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sexta-feira, 9 de junho de 2017

4 coisas que toda mãe e pai precisam saber sobre febres, gripes e resfriados

Foto do site do Ministério da Saúde

1) A febre pode ser um sintoma positivo. 

"A febre, em princípio, é sempre boa. Ela tem um papel fundamental na dinâmica do nosso sistema imunológico, ativando a liberação de anticorpos e de outras substâncias de defesa que vão permitir ao organismo lidar com possíveis “invasores”. Hoje sabe-se que é esse mesmo calor que inibe o crescimento de bactérias e aniquila os vírus, ou seja, o calor põe tudo no lugar, renova o organismo. Isso já foi amplamente reconhecido pela comunidade científica tradicional. A cultura do medo da febre e a tendência de combatê-la rapidamente instalaram-se em nossa sociedade nos últimos 50 anos em virtude de uma grande estratégia de marketing da indústria farmacêutica. Considero esta tendência muito nociva para a nossa saúde. Em minha opinião, a febre é um fenômeno relacionado ao desenvolvimento da nossa individualidade. Essa é a grande tarefa da febre na nossa vida. E não é à toa que a maioria dos episódios febris ocorre do nascimento até os 7 anos."

De acordo com Samir Rahme, ex-presidente da SBMA e médico antroposófico com muitos anos de experiência – muitos deles dedicados à compreensão do papel da febre no equilíbrio de nossos processos vitais.

2) As doenças podem ter origens emocionais necessárias para o crescimento

"Ficar doente e ter febre gera uma desorganização corporal que possibilita a reorganização, ou seja, crescimento. Quando ela tem que fazer a adaptação do seu ritmo biológico individual com sua rotina, ou seja, comportamento social, pode surgir o adoecer. Esse é um dos motivos que faz pensar o porquê das crianças adoecerem quando começam a ir para escola. Será uma experiência grupal aonde a individualidade terá que conviver com a sociabilidade", analisa Cacá em um pequeno artigo sobre as doenças da infância.
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3) Agasalhos e proteção ao frio não previnem doenças

O tempo frio aumenta a incidência de crianças com febre e doenças respiratórias porque é uma condição apropriada para os vírus. Mas o frio em si não causa nenhuma doença. De acordo com Dráuzio Varela:  "A partir dos anos 1950, foram realizadas diversas pesquisas para avaliar a influência da temperatura na incidência de gripes, resfriados e outras infecções das vias aéreas. Nesses estudos, geralmente realizados nos meses de inverno rigoroso, os voluntários foram divididos em dois grupos: no primeiro, os participantes passavam o tempo resguardados em ambientes com calefação, sem se exporem à neve ou à chuva. No segundo grupo, os participantes eram expostos à chuva, à neve e aos ventos cortantes. Nenhum desses trabalhos jamais demonstrou que a exposição às intempéries aumentasse a incidência de infecções respiratórias. Ao contrário, diversos pesquisadores encontraram maior frequência de gripes e resfriados entre os que eram mantidos em ambientes fechados."


4) Doenças são oportunistas e não gostam de contentamento

Como relata Sônia Hirsch: "Escrevi para minha amiga Lena Peres, médica infectologista, que respondeu: “A melhor recomendação é evitar aglomerações, fazer uma boa hidratação e cultivar o contentamento – virtude que aumenta as defesas do organismo.”
Grande sabedoria!

O ar que circula num ambiente cheio de gente não é mesmo lá grande coisa, e pode sim estar cheio de agentes irritantes para as mucosas do pulmão, além de micróbios de todo tipo e tamanho.

Boa hidratação significa água em quantidade, água que limpa, lava, refresca, ajuda a renovar as células e é essencial à vitalidade de todos os tecidos, inclusive respiratórios.

E o contentamento, bem... O contentamento é simplesmente uma das chaves da vida (...) Gripes acontecem quando o estado geral de cansaço, poluição e muco interno transborda. As mucosas já estão inflamadas. É isso o que dá oportunidade ao pobre do vírus, coisinha ridícula que nem corpo tem, e a bichos maiores e mais ocultos, diria mesmo ocultíssimos, como lombrigas, amebas, giárdias, solitárias, estrongiloides, oxiúros, tricuros, fascíolas e muitos mais, que se estabelecem em qualquer parte de nós e se multiplicam, com larvas que muitas vezes atravessam o delicado tecido do pulmão e coisas piores. Qualquer pneumonia sem causa óbvia obriga a investigar a "síndrome de Loefler", ou: presença de infestação  por helmintos possivelmente afetando o pulmão."

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Entrevista com Cacá para o Diário da Região - Pediatria Humanizada na Revista Bem Estar




Hoje, o senhor é uma referência quando se fala em atendimento pediátrico humanizado. Na sua opinião, qual é o seu diferencial?

