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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Desenvolvimento do Ser Humano na Primeira Infância

A Antroposofia é uma corrente filosófica fundada por Rudolf Steiner, que tem uma abordagem holística na leitura espiritual, física e social do ser humano. Uma ciência espiritual, conforme seus estudiosos.

Steiner definiu a antroposofia como "um caminho de conhecimento para guiar o espiritual do ser humano ao espiritual do universo." 

Para os amantes da puericultura, a antroposofia tem contribuições incontestes. Veja um resumo da abordagem de Steiner para os pequenos, de acordo com a Biblioteca Virtual da Antroposofia



Primeiro Setênio – 0 a 7 anos

É na primeira infância, mais precisamente durante os primeiros 7 anos, que as forças da individualidade estão localizadas na cabeça, e a tarefa neste período, é crescer, desenvolver os órgãos físicos que estão sendo formados, "independizar" o pólo superior do corpo, do pensar.

Com o nascimento, tem início o trabalho da individualidade, daquele ser cósmico que começará uma vida terrestre de transformação do invólucro corpóreo recebido dos pais, apto às suas necessidades. Portanto, neste período, a individualidade se ocupará em se apropriar do corpo herdado, moldando-o e reestruturando-o conforme suas peculiaridades interiores.

A criança, por assim dizer, reforma, refina seu instrumento físico, que é a corporalidade. Essa transmutação significa, aos poucos, eliminação das substâncias herdadas, desde as células mais microscópicas, que se tornam cada vez mais individualizadas, até os dentes, que são as mais duras do corpo, quando no final dessa etapa, a criança perde a dentição de leite, substituindo-a pela permanente, que é aquela que construiu a partir de sua interioridade.

Olhando, para os nossos sentidos, que, com exceção do tato que permeia todo o corpo, estão localizados na cabeça, podemos ter uma idéia dos aspectos que devem ser cuidados neste período inicial, para que a criança possa gostar de estar na Terra, dentro de seu próprio corpo.

Assim, para a construção do corpo físico de forma equilibrada, a criança deveria ter vivências permeadas por situações e circunstâncias que a levassem a perceber que o mundo é bom.

À essa criança, deveriam ser providas oportunidades de movimento livre no espaço, na medida em que vai se apropriando dele ao longo de seu desenvolvimento, desde possibilitar o engatinhar quando é bebê, até trepar em árvores e correr no campo quando é maior.

É por experimentação que a criança aprende, por tentativa e erro, e pelo princípio da imitação. O que não queremos que ela faça, não deveríamos também fazer, pois ela seguramente imitará gestos, fala, atitude dos adultos ao seu redor.

Rapidamente as faculdades humanas vão sendo adquiridas, quando, aos 3 anos a criança já conquistou o espaço físico com o andar, o espaço social com o falar, e o espaço espiritual, com o pensar.


Em síntese, neste primeiro setênio os princípios são :

• imitação

• bondade

• órgãos dos sentidos

• desenvolvimento do pensar

• processo de individuação física

Leia o artigo completo - que trata dos próximos oito setênios - no site Antroposofy

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

E se pudéssemos viver num mundo melhor?


E se pudéssemos ser mais felizes?

E se todos

fossem felizes

para sempre?


Como pediatra e neonatologista, acompanho todos os dias as pessoas acreditando nisso, investindo nesse lindo sonho e tendo filhos. Filhos que esperamos que possam ser pessoas melhores, maiores e cada vez mais felizes. Filhos que possam viver num mundo melhor, mais amoroso, harmonioso e equilibrado. Afinal, a esperança de vivermos outra realidade nos motiva e

nos ajuda a buscar construir uma condição melhor que beneficie a todos. Um mundo respeitoso e amoroso, onde possamos apreciar suas belezas, colher seus frutos, nadar nas suas águas, respirar seu ar puro e compartilhar estas delícias com nossos filhos e amigos sem precisarmos viver a fobia de que este seja o último minuto.

