podem ser entregues no Espaço e serão encaminhados a instituições de caridade.

 
Saber Viver
Cora Coralina

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar


Espaço Nascente.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Meu filho é doente. Ele sofre de infância.

Por Ligia Moreiras Sena

Essa é a parte 1 de uma conversa sobre como estamos transformando crianças normais, inteligentes, criativas e interessantes em pacientes psiquiátricos. Essa primeira parte falará exclusivamente da criança. A próxima falará de todos nós, com um alerta bastante grave. Estejamos atentos, amigos. Muito atentos.

"O mau comportamento do seu filho pode ser uma doença. Leve-o ao médico e peça orientações".

O compartilhamento desse tipo de mensagem é de uma irresponsabilidade sem tamanho.

Incentiva as famílias a medicarem seus filhos, ao invés de se dedicarem ativamente a lidar com suas diferenças.

Centenas de crianças estão sendo medicadas com drogas psicotrópicas para que seus comportamentos sejam moldados ao que espera a sociedade, ao que esperam seus pais, seus professores. Ignorando quem são, como são, como vivem.

Que tipo de mundo é esse que, ao invés de ensinar as crianças a lidarem com suas próprias diferenças, de ensinar a nova geração a desenvolver estratégias de auto-conhecimento e auto-aceitação, as rotulam como pacientes psiquiátricos e preferem aceitar que possuem transtornos mentais?!

Um tipo de mundo que não quer crianças agitadas, críticas, pensantes, desafiadoras, que exijam novas posturas parentais, professores bem preparados, escolas inclusivas. 

Um tipo de mundo que não quer o diferente. Quer o igualzinho. O doutrinadinho. O que não incomoda. O que não perturba. O que não pergunta. O que não desafia. O que não exige inovação, atualização e novas formas de ensinar. O que se comporta exatamente como querem que se comporte.

Um tipo de mundo onde se acredita haver remédio para tudo: para os agitados, para os rebeldes, para os desatentos, para os tímidos, para todos que não seguem a regra socialmente estipulada, a moral reinante. Chegaram a sugerir remédio até para a homossexualidade...

Uma criança indisciplinada que passa a ser rotulada como hiperativa - ou diagnosticada como portadora do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) - transforma-se, no exato momento de seu diagnóstico (ou rótulo), em uma criança com transtornos mentais. Em um paciente psiquiátrico.

Saiba disso, antes de aceitar uma coisa como essa. Sem floreios, sem rodeios.

Você acha mesmo que seu filho tem um transtorno mental? Ou ele está sendo criança? Ou ele tem uma personalidade agitada? Ou ele é diferente do que você imaginava, diferente de você, dos irmãos? Ou ele está te exigindo muito? Ou os professores não estão sabendo o que fazer com ele?

Essa semana, quando vi alguns sites incentivando a medicalização infantil, escrevi um texto que compartilhei em outras mídias, mas agora o trago também para cá.

Estamos falando sobre a medicalização da infância e o excesso de diagnósticos psiquiátricos – como a hiperatividade e o déficit de atenção – e de prescrição de psicofármacos, como o metilfenidato.

Qualquer pessoa que compartilhar a informação de que o comportamento “inadequado” de uma criança pode estar associado a um transtorno psiquiátrico está contribuindo para a psiquiatrização da infância e de comportamentos absolutamente normais, está contribuindo para que nossas crianças sejam vítimas do abuso de fármacos.

Vamos falar então de "crianças que precisam de medicamentos psicotrópicos de fato".

Será que elas existem? Em anos de estudo, pesquisa, interesse pessoal e aulas ministradas sobre tema, tive contato com muitas crianças diagnosticadas como hiperativas e medicadas. E todas - eu disse TODAS - estavam sendo medicadas em função dos desejos, ainda que não manifestos, de seus pais, educadores e outros profissionais. Para a pergunta: "Por que você o levou no psiquiatra?" ou "Por que ele está sendo medicado?" as respostas mais comuns - muitíssimo comuns - são: "Porque ele estava me deixando louca!", ou "Porque ele não se adaptava à escola de jeito nenhum", ou "Porque ele não parava quieto", e afins.

Nenhum desses motivos representa qualquer indicativo de transtorno mental.

É preciso SEMPRE lembrar que ser diagnosticado com hiperatividade É TORNAR-SE UM PACIENTE PSIQUIÁTRICO. Aquela criança, que já é vista como problemática, de uma hora pra outra passa a ter um TRANSTORNO MENTAL, passa a ser um PACIENTE PSIQUIÁTRICO.

Vamos pensar no que isso pode causar à autoestima dessa criança, desse adolescente?