Quando se fala em atendimento humanizado está se falando de um modelo de atendimento baseado na escuta e na informação válida para aquela família. Envolve tempo e disposição para ouvir antes de falar. É natural para muitos médicos dispor de pouco tempo para uma consulta que trata tecnicamente uma questão de doença e não de saúde. O ensino médico, os planos de saúde e por vezes os próprios pacientes contribuem para esta visão. Romper com esse modelo não é fácil e se colocar a disposição para ouvir traduz o espírito do que é o atendimento humanizado.

O ganho que se tem em poder estabelecer um momento de troca é o maior presente.

O senhor trabalha com a construção da consciência da importância de se estabelecer uma relação de prazeres da mãe com seu bebê. O que seria isto na prática?

Se tornar mãe é imenso, é transformador, é mágico. Pode ser uma experiência de imenso prazer quando nos deixamos conduzir por este caminho. Poder se rever como ser humano, como cidadã e como mulher para reencontrar o significado da própria existência. O caminho interno é natural. Poder olhar seu bebê igualmente possível como um ser humano melhor, um cidadão melhor. Poder contribuir para a construção de um mundo melhor.

Não quero falar aqui de perfeição nem de certos e errados, mas sim de amor. Se estamos livres para viver este amor materno na sua plenitude esta relação de prazeres mútuos se estabelece naturalmente. Muitas vezes não é fácil chegar neste lugar, mas entendo que é possível e que o principal papel do pediatra é auxiliar nessa construção de uma relação de prazer. Por isso entendo que depende de muita escuta, pois as mulheres podem estar pressionadas a fazer a coisa certa que nem sempre é o mais amoroso para aquela família naquele momento. Poder optar pelo caminho amoroso é a melhor saída. E conseguir perceber esta possibilidade e seguir em frente garante mais prazer na construção de uma maternidade mais ativa e prazerosa.

Quantos anos de carreira o senhor tem? Tem uma média de quantas crianças já atendeu?


Tenho 27 anos de profissão e muito tempo como neonatologista e intensivista neonatal. Como pediatra de consultório 10 anos. Acredito ter atendido entre sala de parto, UTI Neonatal e consultório cerca de 10000 crianças. 

Desta crianças, tem algum atendimento que o senhor nunca esqueceu? Por que?

Lembro-me de vários atendimentos por varias situações. Em especial de um num PS público quando entrou no consultório o pai e a criança de 5 anos. Um senhor bastante simples e um menino com um olhar curioso. O pai parecia um pouco nervoso, talvez por estar no médico. Já era uma situação especial por ser raro o pai levar seu filho em consulta. E conforme conversávamos o olhar para seu pai daquele menino. A importância de estar havendo respeito mútuo entre eu, pediatra e aquele senhor. O menino observando esta interação entre o medico e seu pai e guardando internamente esse momento em que seu pai se sentia acolhido na consulta. Não sei se consegui transmitir quão importante, quão significativo foi para mim me dedicar a estar presente ali. E a beleza do olhar do menino.

O senhor coordena o Espaço Nascente. Como surgiu a ideia de criar este espaço?

Espaço Nascente surgiu num momento que senti que as famílias precisavam de um lugar acolhedor para esse novo modelo familiar onde a gestação, o parto, a amamentação e a criação com apego estão sendo revistos como novas possibilidades de construção familiar. Poder dividir essa experiência com profissionais que acreditam nessas possibilidades como um parto natural, e com famílias que estão nessa mesma busca. Sair do isolamento que esta opção pode gerar, já que não é comum.

Seu espaço conta com a musicalização para bebês, por exemplo. Me fale sobre os benefícios?

A criança é essencialmente sensorial e freqüentemente sem ritmo estabelecido. Construir uma relação de prazer com a musica, com os ritmos, explorar a possibilidade de gerar sons de diversas naturezas é uma delicia, principalmente na infância. Os bebês são grandes exploradores e buscadores de novas possibilidades e quando encontram prazer nesse caminho é muito mágico o que acontece.

O senhor também é um grande incentivador da amamentação. Por que? Na sua opinião, até quando um bebê precisa ser amamentado?

Amamentação quando está bem, quando houve o encontro corporal da mãe com seu filho é uma experiência de muito prazer mútuo. Como estamos falando desta possibilidade de uma experiência de prazer e não de uma mulher com obrigações como mãe, através da amamentação se inicia esse caminho. Não é fácil e tem muita chance de não dar certo pois tem muitos contras no caminho desta mulher. Seu leite é fraco! Você tem pouco leite! De novo no peito? Você vai ficar escrava deste bebe ! e tantas outras coisas que esta mulher vai ter que lidar para conseguir amamentar. Poder ajudar a achar um jeito que seja bom para ela e para seu filho é o principal trabalho do pediatra. A mulher e o bebe devem mamar enquanto estiverem vivendo este momento de prazer mutuo que pode durar 2 anos ou mais. Não tem que durar este tempo, mas pode ir ate lá.