Como pais, como educadores ou, ainda, como pediatras, temos a rara e grande possibilidade de mostrar às nossas crianças como cuidar deste mundo e como nos cuidarmos. O espírito de cuidador garante ao ser humano uma habilidade maior de ser cuidador de si, podendo ser capaz de se alimentar, manter-se saudável, procurar seus amores, se dar prazer. E o que é esperado de uma boa educação é que possamos ajudar as crianças a desenvolverem este espírito de amor-próprio e amor pelo outro, que lhe garanta condições de encontrar este estado especial de bem-estar. Um bom exemplo disso é no momento em que introduzimos os alimentos aos nossos filhos. Nas populações mais antigas, as mulheres mastigam e dão os alimentos retirados da própria boca para seus flhos. Há tanto carinho em preparar esses alimentos para que seus filhos consigam saboreá-los, e devemos lembrar que, para uma criança, os alimentos são percebidos como pedaços do mundo que são engolidos. Como se cada cor, cada textura, cada temperatura proporcionasse uma incrível viagem sensorial refletindo um ensinamento que podemos ser amorosos conosco e com os alimentos, respeitando o que colocamos para dentro de nós, tendo prazer em nos alimentarmos – como seres que vivem e sobrevivem graças à Terra, que nos dá alimentos, água e ar, sendo que se aprende a amar e respeitar o lugar onde vivemos para que possamos alcançar nossas mais nobres metas como humanos.

Falar em sustentabilidade, para mim, é falar de uma situação de independência do ser humano e, ao mesmo tempo, de convívio pacífico e solidário. Vivemos num grupo que deve ser capaz de compartilhar essas coisas tão simples e preciosas que garantem a vida. Por isso, é fundamental na educação de uma criança ensinar o respeito à Terra e aos homens, como condição básica da nossa sobrevivência – sobrevivência com qualidade, com prazer.

Os cuidados ensinados como lavar o corpo são outro bom exemplo. Só é possível por uma experiência deliciosa de deixarmos o convívio com o ar e partirmos para o mundo das águas. A imersão é uma experiência regressiva uterina prazerosa por si e, quando acompanhada de um toque amoroso cedido pelos pais e cuidadores, pode ser um dos melhores momentos do dia. Banhos feitos em balde para recém-nascidos proporcionam uma leveza corporal na água que trazem imediatamente a memória corporal da vida intrauterina. Quanto prazer para este bebê!

Poder viver em paz com o ar, a terra, o fogo e a água. Tão simples, tão especial e, muitas vezes, tão difícil. Quando os cuidadores apresentam um mundo de belezas e respeito ao poder desses quatro elementos, com certeza a vida dessa criança poderá ser mais fácil e gostosa. A magia está em poder lidar com habilidade com eles todos. E é natural que as crianças queiram explorá-los e conquistá-los.

O respeito dos valores que constroem as condições para que possamos fazer opções o tempo todo em nossas vidas. Está aí a impressão que os pais podem oferecer para que seus filhos possam optar pelo que lhes será melhor. E será melhor quando se sentirem bem, fizerem opções que lhes tragam uma relação harmoniosa com o lugar que habitam e com as pessoas que dividem esse mesmo espaço. Percebo nesta possibilidade de trazer valores amorosos para seus filhos a transmissão do ensinamento de esperança que suscitou nos pais o desejo de gerar filhos, completando nesses o ciclo de gratidão e respeito pela vida, seja sua, de seus filhos, de seres vivos e de seu planeta.

Então são amor e respeito que sustentam os valores que projetam esse amor e respeito a outras pessoas, a forma de ganhar a vida, a Terra, na qual vivemos, e reflete em nós como uma grande experiência dadivosa que completa o ciclo da vida e do amor.

Como educadores, como pais, como pediatras, quando ensinamos uma criança a escovar os dentes, manter a torneira fechada e só abri-la quando for usar a água, ao mesmo tempo estamos podendo ensinar que esta escovação pode ser um carinho na sua boca, um gesto de cuidado com seus dentes e um respeito à natureza pelo não desperdício de água.

Isso tudo é muito importante; cada passo deste processo é tão importante quanto o outro.

E acho que devemos ficar felizes por termos esta imensa oportunidade de participarmos ativamente na construção deste tão sonhado mundo melhor. E que todos possam viver felizes para sempre....

— Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa

quarta-feira, 14 de março de 2012

Era uma vez...

Por Carla Oliveira

Não há nada mais gostoso do que sonhar com o príncipe encantado... permita que seu filhos vivam as magia dos contos de fadas! Além de divertidas, as histórias ajudam as crianças a entender melhor seus próprios sentimentos.