Vamos pensar o que se tornar dependente de medicação tarja preta (que é uma droga psicotrópica) fará com essa criança? O estigma que vai acompanhá-lo? As alterações neuroendócrinas?

E por que? Porque ele era ativo demais, agitado demais, dava trabalho.

Quando dizermos "ativo demais" estamos comparando-o a outras crianças, ditas "normais".

O que é a normalidade? Para mim, normal é ver criança ativa, não criança dopada.

Não há um consenso do que seja a normalidade. Eu sou normal, você é normal, e somos muito diferentes. E por que somos diferentes um precisa de medicação e o outra não?

E se eu, que sou muito agitada, tenho pais que sabem lidar eficientemente com minha agitação?

E se eu estou em uma escola que respeita minhas diferenças?

Então eu escapo do medicamento psicotrópico.

Mas se eu não tenho nada disso, então serei medicado para me enquadrar numa normalidade que não existe.


Sofro muitas vezes: uma vez por não contar com condições que acolham minha diferença (pais e escola preparados), outra vez por ser rotulado psiquiatricamente, outra vez por ser medicado e ter todas as minhas funções mentais alteradas (porque é isso o que faz uma droga que age no cérebro), e outra vez porque me tornarei dependente (sim, me tornarei), e mais uma vez no futuro quando, afastado da medicação, eu não souber lidar com minha agitação, com minha diferença, apenas porque ao invés de me ajudarem a lidar com ela, me medicaram.

Falando de evidências científicas, existem artigos experimentais mostrando que o uso de metilfenidato na infância (a Ritalina, Concerta e afins - olha o nome, Concerta... como se estivesse quebrado) predispõe ao abuso de álcool na idade adulta, principalmente no sexo feminino. E outros ainda afirmam que o diagnóstico de hiperatividade na infância está associado ao diagnóstico de depressão no futuro. Não precisamos recorrer ao cérebro pra entender como a hiperatividade se transformou em depressão, basta entender o que viveu essa pessoa a ponto de ter se tornado deprimido. Mas recorrendo ao cérebro, a mudança que a droga promove pode mesmo disparar um gatilho desconhecido e, no futuro, causar um outro transtorno psiquiátrico.

Vamos falar de história? Por que a descoberta desse transtorno é tão relativamente recente? Porque hoje temos drogas que controlam esse comportamento. Então, em termos bem gerais, o metilfenidato não cura ninguém, não trata ninguém. Ele só MODELA a criança, a pessoa, ao que esperam dela. É como se, tendo febres fortes recorrentes, apenas déssemos antitérmico a vida inteira, sem saber o porquê da febre. Por que uma criança é agitada? Por que ela está com dificuldades de adaptação? Como canalizar a agitação? Como ensiná-lo a lidar com isso? São perguntas que cujas respostas necessitam de uma postura ativa. Que nem sempre existe...

Quem trabalha nessa área diz que o Calvin (aquele personagem, amigo do Haroldo) é o símbolo da criança dignosticada como hiperativa. E que criança interessante! Além de ser agitado, Calvin é questionador, problematizador, respondão e arteiro. Coisas de criança saudável, muito saudável, não doente. E já notaram como são seus pais? Entediantes, rabugentos, nunca brincam com ele, estão sempre alheios, em suas atividades, sempre criticando ou gritando com ele. Isso não é coincidência. Em uma das tirinhas, Calvin aparece sendo medicado: ele não brinca mais, não cria mais, não é mais interessante e sua imaginação foi morta – representada pelo desaparecimento do amigo imaginário, seu bicho de pelúcia Haroldo, que em condições normais tinha vida.

É isso o que acontece com crianças medicadas com modeladores do comportamento.
O dia em que eu encontrar uma criança que realmente tiver um transtorno como esse, a ponto de conseguir ver nele um paciente psiquiátrico, poderei rever essa posição.

Eu ainda não encontrei essa criança.

Embora já tenha encontrado tantas medicadas...

 



Fonte: Fonte: http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2012/07/meu-filho-e-doente-ele-sofre-de.html



quinta-feira, 12 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dois anos juntos ...



“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

Cora Coralina

É com grande alegria que comemoro com vocês dois anos deste blog!

Obrigado a todos que estiveram por aqui nos visitando, dando apoio, comentando, enfim todos que contribuíram para construir este espaço.

Criou-se assim uma oportunidade de comunicar pensamentos e sentimentos sobre o nascer e o crescer, sob a ótica do amor. Ou ainda, poder expor idéias alheias, às vezes favoráveis, outras contrárias as minhas, mas respeitando assim a engrenagem do mundo, que com certeza busca um renovado olhar sobre a infância.

Agradeço a todos que o compartilham comigo!
Um grande abraço.

Dr. Carlos Eduardo Corrêa (Cacá)