Por ser um neonatologista, o senhor também incentiva o parto humanizado. Como preparar as mães num país conhecido pelo alto número de cesáreas?

A experiência de viver um parto ativo é maravilhosa e transformadora. Se descobrir capaz de gestar, parir e nutrir podem ser a experiência mais mágica da vida desta mulher. Eu recomendo sim! Saber escolher uma equipe favorável ao parto natural e que prepare no pré natal esta família para viver esta experiência é fundamental para dar certo. Na sala de espera deste profissional deve haver mulheres que tiveram este parto e podem falar dele. Durante a consulta este assunto deve ser tratado em todas as consultas O profissional de parto que faz parto normal e natural costuma desmarcar consultas já que parto é imprevisível

A mãe tem uma ligação intima com o bebê desde a gestação. Neste cenário, qual é o papel do pai?

O papel do pai é ser pai e não ajudante de mãe. É também se transportar para este novo lugar e se transformar como ser humano e cidadão. Poder estar presente nos vários momentos desde o parto ate a idade mais adulta de seu filho, acolhendo esta criança nas suas constantes experimentações da vida. Na alegria e na tristeza. Na saúde e na doença.

Não tem um jeito certo, um modelo ou uma técnica. O que tem é que se arriscar e estar presente dando banho, trocando fralda, atendendo seu filho de madrugada. Assim se constrói a paternidade de forma mais ativa.

A escolha do pediatra para alguns pais não é uma tarefa fácil. Qual dica o senhor dá para os pais de Rio Preto nesta hora.

Me formei em Ribeirão Preto e conheci muitos pediatras que me ajudaram a decidir qual caminho seguir. Sei que Rio Preto tem uma boa escola de maedicina e que conta com excelentes profissionais. Encontrar um profissional que troque informações que lhe façam sentido e que tenha escuta é o melhor caminho.

O senhor indica consultas pediátricas em grupos familiares. Como funciona? Quais são os benefícios?

A consulta em grupo é rica em trocas e possibilita discutir vários assuntos, inclusive questões que nem tinham sido pensadas por alguns dos presentes. É uma situação de muita troca e possibilidade de empatia por perceber que as questões em varias famílias podem ser parecidas. Geralmente são 6 familias que trazem perguntas e vamos conversando sobre elas, por mais ou menos 2 hs. Depois examino cada criança.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

O não fazer pode ser tão técnico como o fazer!

Foto: arquivo
Por Carlos Eduardo Corrêa, o Cacá, pediatra e neonatologista.

Foi mágico em São José dos Campos/SP, um Simpósio de Humanização de Parto e Nascimento.

Pude falar pela primeira vez que a escolha informada de não pingar colírio, de não aspirar bebês e de não dar vitamina k injetável pode ser tão técnica quanto o de fazer. Quem inventou que humanização dos cuidados do bebê é isso?

Socorro! Tem tanta coisa maior.
Será que às pessoas não percebem que a sagração maior está em facilitar a construção de uma família?
Mas vamos lá!
Continuo na luta...

Minha paixão pelos bebês me deu um novo olhar sobre o nascimento. Entendo cada vez mais quantas sensações e emoções surgem para um bebê após o parto e como suas mães podem ficar envolvidas com este início de vida de seus filhos. Mulheres assustadas com suas emoções no pós-parto poderiam ouvir e aprender que o caminho para a construção de vínculo entre os dois pode passar por uma conexão mágica que ira permitir sentir o que seu bebe sente para compreender e ajudar melhor.as vezes nao sao emocoes tao prazerosas
portanto acho que quando surgem emocoes intensas no pos parto surge um forte vinculo entre os dois que merece ser celebrado, quando nao é combatido.
nasce uma mae, nasce um bebe, consagra-se o amor
isso nao é lindo?
irá permitir que seu bebê sinta para compreender e ajudar melhor. Às vezes não são emoções tão prazerosas portanto, acho que quando surgem emoções intensas no pós-parto surge um forte vínculo entre os dois que merece ser celebrado, quando não é combatido.

Nasce uma mãe, nasce um bebê!
Consagra-se o amor! Não é lindo?

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sobre os nascimentos!

Foto: Simone Novato

Por Carlos Eduardo Corrêa, o Cacá, Pediatra e Neonatologista.

Tem sido intenso estes dias com nascimento de vários bebês com a força da lua e um sol de touro. Que sejam bem vindas essas novas vidas. Tomara que eu tenha podido trazer conforto na sua chegada, trazendo respeito e amor nas minhas poucas e necessárias intervenções. Espero que essas mulheres encontrem o caminho do coração para construir um vínculo forte e íntimo com seus bebês. Que a Andrea e eu possamos auxiliar na construção de um aleitamento pleno de prazer e troca entre estes que estão se conhecendo sem fantasmas e novas intervenções.
Que a natureza humana se expresse suave e ao mesmo tempo intensa e imensamente.