Há Muito tempo atrás, num lugar bem longe daqui, nasciam os contos de fadas. Se fôssemos contar a origem desse tipo de história, teríamos que começar assim mesmo, de forma imprecisa - tal como se iniciam os próprios contos de fadas. Os primeiros livros são datados do século XVII, mas isso não significa que foram escritos naquela época. "Esses escritores apenas relataram as histórias que lhes tinham sido contadas por outras pessoas que, por sua vez, as tinham ouvido de seus pais e avós; histórias que pertenciam à cultura e à tradição dessas famílias", explica a educadora Vânia Dohme, autora do livro "Técnicas de Contar Histórias".

O fato é que realmente não importa onde, quando e nem por quem foram escritos os contos de fadas. Aliás, o grande mérito deles é justamente esse. Ninguém sabe como surgiram exatamente, mas todos se identificam com eles. Histórias como a da Cinderela e da Branca de Neve fazem sonhar as crianças do Brasil, da China, da Austrália, do Marrocos... E são essas mesmas histórias que também fizeram sonhar os pais dessas crianças, os avós, os bisavós...

Nem todos os contos de fadas têm, necessariamente, uma fada. Eles recebem essa denominação porque as fadas remetem à magia, encantamento e feitiços, estes sim elementos essenciais desse tipo de contos. Em Cinderela, por exemplo, a fada transforma ratos em cavalos, roupas velhas num lindo vestido bordado com fios de ouro e uma abóbora em carruagem. Não há imaginação, por mais preguiçosa que seja, que não se deslumbre com essas traquinagens.

"Outra característica dos contos de fadas é a independência com o tempo e com o espaço. As histórias podem acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar, simplesmente quando Era uma vez...", explica Vânia. Além disso, os personagens das histórias têm qualidades extremas, sem meio termo. Ou são belas ou muito feias, ou boas ou más e assim por diante. Isso faz com que cada personagem seja muito marcante - impossível esquecer a crueldade da madrasta da Branca de Neve ou a doçura da Bela Adormecida!

Felizes para sempre

Além de estimularem a imaginação e a criatividade, os contos de fada possibilitam às crianças a compreensão de alguns fatos que elas não conseguem entender. "Um exemplo é a história de Chapeuzinho Vermelho. A criança ouve seus pais falarem do medo e tem medo também sem saber do quê. O lobo funciona como um símbolo do perigo, de alguém com quem é preciso ter cuidado. Pronto! O medo tem cara, pêlos e dentes afiados: é um lobo! E o que acontece? Ele engole chapeuzinho, o que significa que os temores se concretizaram", explica a educadora.

No final da história, o caçador abre a barriga do lobo e salva a Chapeuzinho Vermelho. "Esta história mostra à criança que o medo tem forma mas, mesmo que terríveis males aconteçam, as coisas podem acabar bem, o que lhe dará esperança e, conseqüentemente, segurança", conclui Vânia. Essa contextualização dos sentimentos é muito importante para crianças até os sete anos de idade, pois seu entendimento ainda está mais baseado na emoção do que na razão.

Os contos de fadas também ajudam a promover a estabilidade emocional dos pequenos, fornecendo respostas às suas dúvidas e medos. Um exemplo disso é que todos os contos de fadas terminam com um casal vivendo feliz para sempre. "Os casais felizes lhe mostram que no futuro também está reservado alguém que lhe vai dar total atenção, com o qual viverá feliz para sempre!", revela a educadora.

A presença freqüente das madrastas nas histórias de fadas também tem uma função muito importante, pois, segundo Vânia, ajuda as crianças a entender o sentimento ambíguo que têm pelas mães. "Como pode sua mãe meiga e carinhosa se tornar nervosa, tão brava e dando tantas broncas? É mais fácil entendê-la como uma madrasta má, que pode ser descartada facilmente, para dar lugar novamente à mãezinha que ele tanto ama", explica.

Participe das histórias!

