RITA LISAUSKAS
21/04/2016 | 12h15
---
Veja matéria original
Será dia 08/10/2011 das 13:30 as 17h
A Slingada é um evento mensal, realizado em todos os primeiros sábados do mês, gratuito, que foi criado há quase sete anos para divulgar o uso de carregadores de bebês e dar apoio aos slingueiros.
Se vc tem um carregador e não consegue usar , no encontro, os pais podem experimentar, aprender e adquirir os diversos tipos de carregadores, além de aprender várias posições de uso e tirar todas as dúvidas sobre a utilização dos slings.
Sling é o nome que se dá a vários tipos de carregadores. Os modelos mais conhecidos são os de argola, sem argola, fast wrap, wrap, Mei T ai, Kepina. Mas existem muitos outros.
O objetivo do evento e orientar e dar dicas de como usar de uma maneira segura e confortável os diversos tipos de carregadores. Nos encontros, são oferecidos vários tipos de instruções, como, por exemplo:
- Posições adequadas para recém-nascidos (primeiro trimestre);
- Benefícios do uso para o desenvolvimento do bebê;
- Indicação de carregador adequado para cada fase de desenvolvimento dos bebês;
- Alertas sobre produtos de procedência duvidosa, argolas inadequadas e tecidos impróprios para confecção dos carregadores.
Além disso, a slingada funciona como um encontro de mães e pais com pensamentos semelhantes e que acreditam que colo e bebê foram feitos um para o outro e que o sling, além de facilitar este colo, é uma espécie de útero com janela, pois mantém e desenvolve o vínculo entre mãe ou pai e seus bebês.
Como na semana do dia 10 a 16 é comemorado a Semana Nacional de Incentivo Sling e no dia 12 comemoramos o dia das Crianças, preparamos algumas atividades especiais, sendo:
O Objetivo do Ateliê Sensorial e fazer com que os adultos vivenciem sensações dos bebês, sendo estimulando os seus 5 sentidos.
13:30 às 17hs - Dia de Brincadeiras: Para as crianças "slingadas" ou não, com o Clube do Brinquedo, monitores junto com os papais vão coordenar as brincadeiras.
Um brinde especial para vocês!! Convites gratuitos para sessões do CineMaterna
Onde:
Espaço Nascente
Endereço: Rua Grajaú, 599
Próximo a Av e Metrô Sumaré
Tel.: (11) 3672-6561 / (11) 2548-6383
Horário das 13:30 as 17:00 horas
O evento é totalmente GRATUITO e aberto para mamães, papais, bebês e seus convidados. Traga um lanchinho para compartilharmos.
Ajudem a divulgar o evento.

Todo o conhecimento sobre a infância, se baseia na importância que o brincar tem para a criança como forma de conhecer, explorar, conquistar, reconhecer o mundo. Quando estas brincadeiras são feitas com quem mais se ama, o beneficio é ainda maior, pela segurança que a criança desenvolve durante seu crescimento e desenvolvimento.
Entendemos então, cada vez mais, a importância que os pais brinquem com seus filhos. O brincar para a criança é a forma, é o meio pelo qual ela descobre e explora o mundo. Se esta descoberta é sustentada pelo amor dos pais, consegue-se a segurança necessária para esta incurssão.Descobrir o mundo com a certeza do amor dos pais é a coisa mais bela, e que sustentará esta curiosidade.
Não consigo imaginar que as crianças desaprenderam a brincar, mesmo porque faz parte do universo infantil lidar com a realidade de forma lúdica, ou seja, brincando. Talvez pudéssemos dizer que os adultos estão perdidos em como brincar com as crianças. Ou ainda, fantasiando uma forma complexa de brincar, perdendo a simplicidade de simplesmente brincar. Como se tivesse que aprender a estar com crianças. Não ha necessidade de estar pronto para isto, basta ser presente. Por isto sinto que este pode ser o efeito nas crianças de ficarem guardando o tom que estes adultos vão dar para as brincadeiras, e ai sim perdendo a espontaniedade.
Os pais irão acompanhando e conhecendo a progressão deste explorar dos seus filhos tornándo-se mais amigos deles.Portanto é claro que isto irá aumentar seus vínculos. Estas brincadeiras devem começar desde recém-nascidos e nunca devem acabar, pois estamos falando da construção de uma longa amizade, que pode conter a alegria de brincar sempre!