Muita alegria por tantos nascimentos!

Hoje, pleno “sabadão” estou aqui no batente. Recebi a visita de pais que tentam construir uma família regida pelo principio do amor e respeito. Como às vezes fica difícil saber como expressa-los. Ainda pensando em aleitamento materno, principalmente no começo, encontrar um lugar de prazer e conforto pode ser tarefa bem difícil. Repenso a importância e ajudar e apoiar as decisões desta família e não... Construir mitos, idolatrias, que só servem para desestabilizar. Como uma balança ou uma fala inadequada podem destruir uma relação em construção. O poder de destruir a formação do vinculo familiar parece ser maior que o de construir.

Não pode dar colo!
Não pode dormir junto!
Esta criança tá passando fome!
Ele chora demais! Tem algo errado!
E ai se constrói uma mãe insegura, incapaz, um pai distanciado, incapaz e uma criança defeituosa e incapaz.
Deus nos livre disto, já anda tão difícil conseguir ser feliz!
São tantos NÃOS!

Hoje reencontrei três recém-chegados há poucos dias. Nasce um bebê causando o nascimento de um novo mundo. Nasce uma família, com mãe, pai, avós, tios e tantos mais. Que impressionante é à força do nascimento! E renasço, eu como pediatra, como ser humano, como alguém que faz uma reflexão sobre a grandiosidade da vida.

Obrigado, a cada bebê que me trouxe isto. Que me trouxe aqui, muito obrigado!

Eu luto por um parto onde a mulher é protagonista do seu caminho. Suas escolhas são conscientes e as intervenções são as mínimas necessárias e pedidas. O pós-parto dessa mulher deve seguir esse mesmo caminho. Dentre essas escolhas: a amamentação, se assim escolhida, deve acontecer com as mínimas intervenções e apetrechos. Onde a balança não é o condutor dessa relação.

Nestes últimos dias tenho pensando por que essas mulheres não aceitam intervenções no seu parto, mas tem uma amamentação tão cheia de intervenções, tão cheia de apetrechos. O que vocês acham sobre isso?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Espaço Nascente comemora seu aniversário com semana especial de atividades gratuitas para toda a família

Foto/arquivo: Espaço Nascente
Na semana em que celebra seus dois anos de inauguração (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/2012/03/nasce-o-espaco-nascente.html), o Espaço Nascente abre as portas para receber pais, mães, bebês e famílias em uma programação especial. 

De 21 a 27 de março de 2013, serão oferecidas atividades gratuitas que incluem encontros em grupo para gestantes e mães no pós-parto, encontro sobre amamentação, aulas de yoga para gestantes e bebês, vivências de música, massagem e acupuntura e serviço de máscara de gesso para a barriga (para gestantes). E ainda haverá a exibição de um documentário com debate sobre alimentação infantil e uma oficina de banho relaxante com aromaterapia para bebês. 

“Vai ser uma semana intensa e prazerosa, como foi nosso ano que passou (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/2012/12/espaco-nascente-celebra-2012-e-da-boas.html), para comemorar o que experimentamos e vivemos juntos até aqui e também para darmos as boas vindas a mais um período em que ofereceremos acolhimento, reflexão e diversão para as famílias que recebemos aqui”, afirma o coordenador do espaço, o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, conhecido como Cacá. 

A programação da semana especial de aniversário está disponível no blog do Espaço Mascente e pode ser consultada a seguir. As atividades são gratuitas e serão oferecidas pela equipe de colaboradores do espaço (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/p/equipe.html). É necessário realizar inscrição prévia (com exceção para a Slingada, que é aberta). 

Ao final da semana, serão sorteados diversos brindes para aqueles que frequentarem as atividades e se inscreverem nos sorteios presencialmente, com a organização do evento. 

Semana especial de aniversário Espaço Nascente 
De 21 a 27 de Março de 2013 

Rua Grajau, 599 (Próximo ao metrô Sumaré) São Paulo - SP 

Inscrições e informações: (11) 3672-6561 / (11) 2548-6383 



Programação

Data
Horário
Atividade
21/03/13
13:30 às 16:00

Plantão da Slingada e Fraldada Especial
22/03/13


11:00
Acalanto Especial: vivencia musical na gestação e pós-parto, com Isadora Canto
14:30
Vivência de massagem em bebês, com Priscila Castanho
25/03/13
14:00