Cinderela, Rapunzel, João e Maria, Chapeuzinho Vermelho, A Bela e a Fera, O Mágico de Oz e Pinóchio são alguns dos contos de fada mais tradicionais que não podem deixar de ser apresentados para as crianças. Mergulhar numa história repleta de monstros, princesas, seres enfeitiçados, castelos e lugares mágicos é uma experiência inesquecível. Quem nunca pegou um livro que leu quando era criança e percebeu que conhecia as frases de cor e reconheceu cada figura, como se as tivesse visto no dia anterior?

Para aumentar a intensidade dessa experiência, é muito importante também que você leias as histórias para os seus filhos. "Estes momentos trazem uma cumplicidade que aumenta os laços afetivos, a confiança e a camaradagem", diz Vânia. Atenção: ler uma história é diferente de contar. Ler a história como se estivesse lendo bula de remédio, só para que seu filho durma logo, não está com nada. Deixe a preguiça de lado e viva esse momento. Conte a história devagarzinho, com entonação, interpretando-a, abusando de expressões faciais e gestos, mudando algumas palavras, franzindo as sobrancelhas, fazendo uma pausa misteriosa. Entre na história!

Depois de lê-la, você pode também alugar o filme para assistirem juntos. A Disney transformou muitos contos de fadas em desenhos maravilhosos, que se mantêm fiéis às mensagens e à fantasia que eles carregam. E não pare por aí! Use fantoches, bonecos, teatro de sombras, tudo o que for possível para que as histórias adquiram cada vez mais elementos diferentes, novos, fazendo a imaginação voar ainda mais longe.

Quando seu filho for um pouco mais velho, por volta dos oito ou nove anos, provavelmente perderá um pouco o interesse pelos contos de fadas. Nessa idade, você não poderá deixar de comprar para ele um livro de fábulas, aquelas histórias curtinhas que sempre apresentam uma lição no final, como "A raposa e as uvas", "A cigarra e as formigas" ou a famosa "A lebre e a tartaruga". As fábulas também contêm ensinamentos preciosos. Mas aí já é outra história... que fica para uma outra vez!

Para saber mais:
Técnicas de contar histórias, de Vânia Dohme, Editora Informal.
Rapunzel, de Lais Carr Ribeiro, Editora Moderna
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Fonte: http://www.clicfilhos.com.br/site/display_materia.jsp?titulo=Era+uma+vez...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Oficina de Bonecas

Clique na imagem para ampliar


Ao brincar com bonecas, que aprendizado as crianças tem?

Quais materiais são apropriados para brincar e qual significado no aprendizado?

Como favorecer o desenvolvimento de seu filho através da brincadeira e da imaginação?

O primeiro boneco de seu filho (menina ou menino) pode ser feito por você mesmo de forma muito especial. Para além de um entretenimento ou de um brinquedo educativo lúdico a boneca tem significados culturais e afetivos envolvidos neste marcante objeto da infância.

Através da oficina de boneca poderemos refletir sobre estas e tantas outras questões, além de mobilizar a criatividade, atenção, capricho e o cuidado ao fazer algo lindo para seu filho.

Data: 10 e 17 de novembro de 2011.
Horário: 14h - 16h.
Duração: Dois encontros de 2 horas
Custo: R$ 130,00 reais por participante (até 10)

Local: Espaço Nascente - Rua Grajaú, 599 Perdizes (Consultório do Cacá)

Informações: Sandra Sisla - (11) 7525-1516 / (11) 5505-4081
Espaço Nascente: (11) 3672-6561 / (11) 2548-6383


Sandra Sisla: Fisioterapeuta, Doula, formadora de professores da educação infantil na área da linguagem corporal no projeto Rede em Rede da prefeitura de São Paulo e oficineira de bonecas sob a perspectiva da Antroposofia.

Visite: puppalele.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Crianças Índigo e Cristal



Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007.

Espiritismo Responde - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?

Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar. Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração. As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape). O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis. Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais. As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira. A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.

Espiritismo Responde – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?

Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal. A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças... Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las. Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf. A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual. Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência. A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição. Daí é necessário muito cuidado. Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental. Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro. As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.

Espiritismo Responde – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?

Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado. Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição. Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento... Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.

Espiritismo Responde – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?

Divaldo - Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos. Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer. Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro. Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos. É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.

Espiritismo Responde – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?

Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa. O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”. Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão. Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.

Espiritismo Responde – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?

Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade. Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura. São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom. A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes. Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.

Fonte: http://www.divaldofranco.com