Num domingo desses, a publicitária Luciana levou o sobrinho para o playground do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Atordoado com tanto espaço e sem professor, monitor ou animador por perto, o menino perguntou: "Tia, que é que eu faço agora?". A tia, que passou a infância no interior, e nunca teve essa dúvida quando criança, claro, ficou perplexa. "Ah, menino, vai brincar. Agora eu vou ter de ensinar criança a brincar?" Pois é. Parece que as coisas passaram tanto da medida que, sim, nós, adultos, precisamos lembrá-las de como inventar as próprias brincadeiras. Na escola e nos cursos, tem hora certa para brincar de boneca, pular corda ou jogar xadrez, sempre sob a supervisão de um monitor.
Atividades programadas têm seu papel, óbvio. Mas o trabalho da criança é brincar. Livremente. E os adultos têm um papel fundamental na brincadeira. Mas não só o adulto que é pago para isso. Seu filho quer brincar com você, pai e mãe. E também com a tia, os avôs, as avós... E cada vez que você topa entrar na brincadeira seu filho ganha, mas você também. Ele sente que você tem tempo para ele, se sente amado, feliz.
Se você se der o direito de virar criança um pouco com ele vai sentir os efeitos: brincar conecta, relaxa, abre novas possibilidades de entendimento, troca de papéis, é uma delícia. "A brincadeira é fundamental entre pais e filhos, não só porque os primeiros transmitem às crianças a cultura da brincadeira, ensinando-as a brincar, como estreitam os vínculos permitindo que se estabeleça uma relação afetiva. Também ajuda no desenvolvimento intelectual, afetivo, motor e social dos pequenos", explica a pedagoga Maria Angela Barbato, filha de Rosina e Luís.
Então, a melhor maneira de dar mais tempo para seus filhos é brincando. As crianças experimentam a ideia do tempo por meio da brincadeira, segundo uma pesquisa desenvolvida pela Nestlé, com foco na observação de crianças de 4 a 11 anos em escolas públicas e particulares de São Paulo e também em uma creche. O objetivo da pesquisa foi analisar essas crianças brincando em uma grande metrópole. Um dos aspectos que mais chamaram a atenção da pesquisadora Paula Pinto, mãe de Maria Luiza e Gabriela, antropóloga responsável pelo trabalho, foi a relação das crianças com o tempo nas brincadeiras.
É no ato de brincar que elas podem se transformar no que quiserem: bicho, adulto, mulher ou homem, voltar a ser bebê. Para Paula, as crianças também sabem que o tempo passa e não volta mais. “Há uma sensação de irreversibilidade em relação ao tempo, percebida na fala delas, como 'infância é alguma coisa que passa rápido', 'que a gente tem de aproveitar' ou 'que não volta mais'. É como se as crianças, ao viverem um momento em que é permitido brincar, vivessem em um mundo que é só delas”, afirma a antropóloga.
Muito ajuda quem pouco atrapalha
O excesso de zelo dos pais pode atrapalhar as crianças em suas brincadeiras. Uma pesquisa realizada pela marca OMO em quatro países, Brasil, Argentina, França e Reino Unido, revelou que aqui os pais se preocupam muito com a segurança das crianças durante as brincadeiras. Cerca de 82% dos pais brasileiros entrevistados alegaram preocupação com a possibilidade de as crianças se machucarem, o que acaba sendo um impedimento na hora de deixá-las experimentar coisas novas. Nos outros países participantes da pesquisa o número cai para 69%.
Os índices de violência, principalmente nas grandes cidades, e o fato de os pais passarem muito tempo longe dos filhos, contribuem, sem dúvida, para esse excesso de zelo. De acordo com Jerome e Dorothy Singer, professores de psicologia da Universidade de Yale (EUA) e coordenadores desta pesquisa da OMO, é fundamental que as crianças vivenciem experiências novas que envolvam um certo risco, desde que com supervisão e regras claras. Para a gerente de marketing da marca, Regina Camargo, mãe de Margarida, Theodoro e Irene, as crianças brasileiras poderiam ser mais incentivadas a participar de jogos ao ar livre.
Brincadeira é coisa séria
Muito séria. Brincando se explora o mundo, se constrói o saber, se aprende a respeitar o outro, além de desenvolver o sentimento de grupo e ativar a imaginação.