Grupo para mães no pós-parto especial: Sobre os ciclos da vida e seus (re)começos: O Pós parto como renascimento. As dores e as delícias de (re)nascer.
16:00 
Vivência de Acupuntura para bebês, com Tatiana Rodello
18:00
Máscara de barriga, com Marina Lettis
18:30
Aula de yoga para gestantes, com Vivi Cabral
19:30
Grupo de gestantes especial. Tema: Do parto ao nascimento.  Participação Dra Betina Bittar (obstetra) e Dr Carlo Eduardo Corrêa, Cacá (pediatra).
26/03/13

11:00
Oficina para pais: “A arte de contar história” com a Elenira Peixoto.
14:00

Encontro sobre amamentação especial. Tema: Volta ao trabalho, com Andrea dos Santos.
16:00

Cine Nascente. Exibição do documentário “Muito além do peso”, com moderação de Daniela Pane.
27/03/13

11:00
Vivência de baby yoga, com Vivi Cabral
14:00
Oficina de Ôfuro do bebê com aromoterapia (máximo de oito bebês), com Laysa Duch.
15:30
Musicalização: “Tocar, cantar e confeccionar um instrumento musical para o bebê”, com Edsangela Holanda.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Atendimento na Casita - Santo André - SP

Foto: Arquivo
Dia 21/2, Cacá atenderá na Casita - Espaço de Convivência, em Santo André/SP. 

Os atendimentos terão os formatos individual (1h) e grupo (max. 10 mães-pais/ 4h) com bebês de 0 a 3 anos. Este último, proporciona a troca de experiência e custo menor, ao final, as crianças serão pesadas e medidas individualmente / momento também para dividir algo particular. 


O pediatra Carlos Eduardo Corrêa (Cacá) é formado pela USP, pediatra especializado em neonatologia pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Faz parte de equipes que participam de partos humanizados e trabalha com a construção da consciência da importância de se estabelecer uma relação de prazeres da mãe com seu bebê. Utiliza a antroposofia e alopatia.

Informações e agendamento: 


(11) 3672-6561 / (11) 2548-6383 


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Espaço Nascente celebra 2012 e dá boas vindas a 2013

Foto: Arquivo
Atividades serão encerradas no dia 19 de dezembro e retomadas em fevereiro.

O Espaço Nascente se despede de 2013 saudando o ano que passou e dando boas vindas para 2013. “Estamos com uma sensação positiva, de crescimento e consolidação do trabalho que fazemos, acolhendo novas famílias, que nascem com o nascimento de seus filhos. Este ano foi muito especial nesse sentido e queremos adentrar 2013 oferecendo ainda mais informação, reflexão e acolhimento para as pessoas que estão conosco e para outras que vão chegar num novo ciclo que começa”, afirma Carlos Eduardo Corrêa, o Cacá, pediatra e coordenador geral do Espaço.

Cacá lembra que este foi o ano muito importante para o Espaço (http://espaco-nascente.blogspot.com.br/2012/03/nasce-o-espaco-nascente.html), que passou por uma ampliação de suas atividades transformando-se em um centro de referência em acolhimento e reflexão. “Reunimos uma equipe de pessoas competentes e afinadas e isso faz com que o Espaço seja um ambiente ao mesmo tempo sério e descontraído, onde as famílias buscam apoio informativo, mas também festivo e prazeroso”, diz.

As atividades de 2012 do espaço serão encerradas no dia 19 de dezembro. A partir do dia 21 de janeiro, já será possível agendar consultas de pediatria. O consultório volta a atender no dia 23 de janeiro. Os grupos semanais, atendimentos e atividades serão retomados em fevereiro.

A todos que trilham esta bonita história junto com o Espaço e a nossa equipe, nosso agradecimento e os desejos de um 2013 de muitos nascimentos.

* Durante todo mês de dezembro, o Espaço Nascente recolherá doações para bebês e famílias. Fraldas, brinquedos e roupas podem ser entregues no Espaço e serão encaminhados a instituições de caridade.

 
Saber Viver
Cora Coralina

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar


Espaço Nascente.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Espaço Nascente oferece consultas em grupo sobre cuidados com bebês

A ideia é tirar dúvidas de gestantes, pais e mães recentes e oferecer demonstrações práticas de cuidado relacionadas às principais questões e inseguranças que chegam à família junto com o bebê recém-nascido.
 
Cólicas, choros indecifráveis, pintinhas aqui e acolá, trocas de fralda, banhos... a rotina de um recém-nascido é cercada de mistérios e de um clima de (re)conhecimento. Junto com um bebê, nasce uma mãe, nasce um pai e nasce uma família. Os primeiros dias, os primeiros meses são recheados de dúvidas e questões que muitas vezes parecem pequenas aos de fora, mas que para os recém-pais são gigantes. Isso vai desde as manchinhas na pele, os pelos pelo corpo às primeiras tosses e engasgos. A chegada de um novo ser é um evento que carrega muitas informações e moções.
 