Para a psicóloga e consultora da fabricante de brinquedos Hasbro, Eliana de Agostini Rolim, mãe de Julia e Rafael, o brincar é uma necessidade básica da criança, assim como a nutrição, a saúde, a habitação e a educação. Para ela, é fundamental que os pais possam destinar algumas horas para brincar com a criança.
“No brincar a criança tem a oportunidade de expressar seus sentimentos, anseios, desejos, necessidades, alegrias e tristezas. É nessa brincadeira que a criança aprende a negociação de regras de convivência, e a representação dos seus sentimentos. Brincando de escolinha, casinha, dentista, ela representa e interpreta o mundo adulto. É interessante observar a criança brincando”, completa a psicóloga.
Não só observar, mas garantir seu espacinho na brincadeira. Especialistas afirmam que a participação ativa dos pais fortalece a segurança e a autoconfiança das crianças em suas experiências e descobertas, além de estreitar a relação. E caso os pais tenham se esquecido de como brincar ou se sentem inseguros sobre as brincadeiras mais apropriadas, já existem especialistas que podem dar uma ajuda.
Na Academia Boobambu, voltada a atividades infantis, em Brasília, uma das palestras mais procuradas pelos pais é “Como estimular seu filho brincando”, que orienta sobre as fases de desenvolvimento das crianças, as melhores brincadeiras para cada faixa etária e sobre a importância de brincarem juntos.
Para a educadora Silvia Lobato, filha de Gabino e Ivone, responsável pelo curso, as brincadeiras ajudam os pais a interagirem e conhecerem melhor seus filhos. “Muito mais do que passatempos, essas atividades próprias da infância colaboram na organização da rotina das crianças e as prepara para a vida adulta. A brincadeira é indispensável no contexto familiar”, completa a educadora.
Para o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, filho de Sylma e Victor, o brincar para a criança é o meio pelo qual ela descobre e explora o mundo – e se essa descoberta for sustentada pelo amor dos pais, os benefícios só aumentam. “Descobrir o mundo com a certeza do amor dos pais é a coisa mais bela e que fará com que a curiosidade se prolongue”, afirma o pediatra. Então, aproveitando o mês das crianças, dê esse presente, o melhor de todos: brinque bastante com seu filho.
Brincar com seu filho
*Quando?
A toda hora, até mesmo antes de nascer.
*Onde?
Em qualquer lugar. Os bebês já brincam dentro da barriga das mães.
*Como?
Deixando a criatividade fluir. Pergunte ao seu filho, ele é a melhor pessoa para responder esta pergunta.
*De quê?
De tudo, com brinquedos, sem brinquedos, de correr, de pular. Não há limites para a imaginação nas brincadeiras.
*Por quê?
Porque o brincar ajuda, entre outras coisas, no desenvolvimento de importantes funções mentais, como o raciocínio, a memória, a concentração, a simbolização e a linguagem. E porque brincar é bom demais.
10 dicas pra brincar melhor com seu filho
*Conversem e se toquem
*Não rotule
*Cultive a organização, ensinado-o a guardar os brinquedos, por exemplo
*Deixe que a criança tome a dianteira
*Pesquise um pouco mais sobre o desenvolvimento infantil
*Arrume tempo para brincar
*Não tenha preconceitos
*Não tenha pressa
*Tenha muita disposição
*Vire criança novamente
10 melhores brincadeiras pra fazer com seu filho (e o que ele aprende)
1. Jogos de faz-de-conta
Dá à criança a oportunidade de aprender sobre relacionamentos e interação social
2. Exploração do corpo com os pais
Estimula a consciência corporal
3. Dançar
Deixa as crianças mais livres e mais soltas
4. Imitações
É um ótimo exercício de observação
5. Brincar de boneca
A criança pode experimentar atividades que, na vida real, não seriam possíveis
6. Inventar histórias coletivas
Favorece o convívio social, e as crianças aprendem a trabalhar em grupo
7. Caça ao tesouro
Desenvolve o raciocínio sem que pensar se torne uma tarefa chata
8. Jogar e ensinar jogos de tabuleiros ou de ação para os mais velhos e aventureiros
Possibilita agir para ver resultados
9. Ensinar jogos de Internet
Favorece a interação entre pais e filhos
10. Andar de bicicleta
É uma atividade física, e os benefícios são comprovados cientificamente