Pensando nisso, e de forma inovadora, o Espaço Nascente a partir de setembro passa a oferecer consultas em grupo para gestantes e acompanhantes, mães, pais e casais com bebês. “Nossa intenção é criar um ambiente acolhedor para esta família recém-formada, que precisa de informação e atenção para se sentir mais segura no cuidado com o seu filho”, explica o pediatra e coordenador-geral do espaço, Carlos Eduardo Corrêa, o Cacá.
 
Segundo ele, que é idealizador da atividade, o objetivo é entender a situação de cada família, acolhê-la e promover um reconhecimento para a criação e manutenção do vínculo tão necessário neste momento. “Este vínculo acontece pela emoção, pela pele, pelo toque, pelo banho prazeroso, pelo aleitamento, pelo colo. E é destas coisas que vamos conversar”, informa.
 
O fundamental, para Cacá, é que o sintoma seja compreendido para que a família saiba lidar com ele e não para calá-lo ou mascará-lo. “A principal questão ara um bebê recém-nascido é o choro. Vamos entender este choro e saber lidar com ele. Porque bebês choram. Mas o choro é um sintoma, e a causa dele é que é muito particular. Em grupo, falaremos do choro. Com cada família, buscaremos as diversas formas de como lidar com ele”, explica.
 
São dois tipos de encontros. Um primeiro grupo (de preparo para o nascimento) atenderá gestantes (e acompanhantes), casais e famílias no pós-parto até 6 meses. Um segundo grupo (de atendimento em puericultura) será focado ara pais e mães de bebês de 6 meses a um ano de idade.
 
Os encontros serão semanais e terão duas horas de duração. A ideia é que cada encontro possa trazer ao grupo uma contribuição a respeito de algum aspecto da maternidade / paternidade recente e as necessidades de um recém-nascido: comida, conexão, comunicação e carinho, mas também que possam tirar dúvidas corriqueiras, com demonstrações práticas, como banhos, trocas de fralda, limpeza de umbigo, etc.
 
Cada encontro contará com a participação de um convidado, para tratar de temas centrais, como amamentação, uso de carregadores, banhos e massagem e aspectos psicológicos.
 
 
Inscrições e informações: Espaço Nascente
Rua Grajau, 599 - São Paulo
 (11) 3672-6561 / (11) 2548-6383     

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Pediatria com o Cacá e Slingada na Casita - Santo André - SP

Quinta-feira 27/09, das 11h às 20h30.
Em Santo André - SP
 
Informações:
 
(11) 3672-6561 / 2548-6383
 
Clique na imagem para ampliar
 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Estações onde desembarcam as gripes


Por Sonia Hirsch

A leitora me escreve, muito aflita, sobre seu temor de vacinar a filha contra a gripe. "Na escola estão recomendando, mas minha filha é saudável, e eu não sei se devo..."

Lembro logo de um outono, dois anos atrás, que trouxe dias lindos e limpos e também o medo da pneumonia "atípica". Os jornais abriam manchetes sobre (felizmente poucos) casos fatais. Mais de dez laboratórios já estavam pesquisando remédios e vacinas. Cada um de nós acompanhou atentamente a evolução dos fatos, e também dos boatos, que não são confiáveis mas dão muito assunto.

Ficava assim combinada a vida: a qualquer momento podemos sofrer a invasão de um poderoso inimigo. Será? Melhor não. Mas como não?

Escrevi para minha amiga Lena Peres, médica infectologista, que respondeu: “A melhor recomendação é evitar aglomerações, fazer uma boa hidratação e cultivar o contentamento – virtude que aumenta as defesas do organismo.”

Grande sabedoria!

O ar que circula num ambiente cheio de gente não é mesmo lá grande coisa, e pode sim estar cheio de agentes irritantes para as mucosas do pulmão, além de micróbios de todo tipo e tamanho.

Boa hidratação significa água em quantidade, água que limpa, lava, refresca, ajuda a renovar as células e é essencial à vitalidade de todos os tecidos, inclusive respiratórios.

E o contentamento, bem... O contentamento é simplesmente uma das chaves da vida.

Para começar, se há contentamento não há medo. E se não há medo, qual é o problema? Um vírus, por pior que seja, jamais será significativo para a pessoa que está bem. Como disse a doutora, tudo pode ser apenas uma questão de estar com as defesas em ordem. Em se tratando do ser humano, defesa quer dizer zilhões de pequenas células espalhadas por todo o corpo, prontas a neutralizar a ação de qualquer micróbio; mas quer dizer também pensamentos e sentimentos positivos, que reafirmam a confiança na vida e não dão espaço para ansiedade.

Em psicologia é sabido que certas pessoas têm perfil de vítima. Saem à rua tão convencidas de que podem ser assaltadas que atraem o assaltante. Se forem visitar alguém que está com gripe, saem espirrando. “Ué”, alguém vai dizer, “mas isso é comum, gripe pega!”

Pega quem? Quem está predisposto a ser pego, ora essa. E também não pega assim de uma vez. Vai encostando, dá uma indisposição, uma vontade de se enfiar na cama, um friozinho, uma leve dor de garganta – e aí é que se vê quem comanda o barco. “É na tempestade que se conhece o timoneiro”, diz o ditado. Se o corpo está dando todos os sinais de que precisa descansar, e a gente não descansa, está querendo gripe.

Se, ao contrário, a gente respeita o que está sentindo e descansa, toma um caldinho quente, se agasalha, corta os excessos e fica contente por poder fazer isso, em pouco tempo tudo vai bem de novo. Foi dada ao organismo a oportunidade de se auto-regular, e ele agradece.

Alimentação pobre em nutrientes e rica em gorduras, laticínios, açúcar, produtos químicos, álcool e toxinas; stress, falta de sono, falta de atividade física, falta de afeto e outras emoções nutritivas; e exagero nas temperaturas artificiais, como o ar-condicionado gelado, tudo isso nos desregula. Ainda mais no outono, cujo ar mais seco favorece gripes, tosses, resfriados. Um vento fresco sopra de repente e pede sempre um casaquinho ou uma écharpe para não entrar pelos ombros e atingir o interior do corpo. É hora de colocar mais uma colcha na cama, e meias de algodão para dormir com os pés quentinhos.

Gripes acontecem quando o estado geral de cansaço, poluição e muco interno transborda. As mucosas já estão inflamadas. É isso o que dá oportunidade ao pobre do vírus, coisinha ridícula que nem corpo tem, e a bichos maiores e mais ocultos, diria mesmo ocultíssimos, como lombrigas, amebas, giárdias, solitárias, estrongilóides, oxiúros, tricuros, fascíolas e muitos mais, que se estabelecem em qualquer parte de nós e se multiplicam, com larvas que muitas vezes atravessam o delicado tecido do pulmão e coisas piores. Qualquer pneumonia sem causa óbvia obriga a investigar a "síndrome de Loefler", ou: presença de infecção por helmintos possivelmente afetando o pulmão.

Na medicina tradicional chinesa o outono é a estação dos pulmões, que dão ritmo e ordem à vida – ou depressão e melancolia, se estiverem fracos e sem energia. Reina a força de Metal, que tem a ver com tesouros e colheitas. Estação muito boa para concentrar os esforços, concluir processos e... tratar dos vermes, já que pulmões e intestinos trabalham juntos. O inverno é a estação dos rins e da bexiga, que podem ser energizados com caldos quentes, raízes como cenoura, nabo daikon e bardana, uma camiseta regata por baixo de qualquer roupa, uma faixa de algodão, lã ou seda em torno dos rins. Não é a melhor época do ano para frutas e saladas, menos ainda para sucos.

Outono e inverno são tempos de maturidade. A capacidade de realização do ser humano se apresenta como tranquilidade, paz, confiança nos processos de renovação da natureza. A gente olha para dentro e reconhece quem é. Faz o que tem que fazer e fica contente. Pronto.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Quem tem medo da febre?

QUEM TEM MEDO DA FEBRE?

Entrevista publicada pela revista Arte Médica, Ano III, No. 3, novembro de 2002, 
da Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos (SBMA)
                                                                                                                                                                                                   
A febre é um dos sintomas mais freqüentes na infância e uma das maiores causas de visitas ao consultório pediátrico. Muitos pais e mães ficam apavorados quando o termômetro começa a subir... Será que é algo grave? Será que esta febre vai causar convulsão? Quem nos responde estas perguntas é Samir Rahme, presidente da SBMA e médico antroposófico com mais de quinze anos de experiência – muitos deles dedicados à compreensão do papel da febre no equilíbrio de nossos processos vitais.




AM. Como você encara a febre hoje? Ela pode ser benéfica e ter uma função específica para o ser humano?

Samir. A febre, em princípio, é sempre boa. Ela tem um papel fundamental na dinâmica do nosso sistema imunológico, ativando a liberação de anticorpos e de outras substâncias de defesa que vão permitir ao organismo lidar com possíveis “invasores”. Hoje sabe-se que é esse mesmo calor que inibe o crescimento de bactérias e aniquila os vírus, ou seja, o calor põe tudo no lugar, renova o organismo. Isso já foi amplamente reconhecido pela comunidade científica tradicional. A cultura do medo da febre e a tendência de combatê-la rapidamente instalaram-se em nossa sociedade nos últimos 50 anos em virtude de uma grande estratégia de marketing da indústria farmacêutica. Considero esta tendência muito nociva para a nossa saúde. Em minha opinião, a febre é um fenômeno relacionado ao desenvolvimento da nossa individualidade. Essa é a grande tarefa da febre na nossa vida. E não é à toa que a maioria dos episódios febris ocorre do nascimento até os 7 anos.

AM. Então os médicos antroposóficos valorizam a febre um pouco mais do que o fazem seus colegas da alopatia, certo?

Samir. Certo! Para nós, ela representa a chance de desenvolvimento da verdadeira individualidade e liberdade em relação aos condicionamentos genéticos. Quando as crianças contraem as doenças denominadas exantemáticas, ou seja, que se manifestam por meio da pele, como o sarampo, a rubéola e outras – e que sempre são acompanhadas por febre –, é uma grande oportunidade para o organismo infantil “quebrar” e eliminar as proteínas herdadas, criando novas estruturas a partir de si mesmo. Na Europa, muitas mães ainda cultivam a antiga tradição de levarem os filhos para visitar as outras crianças com doenças exantemáticas com o objetivo de proporcionar uma imunização natural. Mas, hoje em dia, fica cada vez mais difícil para esse pequeno ser usufruir os benefícios que estas doenças “naturais” podem lhe proporcionar. De um lado, temos as vacinas e de outro os antitérmicos...

AM. O calor vivenciado através da febre tem uma função para nós?

Samir. Segundo a Antroposofia, nós, seres humanos, temos um organismo com quatro componentes básicos, que didaticamente chamamos de “corpos”: um corpo físico (terra), um corpo vital (água), um corpo astral ou alma (ar) e um corpo espiritual ou individualidade (fogo). Quando se dá o aumento da temperatura, o que está acontecendo num nível mais sutil, não mensurável por aparelhos, é que a individualidade (o corpo espiritual ou “Eu”) está em seu caminho de conquistar o corpo, está atuando mais de perto, por meio do calor, que é seu elemento natural. O significado do calor ainda é pouco explorado na Medicina, mas já estamos avançando: os mais avançados tratamentos de tumores são feitos com hipertermia.

AM. Como lidar com a ansiedade dos pais?

Samir. O melhor remédio é paciência e conversa. Os médicos devem tentar esta abordagem com os pais, resistindo à pressão. Hoje em dia, tanto na medicina quanto em outras áreas predomina o conceito de FAST(rápido, em inglês), ou sejam, tudo deve ser e ocorrer de maneira rápida, o que não proporciona um desfrutar das situações. Quando lidamos com o ser humano, quanto mais SLOW melhor o resultado e, no caso de afecções do organismo, estamos sempre lidando com a eternidade. Muitas vezes, somos procurados porque os pais já não agüentam mais dar tanto remédio químico para seus filhos, e a reclamação é sempre a mesma: não ficam bons nunca.

AM. E medo da convulsão?

Samir. Poucos pais sabem que as convulsões causadas pela febre ocorrem em apenas 2% das crianças e não dependem da temperatura que a febre alcança, mas da velocidade com que ela sobe. Assim, as crianças propensas a ter convulsões febris poderão ter crises mesmo com febres baixas. Nesta situação, o uso antitérmico está mais que justificado, mas sem nos esquecermos de que estamos lidando com uma minoria.

AM. E como você orienta o tratamento da febre?

Samir. A primeira preocupação do médico é diagnosticar e tratar a doença que provoca a febre, que é apenas um sintoma. Na medicina Antroposófica existem medicamentos naturais, à base de plantas, animais e minerais, que podem ser usados no tratamento das causas da febre. A compressa de limão na panturrilha costuma baixar a temperatura de 1 a 2 graus, sem comprometer o processo como um todo. (Ver receitas abaixo.)

AM. Quais seriam suas considerações finais sobre a febre?

Samir. Vale alertar que numa criança bem nutrida os efeitos de uma febre serão mais bem tolerados do que numa criança desnutrida. Repito que a febre é o remédio mais potente e sábio que existe, devendo ser encarada como uma grande aliada do médico e do paciente. Acho fundamental iniciarmos uma contracultura da febre!

Compressa com rodelas de limão Corta-se um limão em rodelas. Depois, elas são colocadas entre as dobras de um pano e batidas para se extrair o suco. Em seguida, a compressa com as rodelas de limão batidas é aplicada morna na panturrilha e firmemente enrolada com um xale de lã.A compressa de limão pode ser aplicada morna na panturrilha.

Um limão é colocado numa vasilha com água suficiente para cobri-lo. É depois cortado e espremido debaixo d’água, fazendo-se diversos cortes na casca para se obter bastante óleo etérico (sumo). Dobra-se um pano de algodão ou linho (pode ser um lenço) de modo que cubra o panturrilha. Molha-se o pano na água com limão, espremendo-o depois com força. Ele é aplicado, sem pregas, ao redor da perna, preso com um pano maior e, em seguida com um pano de lã firmemente enrolado.


Fonte: http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2012/05/quem-tem-medo-da-febre.html